Monster Hunter Rise – Análise (Nintendo Switch)

A série Monster Hunter é um fenómeno cultural no Japão desde o seu primeiro lançamento em 2003 contudo, na Europa e na América, esta franquia ainda é vista como uma série de nicho.

Graças à qualidade dos jogos e da sua fanbase fervorosa, a popularidade desta franquia tem vindo a crescer. Um caso disso é o facto do último jogo, Monster Hunter: World (2018), ter vendido mais de 10 milhões de unidades que o jogo mais vendido da franquia até então, Monster Hunter Tri (2009).

O meu primeiro contacto com Monster Hunter foi através dos jogos Monster Hunter Freedom e Monster Hunter Tri para a PlayStation Portable e Nintendo Wii, respetivamente. Apesar de serem títulos com bastante qualidade, havia algo que me fazia desconectar deles.

A conjunção de mecânicas clunky, com um constante grind para obter materiais, impediam-me de usufruir ao máximo o jogo. Assim, as minhas aventuras, neste mundo de caçadores, foram sempre muito curtas.

Porém, esta tendência mudou com a chegada de Monster Hunter: World que, ao corrigir algumas das mecânicas anteriores da franquia, tornou o jogo muito mais divertido e apelativo.

Com o surgimento da Nintendo Switch, muitos fãs aguardavam pelo porte de Monster Hunter World ou por um jogo novo da série. Até então, apenas era possível jogar Monster Hunter Generations, que segue a fórmula mais tradicional da série.

Eis que então, em 2020, a Capcom anuncia o desenvolvimento de Monster Hunter Rise, um novo jogo exclusivo para a Nintendo Switch, que segue a sequência direta dos jogos mainline. Graças à Nintendo Portugal, iremos trazer esta análise de Monster Hunter Rise.

 

Monster Hunter Rise – Análise (Nintendo Switch)

 

Monster Hunter Rise procurou aprimorar as mecânicas, apresentando um novo sistema e uma maior ênfase na mobilidade do jogador, removendo alguns dos aspetos que afastaram muitos jogadores no passado.

Apesar de manter muitos dos seus elementos clássicos, o novo título da franquia foca-se em atrair novos jogadores, através de uma maior simplificação da jogabilidade. Este equilíbrio resultou num jogo que, desde cedo, se mostrou como um candidato sério a um dos jogos mais esperados de 2021.

A recetividade inicial foi excelente, ecoando uma resposta muito forte e positiva entre os fãs e críticos. Mais do que nunca, a Capcom encontrou a fórmula de sucesso para este IP, de tal modo que este jogo tornou-se indispensável para qualquer jogador da Nintendo Switch.

 

O que é Monster Hunter?

 

Monster Hunter é uma franquia de jogos de ação rpg criada em 2003, publicada e desenvolvida pela Capcom. O conceito da franquia é auto explicito sendo que cada título leva o jogador, numa nova jornada, onde ele irá caçar monstros.

Os monstros apresentados no jogo são bem diversificados, obrigando os jogadores a adaptar novas estratégias. Cada caçada é uma experiência única e a necessidade de os jogadores adaptarem as suas armas e os seus equipamentos é importante para conseguirem superar os desafios.

Ao caçar monstros, o jogador recebe novos materiais, que permitem criar equipamentos mais fortes. Desta forma, cria-se um mecanismo adaptativo que permite ao caçador almejar por presas mais difíceis e desafiadoras.

 

Tetranadon

 

Este sistema é bastante viciante e incentiva o confronto com os mesmos monstros, até conseguir completar os sets. Isto, sem criar um sentimento de repetição.

Por exemplo, matar monstros de fogo, gera materiais que criam resistência ao elemento. Assim, o jogador terá mais vantagens em confrontos futuros com monstros de fogo temíveis! É uma sensação satisfatória e dinâmica que mantém o jogador ativo, com um objetivo em mente, ser o Apex Hunter!

Um dos aspetos onde esta franquia dececiona um pouco é na narrativa. Esta componente é paupérrima e carece de maior profundidade, servindo apenas como um plano de fundo para manter o jogador enquadrado no universo. O foco é todo dirigido à desafiadora jogabilidade e embates épicos

 

Apresentação

Bishaten

 

Algo que gerou muita especulação na sua revelação foram os gráficos de Monster Hunter Rise. Desde o primeiro trailer foi percetível que este novo título da série não era apenas uma versão simplificada de World, mas sim um passo em frente na franquia.

A qualidade visual deste jogo é impressionante ao ponto de muitos especialistas na indústria especularem se Monster Hunter Rise poderia estar a correr num novo modelo da Switch. A juntar à qualidade gráfica a performance é impressionante, mantendo o jogo estável nos 30 fps tanto no modo dock como no modo portátil sem grandes sacrifícios visuais.

Já existiram vários “milagres” na Nintendo Switch como o porte de The Witcher 3, Dragon Quest XI ou de Doom Eternal, contudo Monster Hunter Rise é na minha opinião o jogo third party mais impressionante na plataforma.

 

Khezu

 

A apresentação em geral é nítida, detalhada e suave em qualquer situação. Existe uma consistência em todos os ambientes apresentados, sendo possível apreciar a biodiversidade dos diferentes ecossistemas.

O sistema de exploração, permite ao jogador encontrar novas formas de vida endémica que irão ajudar nas suas caçadas. Cada canto pode esconder uma erva que dará uma poção ou um inseto que dará um buff. Todos estes pequenos detalhes são importantes à medida que o jogo vai se tornando mais complexo e desafiador.

 

Jogabilidade

 

Monster Hunter Rise conseguiu adaptar praticamente todos os pontos fortes de World e agregar novas mecânicas que tornaram as caçadas ainda mais interessantes. Neste novo jogo foram inseridas novas ferramentas de movimento como o wirebug e o Palamute.

O wirebug é uma espécie de inseto que produz uma “teia” que o jogador pode utilizar à semelhança dos movimentos do Spiderman. Esta nova mecânica facilita não só a mobilidade em combate, como também a exploração do terreno.

A utilização dos wirebugs nas batalhas permitem um conjunto de movimentos especiais para cada tipo de arma, sendo uma ferramenta essencial na aprendizagem de cada caçador. Cada ataque especial do wirebug (silkbind) pode ser conectado com combos diferentes, alargando o repertório de técnicas.

 

 

Já o Palamute é uma espécie de lobo que o jogador pode montar. Este novo aliado, juntamente com o Palico, ajuda nos ataques ofensivos permitindo novas estratégias para o jogador.

Com a redução dos materiais necessários para evoluir o equipamento, este jogo cativa os jogadores a experimentar novas armas que se adequem ao seu estilo de jogo.

Outro destaque foi o Wyvern Riding. Esta mecânica permite ao jogador subjugar e manipular monstros podendo montar as suas costas ou usar como arma contra outros monstros.

 

 

O fator cooperativo ainda é uma parte integral desta franquia. A possibilidade de completar missões com um grupo de amigos é algo que torna esta experiência ainda mais especial.

Com a chegada deste título a Nintendo aproveitou para atualizar a sua infraestrutura online e os resultados são notáveis. Esta atualização permite uma maior estabilidade do modo online, tornando a experiência multiplayer bem suave, quando comparada com Super Mario Maker 2 ou Super Smash Bros. Ultimate.

Neste título também foi inserido um novo modo de jogo chamado Rampage. Neste modo, bandos de monstros invadem a vila e cabe ao jogador montar um sistema de defesa para impedir essa invasão. Este modo pode ser um pouco caótico e confuso quando jogado em singleplayer mas muito divertido para jogar em co-op, sendo uma excelente adição ao jogo.

 

Conclusão | Monster Hunter Rise – Análise (Nintendo Switch)

Monster Hunter Rise mantém a essência da franquia, mas adiciona algumas funcionalidades que tornam o jogo muito mais divertido. A jogabilidade continua a ser o ponto mais forte deste jogo, mas nesta nova iteração a mobilidade do jogador foi levada ao expoente máximo.

O jogo foi desenvolvido durante uma pandemia o que certamente atrasou a sua produção. Apesar deste título não estar ainda 100% completo, o novo jogo da Capcom ainda é um título indispensável para todos os jogadores da Switch.

Tal como Monster Hunter: World, Rise é uma bela oportunidade para novos jogadores entrarem na série. Apesar de ser um jogo tecnicamente mais acessível que os seus antecessores, o jogo mantém a sua profundidade permitindo horas de diversão e caçadas entusiasmantes.

É possível afirmar que o futuro da série está definitivamente em boas mãos e que este novo título teve mais pontos positivos que negativos. Acredito que com as atualizações no futuro, a Capcom vai introduzir novos monstros e camadas de dificuldade, criando novos desafios para os jogadores mais experientes.

Com centenas de horas pela frente e caçadas emocionantes, Monster Hunter Rise é uma aposta certa para qualquer jogador que procure um bom desafio e um excelente jogo para jogar em co-op.

Vocês já experimentaram Monster Hunter Rise? Se sim, deixem nos comentários!

 

 

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