Hataraku Saibou – Opinião Episódio 3


>>>ESTE ARTIGO CONTÉM SPOILERS!<<<


 

Vou ficar mal habituado se Hataraku Saibou! continuar a satisfazer os meus desejos semanais. Na semana passada pedi mais macrófagos e mais tipos de células e foi exatamente isso que aconteceu!

 

Hataraku Saibou – Opinião Episódio 3

Começo logo por sublinhar um ponto que é, e será, como um eco nestes artigos de opinião: continuo a ficar impressionado com a forma criativa como esta equipa retrata as células e suas características e concebe uma história de forma a poder abordá-las.

Este elogio alimenta diretamente a cena introdutória do episódio:

  • Pegar no facto de as Naive T Cells poderem responder a novos agentes patogénicos que o sistema imunitário ainda não encontrou e que para esse efeito fazem recirculação entre o sangue e nódulos linfáticos até encontrar o antigénio.
  • E transformar, literalmente, a Naive T Cell numa personagem ingénua (naive) a patrulhar sozinha por um “bairro” sinistro à procura de “bicharada” é, a meu ver, mais uma evidência do “toque de Midas” criativo deste anime.

 

 

Além disso, dada a capacidade das Naive T Cell se diferenciarem, é bem giro pegarem nisso para fazer do enredo A do episódio, uma espécie de “zero a herói”.

Já agora, o enredo B considero o incrível trabalho de equipa do sistema imunitário, e por conseguinte do organismo, para combater o Influenza virus, aqui retratado por um autêntico Apocalipse zombie!

Que é mais um toque na mouche, pelo facto de para se replicar o vírus precisar de células vivas, às quais se liga, entra e liberta o seu genoma ao fim de conseguir criar novas partículas virais.

 

 

Mas, mas, mas… Ainda neste segmento de horror tivemos a entrada triunfal e elegante da macrófago! Eu estava à espera, não fiquei desapontado, mas quero mais (exijo spinoff – é isso que está na moda não é).

 

Peço desculpa pela qualidade. Vejam o episódio!

 

As explicações continuam on point, mas muito simplificadas e ultra redux (sinto que é importante continuar a ressalvar isto).

Mas é interessante ver a forma como representam o papel dos macrófagos e das células dendríticas (na árvore porque esta tem ramos e raízes que fazem lembrar as dendrites – espertos) na resposta imunitária. Estas células processam o material antigénico e apresentam-no à sua superfície para as células T, desencadeando a sua movimentação. Aqui temos walkie-talkies e passagem da mensagem à Helper T Cell que, no centro de comando, ordena a agregação das Killer T Cells. Acho fixe, perdoem a minha indulgência.

 

 

Mas voltemos ao enredo do episódio: temos o caos que acompanha um Apocalipse zombie, e claro a gripe. No meio de toda a desordem e luta, gostei particularmente de como uniram a peer pressure que as Killer T Cells exercem sobre a Naive, com a sua jornada para a maturação.

O discurso motivador da célula dendrítica é a ponte “perfeita” entre a realidade e a narração da história. Não existe nada de novo em usar como argumento para a pressão dos mais velhos, o facto destes se reverem no ingénuo protagonista porque já passaram por isso. Mas unir isso à realidade da diferenciação das céluas é interessante. Mais ainda quando a nossa Naive T Cell parece que vai evoluir qual Pokémon, após a conversa, e o próprio anime faz questão de sublinhar que uma das funções das células dendríticas é ativar Naive Cells.

 

 

Lightning Round: (mais coisas que gostei, mais rápido)

  • Ilustrarem como todo o organismo coopera para combater a gripe.
  • A febre como chaleira nas mãos das células e explicação do aumento da temperatura.
  • A diminuição de apetite junto com explicação.
  • Aparecimento do linfócito B e a sua arma de anticorpos.
  • As glândulas sudoríparas como válvulas.
  • Misseis espirro (outra vez).
  • Ilustrarem um combate contínuo e demorado e vincarem os dias que demora o combate à gripe.
  • Pontuarem o episódio com o aparecimento de outro tipo de vírus para sublinharem especificidade da resposta imunitária a cada tipo de ataque, demarcando a importância que tem a identificação e análise do agente patogénico mostrada no início do episódio.

 

Desculpa não te ter isolado Memory T Cell, mas gostei de como foste retratada também e mereces imagem!

 

 

Pensamentos Finas/Takeways:

  • A presença limitada do Neutrófilo U-1146, que dado o seu papel na resposta imunitária tinha que estar presente e teve os seus momentos, e da cameo por parte da AE3803, deixaram-me agradado. Revelaram que o anime não vai forçar o seu protagonismo se o que está a ser retratado não o exige. Gosto disso!

 

  • Gosto das peças, estilo monstro de Frankenstein, que parecem constituir a forma “evoluída” da Naive T Cell, Effort T Cell: voz de All Might, cabelo e transformação de Gon, e constituição física de uma personagem de JoJo. Fez-me rir!

 

  • Fui só eu que achou que a música de fundo que está a tocar na parte final do episódio – quando a narrador está a falar da resolução da gripe – parece um dos temas do Sozinho em Casa?

 

  • Quero mais macrófagos! Eu sei que estou a ser biased, mas se o pessoal pode estar todo eufórico com as plaquetas, eu também posso estar com as macrófagos e o seu ultra cutelo de talho!

 

 


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