[Análise] One Piece: Punk Hazard

Enquanto a Toei Animation prepara a chegada do nosso grupo adorado de piratas à ilha de Dressrosa através da inclusão de alguns fillers, eu cá decidi aproveitar esta “pausa” na história para uma análise à saga recém terminada, ou seja, a Punk Hazard. Assim sendo, vou então avançar para para um breve recapitular dos acontecimentos e para os efeitos que estes provocaram nos espetadores da série.

A entrada dos Straw Hat Pirates no Novo mundo foi, por si só, um facto capaz de suscitar grande interesse e curiosidade entre os fãs da obra. Todos queriam ver a diferença do novo local para a travessia feita na primeira parte da Grande Linha, ainda por cima quando era sabido que a G-5 estava de olhos postos nos nossos amigos. Pois bem, a verdade é que não se viu nada de extraordinário, se assim se pode dizer, apenas a entrada em mais uma ilha atípica, sendo esta constituída por uma parte totalmente gelada e outra de grande calor, habitada por fortes labaredas. Nada capaz de surpreender, particularmente depois do que se viu em Fishman Island. Mas já que se está a falar na ilha, mais à frente na história ficou-se a saber o porquê do terreno estar sob o controlo de dois grandes elementos da Terra: o fogo e a água; relato esse muito bem elaborado por parte do autor que constrói sempre tudo com lógica.

 

One Piece Logo Punk Hazard

 

Continuando, logo após a introdução a Punk Hazard, aí sim começaram-se a desenrolar coisas bastante interessantes. Trafalgar Law, o cirurgião de Luffy após a batalha de Marine Ford e um dos sete Warlords of the Sea surgiu na mesma ilha dos nossos amigos na sua forma mais enigmática de sempre. Ele até pensava em passar despercebido a muita gente, mas o cruzamento com Smoker, Tashigi e restantes soldados foi inevitável. Ainda bem, visto que Smoker e Law entraram num frente a frente que fez as delícias dos espetadores na altura. Afinal de contas, não é todos os dias que estas duas personagens mediáticas da série entram em ação. Assim, em termos de luta, a saga proporcionava desde muito cedo grandes momentos, mas faltava outra parte essencial, o suspense e o mistério habitualmente presentes no enredo que só surgiriam a seguir.

Retomando então o relato, também por esta altura já andavam os Straw Hats divididos em dois grupos, fator bastante comum em partes anteriores da história, visto que é raro termos os nove piratas todos juntos a meio de uma saga. Mas a verdade é que era este paralelismo de acontecimentos a dar vida a cenas nos vários locais de Punk Hazard, sendo que cada um dava uma pista sobre o que por ali se passava. Não tardou assim o aparecimento de Caesar Clown, o grande vilão da ilha, assim como as primeiras ideias dos seus planos maquiavélicos. Desde o seu primeiro aparecimento que se percebeu que este antagonista estava longe de poder ser comparado a um Rob Lucci, Crocodile ou até mesmo a Enel em termos de personalidade e estilo. Seja como for, a presença de um vilão não muito atrativo mas poderoso foi compensada com a posição de Law por ali e da aliança que este formou com Luffy que promete dar muito que falar no futuro. Cedo se soube que o objetivo era capturar o Master e em breve derrotar um dos Quatro Imperadores dos mares. Uma situação criada não para nos entreter durante esta saga, mas no futuro! Só o imaginar deste duo aliado em ação anima qualquer espetador. Tal espetáculo deve começar em breve e, tudo indica, com opositores de luxo.

 

Aokiji vs Akainu

 

Entretanto, já na segunda metade da saga, começaram a surgir os esperados combates. Luffy e Caesar travaram mais do que um, todos eles em grande estilo e dignos das expetativas criadas por ambas as personagens. Previsível era o vilão resistir até ao final através de uma demonstração de poder da sua parte, o que forçou a criação de outras alianças (temporárias) com um trio fabuloso no comando das operações para derrobar o cientista maluco: Smoker, Law e Luffy. As circunstâncias forçaram a existência de várias aventuras até se chegar ao clímax da situação, havendo pelo meio espaço para o aparecimento de um novo inimigo, desta vez relacionado com a Marinha, “Demon BambooVergo. Pode-se dizer que esta personagem foi a principal responsável por fazer a ligação com a próxima saga (Dressrosa), apresentando caraterísticas bem interessantes. Na verdade, o que saberíamos nós de Donflamingo e de Law se não fosse este falso Vice-Admiral da Marinha que voltou a colocar Smoker em ação durante a saga? A grande riqueza de toda a saga este nestes momentos, pois enquanto grandes embates deflagravam por todo o lado, revelações inesperadas iam surgindo para nosso grande regozijo.

Por fim, e não menos dignos de serem mencionados nesta análise surgem Kin’emon e Momonosuke, dois Samurais (pai e filho) que surgiram em várias peripécias ao longo dos episódios mas sem grande relevo até à data. Os seus momentos mais importantes parecem estar guardados para Dressrosa, ilha à qual tencionam chegar na companhia dos nossos heróis. Quanto à parte de menor interesse da saga terá sido mesmo a das crianças raptadas por Caesar para fazerem de cobaias nas suas experiências científicas. Esta terá sido provavelmente incluída para a presença de algum sentimentalismo na saga, uma vez que em termos de ação e de mistério não era lá muito dotada.

 

One Piece Personagens Punk Hazard

 

Em suma, Punk Hazard não foi uma saga brilhante, até porque o ritmo lento dos episódios nunca permitira tal coisa. No entanto, esta parte da viagem conseguiu ser agradável através do efeito “novidade” que foi o Novo Mundo, por via da aliança que Law e Luffy formaram e pelos combates que estas duas personagens a par de outras bastante poderosas que também marcaram presença no local nos conseguiram proporcionar ao longo dos vários capítulos. Por outro lado, falhou acima de tudo a presença de um antagonista com maior qualidade e de uma ameaça mais interessante que não um gás tóxico letal.

Só mesmo para concluir, se Fishman Island se pode considerar uma saga de transição, não tendo deixando grandes enigmas para os momentos seguintes da obra, Punk Hazard melhorou muito nesse aspeto, pois conseguiu fazer uma digna introdução a Dressrosa, Donquixote Doflamingo e a tudo o que promete agitar este universo nos próximos tempos.

 

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Autor: Renato Sousa

Licenciado em Engenharia Informática. Apaixonado por Anime. Colecionador.

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2 Comentários

  1. Boa análise, Renato.
    Quanto à saga de Punk Hazard, penso que foi uma boa saga, ainda de introdução ao Novo Mundo. Houve questões muito interessantes deixadas em aberto, como a aliança entre o Law e o Luffy, o imperador (Yonkou) que eles pretendem derrotar e o Doflamingo.
    Em relação ao Caesar, também concordo que não era um dos melhores vilões. A mim parece-me que a parte mais interessante relacionada com ele tem a ver com o facto de ele ser um cientista e estar ligado ao Vegapunk, que é uma personagem que ainda é meio desconhecida no mundo de One Piece (pouco ou nada sabemos sobre ele).
    É outra questão que será desenvolvida mais à frente, mas gostei das pistas que foram indicadas nesta saga.
    Em suma, não foi uma saga espectacular, até porque foi muito introdutória, mas teve coisas bem interessantes que se irão desenrolar nas próximas sagas. E foi muito melhor que Fishman Island, a meu ver.
    Que venha a nova saga!

    Responder
    • Nem mais Ryuk :)
      O Vegapunk realmente já se fala à tanto tempo dele (menciona-se o nome), mas continua um completo mistério.
      A parte do Law e do Luffy e tudo o que esta aliança vai despontar enriqueceu realmente esta saga e promete fazer furor no que agora se vai passar eheh :)
      Sim, sem dúvida, bem melhor que Fishman Island, ainda que o vilão não fosse o mais interessante, mas o próprio Hordy também não o era.

      Responder

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