Aishiteruze Baby | Análise Manga

por Raquel Cupertino
Aishiteruze Baby | Análise Manga
Título: Aishiteruze Baby Autor: Youko Maki Seriação: Ribon Magazine Géneros: Escolar, Drama, Romance, Comédia Demografia: Shoujo   Desde as primeiras páginas da série que somos envolvidos pela doçura contagiante de Yuzuyu. A trama não perde tempo em ser formada e logo no primeiro capítulo é-nos apresentado a premissa fulcral: Kippei, um jovem despreocupado e com…

Aishiteruze Baby

Enredo - 6.5
Personagens - 6
Arte ou Visual - 6.5
Consistência Geral - 5.6

6.2

Razoável

Pontos positivos: Conceito e temas abordados.

Pontos negativos: Construção narrativa.

Avaliação dos Leitores do ptAnime: Sê o primeiro!
6

Título: Aishiteruze Baby
Autor: Youko Maki
Seriação: Ribon Magazine
Géneros: Escolar, Drama, Romance, Comédia
Demografia: Shoujo

 

Desde as primeiras páginas da série que somos envolvidos pela doçura contagiante de Yuzuyu. A trama não perde tempo em ser formada e logo no primeiro capítulo é-nos apresentado a premissa fulcral: Kippei, um jovem despreocupado e com um especial interesse em “brincar com raparigas”, fica encarregue de cuidar da sua prima Yuzuyu de 5 anos de idade. Yuzuyu foi abandonada em casa dos tios pela sua mãe, que incapaz de lidar com a morte do marido deixa-a em cargo da irmã, a mãe de Kippei. O adolescente terá que consolidar a sua vida de estudante de secundário com a educação da pequena Yuzuyu.

A simplicidade do conceito ludibria o leitor, assumindo-se numa primeira instância como uma comédia com uma carga dramática associada ao problema supracitado. No entanto, as linhas que definem a obra são mais vastas, próximas a uma exposição quase que “episódica” de temas relativos a problemáticas familiares, com relevo nas infantis.

 

Aishiteruze Baby

 

Aishiteruze Baby possui os ingredientes certos para se tornar num maravilhoso drama romântico, contudo a pobreza na construção e desenvolvimento fazem com que o objetivo se fique pela metade. Um dos pontos mais lesados é a ligação com as personagens que termina diluída pelo elevado número de intervenientes, sem que nenhum deles seja devidamente trabalhado. A ligação mais consistente restringe-se apenas a Kippei e Yuzuyu, que por motivos óbvios são as que surgem mais sobre tela, nem que seja como apresentadores e objetos de experiência dos temas abordados.

As restantes personagens que tudo possuem para brilharem enquanto criações literárias não conseguem, na sua maioria, alcançar a segunda dimensão, uma vez que são utilizadas como meras peças de exposição de problemáticas de qualidade. Em suma, as personagens restringem-se à função para que foram criadas: bonecos para demonstrar um problema e uma possível resolução real.

 

Aishiteruze Baby - Personagem Ooga-san

 

Mas serão as personagens assim tão más?

Uma das particularidades de Aishiteruze Baby é que apesar de pouco desenvolvidas, as personagens possuem na sua maioria uma base de grande qualidade! Com personalidade forte, mesmo dentro do estereótipo, possuem entrelinhas consistentes com os problemas que lhes foram delegados.
O ponto forte da obra é, sem dúvida alguma, os problemas que aborda: os vários tipos de violência, o abandono, a negligência, a maturação e a psicologia infantil. A panóplia é imensa, e apesar de nada ser desenvolvido até à exaustão, é agradável podermos apreciar em manga uma pequena abordagem destes temas tão importantes.

 

Aishiteruze Baby - Personagem 2

 

Aishiteruze Baby | Ambiente

A obra foi publicada no início de 2002, e tratando-se de um shoujo não será de estranhar o forte design associado. Pelo que, quem pretende ler esta manga deverá ter em atenção que os olhos enormes e as faces desproporcionais são a imagem de marca de Aishiteruze Baby. Aqui vamos encontrar algumas faces não muito geometricamente harmoniosas mas que melhoram à medida que a história avança.

Outro ponto de destaque são os cenários, que quando trabalhados transpiram feminidade e uma harmonia angelical. A comédia é extremamente visual, pelo que os painéis são repletos de duplos diálogos, pensamentos e inclusive situações apenas desenhadas que concedem ao leitor uma experiência visual dupla.

 

Aishiteruze Baby - Ambiente

 

Aishiteruze Baby | Juízo Final

Aishiteruze Baby é uma obra complexa de avaliar pelo simples motivo que tem tanto de bom como de mau. É uma espada de dois gumes sobretudo no que diz respeito à narrativa. Não há harmonia entre as premissas que abordam e o seu desenvolvimento, o que culmina num sabor ameno no final de cada “tema”. Para os leitores mais exigentes, sobretudo os mais experientes no género, o sentimento de insatisfação aumenta em paralelo com a evolução da manga. O potencial é imenso, e para os amantes de drama acredito que seja uma obra incrivelmente frustrante.

Mas então quem gostará desta obra?

Os restantes leitores. Se não apreciarem mangas com elevada carga dramática, mas que possuam uma história rica nos mais variados temas sociais, esta é sem dúvida uma boa seleção. Para os fãs de romance, este encontra-se na medida certa, apesar de não ser o foco narrativo acredito que deixará os corações derretidos.

 

Aishiteruze Baby - Romance

 

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