Seitokai Yakuindomo | Análise

 

Seitokai Yakuindomo | Enredo

 

Seitokai Yakuindomo conta-nos a história de Tsuda Takatoshi. Tsuda é um estudante que se acabou de mudar para uma nova escola. Contudo, esta escola só começou a permitir que alunos do sexo masculino frequentassem o espaço letivo naquele mesmo ano. Perante a novidade, as três integrantes do conselho estudantil decidem recrutá-lo como vice-presidente para terem um cérebro masculino na causa.

Como um dos poucos rapazes presentes na escola, Tsuda acredita que poderá revelar-se útil na função que lhe é dada e aceita. Porém, as aparências enganam. E aquelas lindas jovens não têm um interior tão puro como o seu exterior delicado.

 

 

Que ponto de partida apropriado para um Slice of Life com uma abertura para um possível harem, não concordam?! Portanto, temos duas opções: ou eu repito o que menciono sempre nas minhas análises e vos digo que premissas destas são aborrecidas, ou partimos imediatamente para o que realmente interessa.

Seitokai tem um cenário escolar comum e as normalidades ficam-se por aí. Não existe um romance meloso ou problemas quotidianos a serem resolvidos. A derradeira aventura do protagonista começa quando este entende que além de desempenhar o cargo de vice-presidente, terá de aprender a viver rodeado de mulheres taradas, que mesmo se pronunciando virgens orgulhosas, só pensam em sexo.

Mesmo que as cenas ecchi sejam quase inexistentes, fala-se abertamente sobre pénis e vaginas, jogos eróticos e cintos de castidade, seios e posições sexuais. O diferencial do anime encontra-se aqui.

Apesar de não explicitar o tema visualmente, consegue entreter fãs de pouca vergonha e agradar àqueles que preferem passar ao lado de fan service. Nesse aspeto parabenizo a obra. Conseguiu criar um conceito inovador a partir de algo já tão vulgarizado.

 

 

No entanto, apesar do anime poder ser adorado por várias parcelas da comunidade, está longe de ser uma obra para toda a gente. O humor negro por detrás da série passa o grau do “politicamente correto” e do “aceitável”. Talvez o facto de venderem o anime com uma arte relativamente moe e das protagonistas serem fisicamente adoráveis choque mais do que se esperaria. Mas sinceramente, essa é a intenção. Como já assisti animes com estas características, pouco me surpreendo com reviravoltas destas.

 

Seitokai Yakuindomo | Personagens

As personagens de Seitokai são interessantes e de certo modo, inovadoras. Por outro lado, não adorei nenhuma delas. Têm as suas peculiaridades e são engraçadas, mas talvez devido à falta de profundidade das mesmas, tornam-se só simples protagonistas de um Slice of Life bem-humorado.

Tsuda Takatoshi é um rapaz sem sal. Não pensa em sexo, raramente tem fantasias e não se diverte com jogos eróticos. Passa o anime inteiro a tentar elaborar estratégias para fugir das mentes poluídas que o rodeiam. Resumidamente, ele serviu de gancho para a história e foi só isso.

 

 

Shino Amakusa, presidente do conselho, é naturalmente tarada e nem se apercebe. Adora filmes pornográficos e sadomasoquismo. Vê sexo em tudo e não se cansa de presentear Tsuda com mangas hentai.

Aria Shichijou, a princesinha gentil que todos adoram, além de ter também uma mente obscena é simplesmente burra. Não, não é distraída ou atrapalhada. É estúpida mesmo. Usa um cinto de castidade e gosta de andar nua.

Suzu Hagimura acaba por representar o bom senso (que não existe) do anime. É ridiculamente baixa. Fontes dizem que mede por volta de um metro e quarenta, sendo assim julgo que os restantes meçam três metros, pois a pequena tsundere chega-lhes às pernas. É constantemente confundida com uma criança e gosta de distribuir porrada.

 

 

Seitokai Yakuindomo | Ambiente

Como referi anteriormente, a arte do anime é moe. As personagens são magras e altas (exceto a Suzu), as cores são saturadas e vivas. Contudo, não considero Seitokai uma obra de arte neste aspeto. Os traços são básicos e pouco caprichados e sendo que as personagens passam metade do anime com uma cara de paisagem, não devem ter ultrapassado o orçamento inicial da produtora.

A banda sonora resume-se a uma abertura banal e alegre, um tema de fecho esquisito e uma música erótica durante quinze minutos de cada episódio. Exactamente aquela música que dá no começo de filmes pornográficos, porém às vezes somos presenteados com algo do género “pantera cor-de-rosa foi à sex-shop”.

 

 

Seitokai Yakuindomo | Juízo Final

Sinceramente, todos aqui sabem que adoro piadas perversas e que quanto mais se falar de sexo mais eu me rio. Portanto, tendo isso em conta, gostei do anime. Contudo não passa disso. É engraçado e tem piadas originais muitas vezes, mas chega a um ponto que o conceito é forçado demais. Sinceramente nos últimos episódios eu ria-me porque pensava “yay, um anime que fala de pénis, não vou arranjar algo semelhante tão cedo. Portanto vou-me divertir. Haha, que giro.”.

Senti falta de ecchi que acompanhasse os comentários sarcásticos e sugestivos. As partes em que o sexo não é o foco são paradas e entediantes, ou seja, o anime só consegue sustentar-se por ser porco. O que para mim é uma falha grave. Afinal uma história que só é boa por um aspeto, tem muito que se lhe diga.

No fundo, Seitokai poderia ser muito melhor do que realmente é, se se tivesse preocupado com outros pontos, nomeadamente uma arte mais elaborada e uma banda sonora minimamente decente.

Se optarem por assistir, tenham em conta que têm obrigatoriamente de gostar de humor negro.

 

 

Seitokai Yakuindomo | Trailer

 

 

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