Escrito por Renato Sousa em Episódios, Fate/Zero 2 | 0 Comentários
Fate/Zero 2 #17
The Eighth Contract
As mortes têm sido uma constante nesta segunda temporada de Fate/Zero. A luta pelo Cálice Sagrado está mais acesa do que nunca, e portanto nem é de admirar que a sede de poder de algumas personagens tenha provocado mais uma vítima.
Tudo começa com Kirei Kotomine a dar com Risei Kotomine morto na igreja. Parece que depois de Kayneth o ter assassinado, ninguém mais por ali passou. Para surpresa de muitos, o filho não se emocionou com o que aconteceu ao pai como se nota na cena em que encontra o corpo estendido no chão e na seguinte, quando comunica a Tokiomi o sucedido.
Mas logo a seguir percebemos o porquê desta reação estranha, através das interpelações de Archer a Kirei. Aparentemente o amor que este tinha pelo pai era nulo ou quase isso. Já aqui fica claro que Kotomine é das personagens mais surpreendentes e intrigantes de toda a história de Fate/Zero. A sua forma de estar e de agir no passado e no que me resta contar deste episódio comprovam-no.
Com Lancer, Castes e Assassin fora de combate restam apenas quatro Servants. Assim sendo, é tempo de se formarem alianças. Esta é a analise que Tokiomi faz da situação e que o leva a convocar Irisviel e companhia para um encontro.
Ainda antes dessa reunião, que se chega mesmo a realizar, Tokiomi passa pela sua própria casa para ter uma conversa com Rin sobre o futuro da jovem. Para além das palavras que lhe transmite, Tokiomi entrega à filha um livro. A forma como toda a cena é processada sugere desde logo uma despedida definitiva. Imagino que vocês também tenham sentido isso.
Voltando-nos então para a reunião é importante referir que as negociações até poderiam ter resultado não fosse Kirei ter estado envolvido com os Einzbern no passado. Algo que desconhecíamos e que assim vai continuar visto que mais nada é dito sobre este assunto neste capítulo número dezassete.
No regresso a casa, Irisviel conta a Maiya a razão da sua existência e do porquê de estar a ficar enfraquecida. Irisviel não é humana, mas sim uma homunculus, tendo sido criada para garantir a existência do Cálice Sagrado (Holy Grail). Desconfio que nos próximos capítulos muita coisa se vai mover em torno de Kiritsugu e Irisviel. Viagens ao passado como o Opening dá a entender, por aí. Até porque se a protegida por Saber tiver mesmo os dias contados, não estou a ver Emiya a ficar de braços cruzados, a não ser que consiga ser o grande vencedor deste confronto e consequentemente evitar que o pior aconteça.
Relativamente a Kirei e Archer, estes voltam a conversar uma segunda vez no episódio. Uma cena muito à imagem da que apareceu no episódio 12 da primeira série. E há ainda um terceiro diálogo! Este último surge momentos depois de Kirei assassinar (leram bem) Tokiomi, naquele que supostamente era um diálogo que encerrava as ligações de Kotomine à 4ª Grande Guerra Sagrada.
Esta morte diga-se, não é de todo surpreendente. Olhando às conversas que mencionei entre o discípulo e o Servant do “chefe” da família Tohsaka, o assassinato foi apenas o culminar da conspiração. A partir de agora vamos ter uma dupla capaz de tudo e mais alguma coisa para concretizar os seus interesses e ambições.
Como disse atrás, a morte de Tokiomi tornou-se previsível com o desenrolar deste episódio. Todavia, antes destes últimos 20 minutos de Fate/Zero serem exibidos nunca me passou pela cabeça que isto fosse acontecer. Tokiomi foi demasiado descuidado, e para mim é uma pena esta personagem desaparecer já nesta altura. Com ou sem Tokiomi, a série e continua e eu estou curioso para ver como tudo se vai desenrolar daqui para a frente.

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