Iwa Kakeru!: Sport Climbing Girls – Análise

Iwa Kakeru! passou despercebido na temporada de Outono de 2020. A premissa era simples e, na realidade, nada na série a fazia destacar das demais.

 

Iwa-Kakeru! Climbing Girls – Poster Promocional

 

Iwa Kakeru!: Sport Climbing Girls – Análise

A história gira em torno de Konomi Kasahara, uma aluna do primeiro ano do ensino secundário, que decide mudar o rumo da sua vida. Durante o segundo ciclo Konomi vivia para jogar videojogos, a sua especialidade eram jogos de puzzle. Sem amigos ou qualquer tipo de vida social, Konomi apercebeu-se que esse não era o rumo que queria para a sua vida. Quando entrou para o secundário estava decidida a mudar e nada melhor que se inserir num bom clube escolar.
Por coincidência, cruza-se com uma enorme parede de escalada e conhece Jun, uma atleta de alta competição de escalada que apresenta à ex-jogadora de videojogos um novo mundo.

A partir dali a história desenrola-se como se de uma aula de escalada se trata-se! Ok ok, estou a exagerar! Mas já vão perceber o meu ponto.

 

 

Um anime sobre escalada – formato competitivo.

Konomi é completamente inexperiente face a este desporto. Nem o nome dele sabia pronunciar! Contudo, tem uma aptidão natural para este, graças à sua imensa capacidade de análise proveniente do seu passado enquanto jogadora de puzzles. Encarando a parede como um puzzle, a protagonista sabe quase que instantaneamente onde colocar os pés e as mãos para conseguir “trepar” a parede. Feito muito difícil, mesmo para os profissionais.

Além disso, possui uma flexibilidade ideal para quem deseja praticar esse desporto, explicado mais à frente na obra dever-se às aulas de ballet que frequentou em criança e na qual era uma das melhores.
Em suma, temos o pack completo de qualquer narrativa de desporto ou aventura (ou mesmo shounen no geral): protagonista noob com um potencial imenso e umas qualidades fora de série que o colocam à frente dos pares equiparado aos profissionais!

 

 

Não é o plot mais atraente não é verdade? Mas, e se vos disser que ainda assim até correu muito bem?

Pois é, apesar de todo um percurso bastante expectável teve coisas muito boas.

 

O percurso de Konomi

Logo no segundo episódio Konomi é lançada para uma competição. Não vou mentir, fiquei apreensiva: lá vão eles criar uma protagonista toda overpower e minimizar um desporto extremamente difícil: exigente fisicamente, repleto de técnica e de estratégia.

 

 

Falso alarme!

Felizmente, usaram as competições não para mostrar o quão boa ela era – sobretudo na primeira – mas sim, o quanto ela precisava de evoluir. E aos poucos fomos conhecendo algumas das características do desporto e o que Kuromi precisava de fazer para conseguir evoluir. Treino de força, emagrecimento, treino de campo, medo de alturas, técnica para agarrar as pegas, etc.

 

Mas nem tudo foi rosas…

O anime é pequeno. Com 12 episódios já era de se esperar um training arc mínimo… e assim foi. Acho que perderam um pouco ao acelerar os treinos e todo o processo de evolução das personagens. Gostaria de ver mais que uma sucessão de imagens de coisas que elas supostamente fizeram.

 

 

Ver esse processo a repetir-se ao longo dos 12 episódios deixou-me um pouco frustrada, sobretudo quando vemos as outras atletas nas competições escolares. É inevitável querer perceber como raio é que a equipa da Escola Hanamiya chegará aos calcanhares de equipas tão poderosas, mesmo com Sayo Yotsuba – uma das melhores atletas a nível nacional – na equipa.

 

 

Como não poderia deixar de ser, o percurso da capitã da equipa Hanamiya na série foi demasiado conveniente para o meu gosto. Claro que compreendi, narrativamente falando tinha que ser para dar “aquele boost” à equipa, mas ainda assim, foram pelo caminho mais fácil. Com tantas atletas de elevada qualidade a aparecerem no ecrã seria de esperar algum desenvolvimento, em vez disso adicionaram mais personagens!

O que poderia ter sido um final de arc marcante acabou por ser um confronto com pouco peso emocional.

 

 

Um anime de desporto

Honestamente, não sei se o intuito por detrás desta adaptação neste ano de 2020 foi a promoção dos adiados Jogos Olímpicos no Japão. Suspeito que não foi ocasional, o anime prima pelo rigor técnico e descritivo. A cada competição eram-nos explicados os vários tipos de escalada, pontuações, técnicas.
Claro que havia alguma fantasia associada à “observação mortal” de Konomi, mas acabou por ser um pormenor visual e não um verdadeiro “superpoder” como deu a entender nos primeiros episódios.

 

 

A animação foi muito agradavel e achei suficientemente boa para a série em si. Não senti que necessitassem de algo melhor para transmitir a mensagem. Em ponto muito positivo temos o voice acting, achei a maior piada aos maneirismos e toda a diversidade de vozes.

O opening é daqueles que se estranha e depois se entranha, fica tão no ouvido que quando dou por mim estou a cantarolar no chuveiro!

 

 

Agora, valerá a pena ver Iwa Kakeru!: Sport Climbing Girls?

Pois é, aqui está a derradeira questão.

Depende. Gostei do anime por duas razões:

  • Primeiro porque pratiquei este desporto no segundo ciclo e primeiro ano de secundário; mesmo que não tenha sido em formato competitivo guardo as maiores recordações e foi sempre bom conhecer mais sobre um desporto que adorei praticar.
  • Segundo porque sou fã de animes suaves, para relaxar, sem grandes dramas ou que me exijam pensar muito! Aquelas séries para assistir após um longo e exaustivo dia de trabalho. E acredito que Iwa Kakeru se enquadra muito bem nesse tipo de anime.

Não é o melhor anime da temporada, nem sequer aquele que mais gostei dela. Tem problemas na falta de desenvolvimento das personagens e acabamos com aquele gosto de “é só isto?”. Não sei se o manga original está melhor escrito ou tem algo mais para oferecer nos arcs seguintes, mas estes 12 episódios devem ser vistos com expectativas baixas.

 

 

Em suma, se gostas de conhecer desportos diferentes e saber mais sobre escalada, é uma boa aposta. Tem de facto muito sumo de conteúdo desportivo. Se te apetece ver coisas relaxantes, não é má aposta, mas há coisas melhores! Ainda assim, poderás querer ver os primeiros 3 episódios e decidir por ti se queres continuar ou não!

 

 

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