Ninja Gaiden Sigma – Análise ao Jogo (PC)

Ninja Gaiden Sigma
Plataformas Original: PlayStation 3, PlayStation Vita
Master Collection: PC, Nintendo Switch, PlayStation 4, Xbox One
Publicadora Koei Tecmo Games
Desenvolvedora Team Ninja
Género Ação
Data de Lançamento 30 de abril de 2007

 

Quando se fala nos melhores jogos para a NES, nomes como Super Mario, Mega Man, The Legend of Zelda e Final Fantasy aparecem sempre na lista de cada pessoa pelo menos uma vez e, entre eles, encontra-se um que também é pronunciado por parecer mais um filme do que um jogo – Ninja Gaiden.

Ninja Gaiden foi um jogo que deixou um impacto na indústria pela sua jogabilidade, que nos fazia sentir como um verdadeiro ninja, e pela maneira como tentou criar cutscenes quase saídas de uma tela de cinema.

Após várias sequelas e portes para outras consolas, a Team Ninja tomou as rédeas da franquia e começou a trabalhar num novo jogo para a Xbox, que incluía jogabilidade bastante fluida e rápida, mas ao mesmo tempo realista aos movimentos do corpo humano.

Em 2004 tivemos o lançamento do novo Ninja Gaiden que, após ter recebido várias críticas positivas, elevou franquia a um novo estatuto e, com o recente lançamento da Ninja Gaiden: Master Collection, queremos agradecer à Koei Tecmo Games pela oportunidade de podermos trazer esta análise.

Aqui fica a análise de Ninja Gaiden Sigma!

 

Ninja Gaiden Sigma – Análise ao Jogo (PC)

 

Ninja Gaiden Sigma é uma versão melhorada do jogo Ninja Gaiden, lançado originalmente para a Xbox em 2004, tendo sido desenvolvido pela Team Ninja, publicado pela Tecmo (conhecida agora por Koei Tecmo Games) e lançado a 14 de junho de 2007.

O jogo trouxe melhorias gráficas, conteúdo extra, que inclui novos capítulos, inimigos e bosses, e o modo Missões, em que o jogador tem que combater contra vários inimigos num certo espaço e com limite de tempo.

 

Movimentos realistas que não envelhecem

 

O salto de 2D para 3D marcou a nova era de jogos Ninja Gaiden e, apesar de haver uma ligação aos títulos antigos da NES, este novo jogo parece ser algo completamente diferente do que já tinha saído na altura.

Um dos elementos que gera essa diferença são os gráficos proporcionados ao jogador. O ambiente tem aquele tipo de grafismo que já esperávamos nos jogos daquela geração, mas aquilo que mais se destaca são os modelos e animações dos personagens.

 

 

 

Parece ter havido muito investimento na modelação dos personagens para fazê-los o mais realistas possível, tendo em conta a plataforma para qual o jogo era lançado e parece que fizeram bom trabalho.

Os movimentos são também bastante realistas, apesar de serem muito exagerados, mas ainda assim fazem o jogador acreditar que um humano conseguiria correr por uma parede para decapitar um demónio. O investimento teve retorno já que deslumbram o jogador com uma dança de pontapés, espadas e piruetas.

 

A dificuldade característica de Ninja Gaiden

 

Sem dúvida que aquilo que toda a gente se lembra quando se pronunciam as palavras “Ninja Gaiden” é a grande dificuldade apresentada ao jogador, tanto nos jogos originais da NES, como nos títulos nas atuais plataformas.

Um dos motivos pela qual a dificuldade era tão “agressiva” devia-se ao intuito dos desenvolvedores em quererem desafiar os reflexos do jogador em vez da sua memória, usada tantas vezes para tentar decorar os padrões de ataque dos inimigos.

Ninja Gaiden conseguiu passar bem essa ideia através de um combate fluido e rápido que nos incentiva a adaptar à dificuldade e à situação em que nos encontramos, ao invés de apostar na mesma estratégia ao longo do jogo, dando a possibilidade ao jogador de adquirir novas armas com estilos de combate diferentes e habilidades Ninpo.

 

 

Ainda assim, a dificuldade consegue ser injusta em certos momentos. Existem alturas em que o jogador morre e a zona onde faz spawn está repleta de inimigos prontos para o atacar, fazendo com que este nem tenha tempo para respirar.

A ideia de o jogador ter de estar sempre atento é boa, mas faz com que existam momentos em que este se sinta injustiçado porque tem de esperar o inesperado, já para não falar em momentos em que a dificuldade é ridiculamente absurda.

Caso o jogador se sinta frustrado, Ninja Gaiden dá a possibilidade de baixar a dificuldade perguntando, muito ironicamente, se querem abandonar o caminho do ninja. Ao fazerem isso os inimigos ficam mais fáceis de derrotar e os itens que encontramos têm um maior efeito.

Algo bom é que o jogo acaba por incentivar a não escolher esse caminho e a optar pelo desafio, fazendo com que o jogador fique com aquele sentimento de glória como se tivesse conquistado o mundo após completar uma fase difícil de Ninja Gaiden.

 

Uma história em segundo plano

 

 

 

Com uma jogabilidade deste calibre em Ninja Gaiden, é necessário que haja um balanço na história para conseguir capturar a atenção do jogador. Infelizmente, a história não parece ser a parte mais importante e acaba por ser facilmente esquecível.

A história por si só não é má, mas claramente vê-se que ela é bastante simples para não tentar arruinar a experiência do jogador e as intenções de cada personagem são bem claras, apesar de existirem alguns momentos que fazem sentido acontecer, ainda assim deixam-nos com mais perguntas do que respostas.

 

 

Possivelmente, o momento que mais me irritou durante o jogo todo foram os 3 capítulos em que jogamos com a Rachel, exclusivamente na versão Sigma. Ao contrário do Ryu, que tem um combate mais rápido e fluido, a Rachel luta de uma forma mais dura e pesada e esses momentos cortam o flow do jogo por acontecerem poucas vezes.

Se tivéssemos mais capítulos a jogar com ela, a minha opinião seria outra, mas outro problema é que jogar com a Rachel não traz nada de novo à história. Só serve para mostrar o ponto de vista dela no que está a acontecer, mas apenas afeta negativamente a experiência do jogador.

A componente da história poderia ser muito melhor e, na minha opinião, até faria com que o jogo ficasse ainda melhor. Tal como está não faz diferença nenhuma, apenas nos deixa desapontados com o que poderia ser.

 

Veredito | Ninja Gaiden Sigma – Análise ao Jogo (PC)

Sendo eu um grande fá de jogos com muita ação e bastantes cambalhotas à mistura, e portanto posso dizer que gostei de grande parte do que Ninja Gaiden Sigma me mostrou. Possivelmente, teria uma reação muito melhor se tivesse jogado o original ou a versão Black, mas uma pessoa joga com o que tem.

A dificuldade foi sem dúvida um dos pontos que me causou mais conflitos. Por um lado, conseguia proporcionar um certo desafio ao jogador, mas por outro conseguia ser demasiado difícil mesmo quando não tinha necessidade de o ser.

No final das contas, Ninja Gaiden é um jogo que consegue estabelecer a sua própria identidade através de uma mistura de dificuldade desafiadora e combate rápido e impressionante. E é, sem dúvida, um dos melhores jogos lançados para a Xbox original.

 

 

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