Tokyo International Film Festival – Filmes com Temáticas Limitadas e Repetitivas?

O título que, durante o ano de 2016, passou o tempo na boca do mundo foi sem dúvida Kimi no Na wa. (Your Name.). Até que, até ao momento de escrita deste artigo, inícios de 2017, o título continua a quebrar recordes por todo o globo. A popularidade nacional e internacional começa a ser tão grande que o próprio criador diz que já está cansado de lidar com todo este burburinho.

 


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Porém, no que diz respeito ao Tokyo International Film Festival, o diretor de programação sente que o panorama de anime está saturado do mesmo tipo de histórias, temáticas e elementos visuais.

 

 

Por exemplo, só este ano, no festival, tivemos Koe no Katachi (A Silent Voice)Kono Sekai no Katasumi ni (To All the Corners of the World)Kimi no Na wa. (Your Name.). O diretor de programação – Yoshihiko “Yoshi” Yatabe – diz que já chega de “raparigas de secundário e de saltos temporais”.

Existem demasiados trabalhos, a nível nacional [Japão] que dependem simplesmente de céus azuis que invocam o sentimento do verão, nuvens fofinhas e uniformes escolares. Eu admito que considero Kimi no Na wa. um filme maravilhoso, mas se nos compararmos aos criadores estrangeiros, as nossas temáticas revelam-se infantis.

Por um lado fico muito contente que anime esteja a ser positivamente recebido a nível mundial, mas por outro fico descontente uma vez que o oposto se verifica no Japão.

Yatabe faz sempre questão para que anime esteja incluído no TIFF. No entanto, e além disso, quer também que a animação estrangeira seja reconhecida.

É uma pena que a indústria anime mostre pouco interesse em animação estrangeira.

 

 

A edição 2016 do Tokyo International Film Festival exibiu mais de 150 filmes de todo o mundo, desde blockbusters recentes até clássicos restaurados (digitalmente). Porém, todos os filmes de animação exibidos possuem origem japonesa.

 


E vocês, gostariam de ver mais diversidade temática?

 

Fonte: Crunchyroll

 

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2 comentários

Leandro Santos 13 Janeiro, 2017 - 16:38

Concordo em absoluto. A indústria continua a ter grandes valores e obras mas os géneros parecem cada vê, mais iguais, existe alguma falta de imaginação. Mas essa falha existe também devido ao consumidor, pois se o que nos dão é repetitivo mas nós consumimos e calamos então não existe motivo para os criadores mudarem de paradigma. Deixem de ver e as coisas podem-se resolver

Outro problema é o ja falado excesso de animes, quando amor for a quantidade maior é a probabilidade de repetição

João Simões 15 Janeiro, 2017 - 16:47

Eu não creio que seja falta de imaginação, até porque o Japão é dos países mais criativos que conheço. Mas, como tudo, isto é uma indústria e tem que faturar, e eles remam na corrente que fatura mais. Neste caso repetir estas temáticas é lucro fácil e confortável.

Nisso concordo completamente, o excesso de output por season alimenta muito este problema.

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