Boku no Hero Academia | Análise

12 Julho, 2016  Por Raquel Cupertino
5


Título: Boku no Hero Academia Adaptação: Manga Produtora: Bones Géneros: Shounen, Superpoderes, Ação, Drama Ficha Técnica: Indisponível   Boku no Hero Academia | Opening "The Day" - Porno Graffitti https://www.youtube.com/watch?v=EsO-VAToYJo   Boku no Hero Academia | Enredo Num universo onde os super-poderes (denominados Quirks) são uma realidade habitual, uma nova estrutura política e governativa é…

Boku no Hero Academia

Enredo - 7
Personagens - 6.7
Produção Visual - 8.8
Banda Sonora - 8

7.6

Bom

Pontos Fracos: Personagens pouco desenvolvidas.

Pontos Fortes: Ambiente. Banda Sonora.

Avaliação dos Leitores do ptAnime: 4.07 ( 9 votos)
8

Título: Boku no Hero Academia
Adaptação: Manga
Produtora: Bones
Géneros: Shounen, Superpoderes, Ação, Drama
Ficha Técnica: Indisponível

 

Boku no Hero Academia | Opening

“The Day” – Porno Graffitti

 

Boku no Hero Academia | Enredo

Num universo onde os super-poderes (denominados Quirks) são uma realidade habitual, uma nova estrutura política e governativa é criada – uma sociedade de heróis é implementada no mundo, e ser-se “herói” é uma profissão como qualquer outra. Izuku Midoriya tem um sonho desde criança: tornar-se um herói! Sendo que 80% da população é detentora de uma habilidade especial, não parece um sonho tão descabido assim… Não fizesse ele parte dos raros 20% da população mundial que não sustenta qualquer tipo de poder.

 

Boku no Hero Academia - abertura

 

A obra mais esperada da temporada chegou e conquistou o público afoito por mais uma obra épica. O aclamado sucessor dos clássicos da Shonen Jump, instigou um frenesim incalculável nos jovens seguidores da obra original. O conceito é já por si bastante interessante: um mundo de heróis, onde ter poderes é o normal. O protagonista, como um típico protagonista shounen, alguém desfavorecido comparativamente aos outros, cuja genética retirou-lhe a possibilidade de seguir o seu sonho: ser um herói.

 

Boku no Hero Academia - Deku Epi 3

 

As peças foram montadas, e desde o primeiro episódio que o potencial transbordava desde as entranhas. Mal nós sabíamos que estávamos na presença de um possível clássico desta geração.

 

Boku no Hero Academia - Ida

 

O enredo tem início de forma lenta e calculada. Como qualquer obra shounen de longo curso, o começo apresenta os intervenientes, superpoderes e universo, podendo dar, ou não, um vislumbre dos obstáculos a enfrentar. Escusado será dizer que temos que olhar para Boku no Hero Academia como uma obra de continuidade, uma obra que apenas revelou as suas cartas sem sequer as montar nos seus devidos papéis. Com apenas 13 episódios, o resultado foi bem melhor que o esperado nos mais variados departamentos.

 

Boku no Hero Academia - Deku epi 5

 

O enredo é um crescendo de carga dramática e peso emocional, com alguns pináculos pelo meio que exacerbam o devido reconhecimento que esta obra merece.

Claro que numa primeira instância, e para quem não conhece a obra original, existem personagens que falham redondamente. Com apenas duas dimensões, e mal desenvolvidas, as primeiras impressões às personagens não são as melhores, assemelhando-as a meros genéricos, sem qualquer substância ou expetativa de progressão. O protagonista poderá ser uma das personagens a quem seja apontado o dedo devido a essa mesma progressão lenta, no entanto, ressalvo: em longo curso, isto poderá demonstrar-se algo bastante positivo, quiçá essencial para demarcar o peso da mesma na obra final.

 

Boku no Hero Academia - bakugou katsuki

 

O que é um herói? 

Como referi nas primeiras impressões, a obra gira em torno do significado do “verdadeiro herói” e o que este símbolo acarreta. Esta filosofia serve de cenário para maravilhosas coreografias de batalha, e disputas apaixonantes onde o psicológico colide contra maravilhosos superpoderes, num universo cuja a realidade é bem mais fria que o esperado.

 

Boku no Hero Academia - Deku vs Kacchan

 

Boku no Hero Academia | Ambiente

O ambiente ajuda portanto a potenciar todo o background emocional. Kohei transpôs na sua obra todo o sentimento e fascínio que possui pelo universo dos super-heróis ocidentais. O traço forte e requintado, repleto de pormenores visuais, foi maravilhosamente esculpido pelo estúdio Bones. Se dúvidas haviam quanto à escolha do estúdio, estas dissiparam-se desde o primeiro episódio. Fizeram um trabalho excelente, completo e com uma conjugação próxima do perfeita com os restantes departamentos.

 

Boku no Hero Academia - Erased Head

 

Banda sonora + Animação + Voice Acting

A conjugação desses três departamentos foi próxima à perfeição. A imersão era quase que instantânea, e assim se mantinha durante grande parte do episódio. A animação manteve-se fluída mesmo nos momentos mais exigentes da série, e sobretudo orgânica. No global o visual e animação foram acima da média, com a Bones a presentear-nos com um festim de tonalidades vibrantes e uma conjugação meticulosa entre visual, design de personagens, jogo de cores e fotografia.

 

Boku no Hero Academia - Batalha

 

A banda sonora é composta por uma seleção musical simplesmente deslumbrante, completa e caprichada. O reportório é vasto e altamente diversificado, que varia desde composições orquestradas clássicas, rock, e sinfonias vocais. Como referido, a banda sonora enaltece todos os departamentos de Boku no Hero Academia graças à sua excelente colocação e conjugação com a narrativa. Um especial destaque para a faixa Hero A e as músicas de abertura e encerramento.

 

Boku no Hero Academia - All might epi 4

 

Boku no Hero Academia | Juízo Final

Em suma, Boku no Hero Academia é uma obra para todos os grandes amantes de animação japonesa. Os ingredientes para mais um sucesso mundial estão lá, e não é apontado como o sucessor de Naruto por acaso. O potencial está todo na obra original, e escusado será dizer que merece leitura obrigatória. Estes 13 episódios foram apenas uma apresentação da história, e é preciso ter isso em conta aquando a sua visualização.

O cerne narrativo apesar de ser mostrado, não é desenvolvido porque… bem, são só 13 episódios! Contudo, isso está patente desde início, pelo que para quem está familiarizado com obras de longo curso, não estranhará este desenvolvimento. Posto isto, devem assistir e desfrutar da obra, com a certeza que uma nova temporada vem aí e que desenvolverá este magnífico universo.

Ressalvo que se trata de um puro shounen e como tal, agradará a quem gostar da demografia em questão e tudo o que esta normalmente acarreta.

 

 

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5 Comentários

verdade que o anime só tem 13 epis. e que já devíamos estar preparados para a falta de profundidade de algumas coisas, mas mesmo assim acho que podiam ter feito melhor nesse departamento, à excepção de 3 personagens, todos os outros são quase nulos, incluindo vilões.

tirando isso, tudo o resto é muito bom, o desenho, a animação, os poderes e a banda sonora estão no ponto e a história tem tudo para se tornar melhor, a cereja no topo do bolo teria sido uma possível morte no final desta temporada…


    Não podia concordar mais contigo quanto à falta de profundidade. Infelizmente apenas 3 personagens ganham alguma dimensão nesta primeira temporada, e tal como referi, muito do que avaliei foi com o peso da obra original. Sei que tudo isto teve fundamento, e que foi uma boa adaptação.
    Vamos esperar pela nova temporada, quanto a esta, um bom anime para assistir =)
    Acho que adicionarem uma morte não seria o indicado: que peso teria uma morte numa temporada que, tal como disseste, pouco foi desenvolvido com profundidade?
    Não tem significado matar alguém só porque uma morte causa teoricamente impacto, porque na realidade o impacto não vem diretamente da morte mas de todo o ambiente em que esta surgiu, sem background suficiente seria apenas a anulação de uma personagem random.

    Obrigada pelo comentário 😉


      Essa possível morte poderia ter impacto. Mas claro essa personagem teria que ser mais desenvolvida. Esse acontecimento poderia catapultar o deku para aquilo que está destinado.
      Mas atenção, eu gostei deste final e encaixou bem em tudo o que mostrado previamente


Mas para isso teríamos de alterar a narrativa toda só para provocar uma morte… não estaríamos nós a caminha para o cliché das obras shonen jump? Em que só com uma morte as coisas andam? Essa moleta narrativa é bastante útil e possui bons efeitos claro, mas prefiro que algo se mantenha genuíno à sua essência que assistir a “mais um shounen”, com sempre as mesmas diretrizes.
Eu compreendo a tua frustração, afinal assistimos a uma obra amena quando prometia e tem potencial para muito mais, mas a culpa disto estará na forma como expuseram um anime long running em 13 episódios. Pelo menos este é o meu ver…


    sim sim Raquel tens toda a razão, para essa morte acontecer muita coisa teria que mudar, e sim, também prefito ser apanhado desprevenido, mas claro, se um cliché for bem usado também não tem problema, afinal já nada é novo neste mundo
    quanto à frustração, é uma palavra demasiado forte 😀 sim, fiquei um pouco desapontado, mas quero acreditar que na segunda temporada vão saber corrigir os erros



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