Taisou Zamurai – Primeiras impressões

Se houve título que me custou a escrever sobre foi Taisou Zamurai. A principal razão prende-se ao facto de não conseguir ter uma opinião definitiva sobre o mesmo. Foram precisos 4 episódios para gostar dele e provar que o estranho se entranha com bastante efetividade. Não que seja o meu anime preferido da temporada, mas encontra-se na lista dos que acompanho religiosamente.

Posto isto, escusado será dizer que as minhas primeiras impressões são, sobretudo, positivas, não querendo isso dizer que recomendo a toda a gente ou que o devem assistir com expectativas elevadas. Mas bora lá falar sobre as minhas impressões dos primeiros 4 episódios!

 

Taisou Zamurai – Primeiras impressões

 

Claro que, tratando-se de um original de desporto do estúdio MAPPA, iria assisti-lo nem que fosse apenas por curiosidade. Gosto muito do trabalho deste estúdio, seja nas adaptações seja nos originais tal como Yuri!!! on Ice. Em boa verdade, após o trailer, as minhas expectativas prenderam-se em assistir a algo semelhante a este último – ok, não tão bem animado dado que o estúdio ficou a cargo de Jujutsu Kaisen também nesta temporada.

 

 

O feeling de Taisou Zamurai é muito MAPPA, é muito Yuri!!!on Ice. Temos um visual garrido e uma narrativa muito simples mas com pequenos grandes momentos que acabam por nos conquistar.

Para ajudar, o character design é bastante semelhante à série de patinagem de gelo, bem como o recurso a cores vibrantes como “imagem de marca” da franquia, como podemos desfrutar no opening e no (belíssimo) ending. Também podemos encontrar semelhanças na personalidade das personagens.

Carismáticas e com personalidades “vibrantes”, não podemos dizer que passem despercebidas! As maioria é usada para entreter e admito que funcionam às mil maravilhas! Soltei grandes gargalhadas nestes 4 episódios. Onde mais falha é na componente mais “séria” da narrativa…

 

 

O protagonista desiludiu-me

A história centra-se em Shoutarou Aragaki, um atleta de alta competição de ginástica artística, com 29 anos, cuja performance desportiva se encontra em queda há algum tempo.
O Japão, não ganha uma medalha de ouro nas competições mundiais, nesta modalidade, há 25 anos e, por isso, a pressão sobre os seus atletas aumenta de ano para ano.

 

 

Após mais um fracasso numa competição importante da modalidade, no Japão, Shoutarou é confrontado com uma decisão que nunca lhe passou pela cabeça…

O primeiro episódio começa forte, com toda esta informação a ser-nos lançada. Percebemos que é grave, complexo, frustrante, e que se trata da vida de uma pessoa que passou a vida a ser atleta de alta competição. Vemos um atleta altamente dedicado e frustrado por falhar depois de tantas medalhas alcançadas. É viúvo e tem uma filha fofa e extremamente dedicada, na minha prespectiva só podia esperar alguém que fosse o espelho da sua idade e experiência… Só que não!

 

 

Em vez disso, temos uma discussão com o treinador que esteve anos a avisar que estava na hora dele se retirar e Shoutarou nunca o ouviu porque… não apanhava as “diretas”! A conversa entre um adulto e um “totó” destruiu totalmente a minha imagem pré-estabelecida de um atleta exímio de 29 anos. Afinal temos um shounen-boy tontinho, incapaz de observar e compreender o que se passa ao seu redor a roçar o ridículo.

E isso irritou-me.

 

 

O que fez mudar a minha opinião?

Primeiro de tudo foi o meu amigo e colega Pedro que me fez ver este pai-atleta com outros olhos. Olhos de alguém tão focado, que acaba por ser um tótó em tudo o resto que não seja o desporto.
Esta mudança de perspetiva convenceu-me a continuar o anime e, até, tentar dar o braço à palmatória e ver os diálogos noutra perspetiva.
Todavia, não foram precisos muitos episódios para passar a gostar da série uma vez que o protagonista é explorado de forma a explicar isso mesmo, já com Shoutarou ciente do quão ridículo tem sido e a esforçar-se para melhorar. Com essa transição, admito que passei a encarar todas as personagens mais “excêntricas” como adições positivas para alegrar todo o ambiente competitivo. Com o passar dos episódios senti que estava tudo mais “equilibrado” entre comédia e narrativa.

 

 

Mas então vale a pena ver?

Como disse de início, o meu feedback é positivo. Mais, não só é positivo como adorei o episódio 4! A imersão na história tem sido crescente e, na realidade, o MAPPA está a trabalhar muito bem a narrativa que tem. Estamos a falar de uma série que dificilmente terá mais que 13 episódios e, mesmo assim, estão a construir uma história com princípio, meio e fim; bem como personagens que estão a tentar deixar a sua marca. Se continuar assim, acredito que será um anime bem agradável de se assistir.

Agora, se me perguntarem se vale a pena adicionar à vossa lista de visualização da temporada… não vos sei dizer!

 

 

É um anime bonito. O estúdio está a fazer um excelente trabalho – não está perfeito, mas muito bom para quem está com duas séries – o voice acting está muito bom, o opening é de rir, ficamos logo bem dispostos, e o ending é lindo!

A história não vos exige muita atenção e não devem esperar muito da mesma. Em suma, é tudo mediano para já, pelo que apenas aconselho uma visualização estilo test-drive: experimentem e se gostarem continuem!

 

 

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