Heavy Object | Primeiras Impressões

Título: Heavy Object Adaptação: Light Novel Produtora: J.C. Staff (Bakuman, Shokugeki no Soma, Kangoku Gakuen, DanMachi) Géneros: Ação, Mecha, Militar e Sci-Fi Ficha Técnica: Disponível   Heavy Object | Opening "One More Chance!!" - ALL OFF https://www.youtube.com/watch?v=L_xx5l6yo_4   Infelizmente, ou felizmente, não tive tempo para escrever uma Primeira Impressão sobre Heavy Object.…
Heavy Object | Primeiras Impressões
Heavy Object | Primeiras Impressões
2015-11-21

Heavy Object

Enredo - 5
Personagens - 2
Produção Visual - 6.8
Banda Sonora - 6.3
50

5

Potencial

Pontos Fracos: Personagens vazias e história sem surpresas que vai provocar muitos bocejos.

Pontos Fortes: Produção visual decente, backgrounds polidos.
Avaliação dos Leitores do ptAnime: Sê o primeiro!
5

Título: Heavy Object
Adaptação: Light Novel
Produtora: J.C. Staff (Bakuman, Shokugeki no Soma, Kangoku Gakuen, DanMachi)
Géneros: Ação, Mecha, Militar e Sci-Fi
Ficha Técnica: Disponível

 

Heavy Object | Opening

“One More Chance!!” – ALL OFF

 

Infelizmente, ou felizmente, não tive tempo para escrever uma Primeira Impressão sobre Heavy Object. Por norma escrevo-as tendo em conta apenas o primeiro episódio, mas uma vez que já venho um pouco atrasado, esta Primeira Impressão recai sobre os quatro primeiros episódios da série.

 

Heavy Object | Enredo

Mesmo com quatro episódios já visualizados, a dúvida persiste: será Heavy Object uma obra com uma escrita terrivelmente pobre, ou simplesmente uma comédia/ação para demografias mais jovens? Por vezes levam-me a crer que tinham intenções de ser sérios; Outras vezes levam-me a crer que o escritor é um grande amador – o que é improvável, uma vez que é o autor de Railgun e Index; Outras vezes fazem-me sentir com 10 anos, e que acordei às sete da manhã de um sábado para ver um desenho animado qualquer da SIC.

 

 

O primeiro episódio foi horrendo. A porta de entrada para um anime contemporâneo, deve ser ornamentada em ouro, mesmo que o interior seja uma valente porcaria. Tem que haver um ou mais elementos que mostrem ao público: a nossa série é muito forte nisto, e nisto, e talvez nisto. Tem que nos agarrar a atenção, têm que ser claros naquilo que pretendem transmitir.

 

 

Logo no início é visível a fraca confiança que o estúdio tem na narrativa que está a adaptar. Eu não li o material fonte, nem faço parte da equipa técnica responsável por esta adaptação, mas aposto que isto não passa de uma transposição literal da obra original. Somos obrigados a mais de cinco minutos iniciais de pura regurgitação de informação, narrados pela personagem principal, enquanto vemos imagens daquele pseudo-mundo. Não é assim que se constrói um universo plausível de forma interessante, não é assim que se estende a mão ao público. Nomes, localizações, aspetos técnicos, eventos, tudo e mais alguma coisa foi aqui depositado, gostaria de saber quantas pessoas se lembram no mínimo de 10% da informação que foi aqui exposta.

 

 

Ao longo dos episódios foram mostrados alguns conceitos interessantes, como um novo olhar sobre a guerra, a gestão de recursos entre nações, questões políticas e territoriais. Mas em quatro episódios, estes segmentos preenchem apenas uma pequena unha de toda a narrativa, sendo claramente algo que não se encontra no foco. Rapidamente a nossa atenção é desviada para os seios colossais da general que parece dona de um bordel. Ou para a Lolita de dez anos, que querem que acreditemos que é responsável por pilotar um instrumento complexamente colossal, que por acaso protege a nação a nível diário. Enfim, eu poderia continuar a enumeração dos elementos narrativos que não fazem sentido, e que já conseguem dar forma a uma lista enorme…

 

 

Heavy Object | Ambiente

Por muito mediano que um anime seja a nível visual, parece-nos sempre mais bonito quando a narrativa é vazia. Se o nosso olhar deixa de estar nas legendas desinteressantes, começa a vaguear pelos bonitos pormenores que foram polidos pela J.C. Staff.

 

 

O design das personagens é como a personalidades das mesmas: vazia e repetitiva. Porém, existe uma clara noção cinematográfica em alguns momentos, com uma animação razoável.

 

 

Os cenários são sem sombra de dúvidas onde podem colocar os olhos, é irónico que o background seja mais interessante e detalhado que aquilo que está a acontecer no nosso ponto focal. O ambiente está bem construído, com uma pintura catoonizada e com uma iluminação bastante cativante. Isto é notório principalmente dentro dos edifícios de reparação dos Objects.

A banda sonora é como a narrativa: às vezes consegue dar algum sabor ao conteúdo, outras vezes parece que o “DJ” adormeceu sobre a mesa de mistura, e ficou a arranhar numa faixa de dubstep composta por duas notas.

 

 

Heavy Object | Potencial

É incrível que tenha consigo dizer tanto sobre uma obra que não tem nada para contar. O que podem então encontrar nos primeiros quatro episódios de Heavy Object?

– Fan-service forçado, deslocado e despropositado;
– Premissa típica com traços originais, apresentados e desenvolvidos de forma incoerente, perdendo o pouco potencial que poderia ter;
– Exposição e ritmo narrativo completamente desregulado;
– Cenários bonitos, animação razoável mas pouco orgânica;
– Banda sonora com problemas de identidade;

Se apreciarem mais que um dos elementos acima citados, Heavy Object é a obra que procuram. Se querem poupar o vosso tempo, não vejam nem o primeiro episódio. Se acabaram por ficar confusos sobre o que fazer, aconselho que esperem pelos 24 episódios de Heavy Object e vejam tudo de uma só vez. O que não será nada difícil, uma vez que esta obra de Heavy não tem nada.

 

Heavy Object | Trailer

 

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