Termo Tabu regressa aos Livros Escolares Japoneses

Créditos: Pakutaso

O ano letivo japonês de 2020 está apenas a começar, mas o Ministério da Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia já está com os olhos postos em 2021. No final do mês de março, o Ministério reviu todos os novos livros didáticos que solicitaram a certificação para serem introduzidos nas escolas no próximo ano e, entre os que foram aprovados, existe um que contém um termo que os alunos do ensino básico não veem há algum tempo.

 

Termo Tabu regressa aos Livros Escolares Japoneses

Fotografia por: Noriaki Sato / www.sankei.com/

 

Num livro de história enviado pela editora Yamakawa Shuppansha, situada em Tóquio, a seguinte frase aparece ao falar-se das atividades do Exército Imperial Japonês antes da Segunda Guerra Mundial e do próprio conflito:

Nas ‘instalações de conforto’ estabelecidas nas zonas de guerra, as mulheres (chamadas de ‘mulheres de conforto militar‘) eram reunidas em locais como Coreia, China e Filipinas.

 

Nenhum texto de história do ensino básico, aprovado pelo governo japonês desde 2004, incluiu a designação “militar” o que recebeu críticas de quem considerou que o termo estava numa descrição inadequada. Com as crianças japonesas a entrarem neste nível de ensino aos 12 ou 13 anos de idade, isto significa que ninguém com menos de 28 anos foi instruído do termo “Mulheres de conforto militar” através de um livro aprovado pelo governo.

Além disso, o Ministério também analisou um livro de história separado (cujo estado de aprovação/rejeição ainda não foi confirmado) de um editor diferente, que inclui uma descrição de soldados japoneses do Exército Imperial que invadiram uma habitação civil durante a ocupação de Nanquim, na China, violando uma menina de 13 anos e uma 15 anos, tendo ainda morto os seus pais e avós. O livro também refere que os militares japoneses “massacraram muitas pessoas” na Malásia e “decidiram uma estratégia de sacrificar Okinawa”.

Convém lembrar que as escola não são obrigadas a utilizarem o livro da editora Yamakawa Shuppansha só porque ele foi aprovado pelo governo, mas é assim mais uma opção para os professores no Japão.

 

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Fonte: Sora News 24

 

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