Wonderful 101 – Análise

Para toda geração de consola há um ou mais jogos que podem ser considerados hidden gem, ou seja, uma joia escondida. A Nintendo Wii U teve um ciclo de vida muito pequeno e com pouquíssimo apoio dos desenvolvedores e produtores third-party, desta forma ela tornou-se uma consola com diversos hidden gems, hoje quero falar sobre um desses jogos: Wonderful 101.

 

 

Wonderful 101 – Análise

Originalmente lançado em 2016, desenvolvido pela Platinum Games e publicada pela própria Nintendo, Wonderful 101 pode ser caracterizado como um jogo de ação com múltiplos heróis. É de facto um jogo tão diferente que fica difícil ser classificado num género, pois o que ele faz é único!

Em Wonderful 101 nós controlamos um batalhão inteiro de heróis, que chegam a ser 100 heróis, para enfrentar forças terroristas extraterrestres. O diretor da versão original foi Hideki Kamiya, famoso pelo seu envolvimento com nas franquias Resident Evil, Devil May Cry, Okami, Bayonetta e Viewtfull Joe.

 

 

Enredo

A diabólica GEATHJERK Federation (“Guild of Evil Aliens Terrorizing Humans with Jiggawatt bombs, Energy beams, Ray guns and Killer lasers“). Ou seja, Guilda de Alienigênas Maus que Aterrorizam Humanos com bombas “Jiggawatt”, feixes de Energia, armas a raio e lasers Assassinos, invade a Terra em mais uma ataque terrorista! Para proteger-se a Terra conta com duas poderosas forças: Margarita e os CENTINELS!

Margarita é um escudo de proteção, que cobre todo o globo terrestre, para impedir as passagens e ataques de grandes frotas alienígenas. CENTINELS são aqueles que protegem a humanidade! Secretamente criado pelos Estados Unidos, os CENTINELS contam com o número de 100, 100 almas de 100 cidades ao redor do globo! Eles são os Wonderful Ones! Todos os Wonderful Ones têm uma vestimenta especial que os protege e concede força sobre-humana, tudo isto para que eles possam defender a Terra!

 

 

Wonderful 101  – Gameplay

Em Wonderful 101 nós controlamos o batalhão de heróis, sim, chegamos a controlar até 200 personagens de uma só vez. Estamos sempre a usar um “líder”, e será ele a ditar o ritmo e as transformações que o grupo irá usar. O grande poder dos Wonderful é o Unite Morph, ou seja, a Transformação Unida. Nele os personagens unem-se para assumir formas gigantes. O Unite Morph é usado para fazer pontes, escadas, armas e outras coisas mais ocasionais como um elevador.

Cada um dos sete personagens principais tem uma arma única, cada uma destas armas é usada para momentos específicos e inimigos específicos. Mão, Espada, Revolver, Chicote, Martelo, Garra e Bomba. Estas são as principais, eventualmente também usamos Planador, Boomerang, Naginata, Besta e Óculos.

Com um direcional nos controlamos nosso batalhão, com o outro nos criamos as formas para usar o Unite Morph. Começamos o jogo com cerca de 20 Wonderfuls e devemos ir encontrando os outros no decorrer do jogo, os sete principais aparecem em momentos específicos de cada missão, conforme o desenrolar da história. Quando agrupamos mais Wonderful podemos refazer as missões e operações anteriores para fazer uma melhor pontuação.

 

 

Personagens

Quero falar rapidamente dos personagens principais e antagonistas mais interessantes!

  • Wonder-Red: É escolhido como líder da missão, apesar de ser um novato. A sua forma unida é a mão, chamada de Unite Hand. Ele tem um fortíssimo censo de justiça e respeito ao próximo.

 

 

  • Wonder-Blue: O egoísta, gosta de confiar somente em si e na sua espada. A sua forma unida é a espada, chamada Unite Sword. Ele tem muita dificuldade em confiar nos outros e o motivo é revelado durante o jogo.

 

 

  • Wonder-Green: O brincalhão. A sua forma unida é o revolver, chamada Unite Gun. Ele está sempre a comer e a provocar todos os outros membros, principalmente o Blue e a Pink.

 

 

  • Wonder-Pink: A stressadinha. A sua forma unida é o chicote, chamado Unite Whip. Super vaidosa e preocupada com o que os outros irão pensar dela.

 

 

  • Wonder-Yellow: O tímido. Sua forma unida é o martelo, chamado Unite Hammer.  Ele tem dificuldade de entender a ironia dos outros e tem dificuldade em valorizar os seus próprios atos.

 

 

  • Wonder-White: O poeta. A sua forma unida são as garras, chamadas Unite Claw. Com um forte censo de honra ele é muito perspicaz e consciente da sua missão.

 

 

  • Wonder-Black: A criança. A sua forma unida é a bomba, chamada Unite Bomb. Apesar de ser o mais novo de todos ele é aquele que melhor lida com tecnologia e está sempre a jogar uma Nintendo DS.

 

 

  • Immorta: A alienígena. Ela é uma alienígena que auxilia os Wonderful Ones em diversos momentos, sempre muito misteriosa do porquê de os estar a ajudar e das suas origens.

 

 

  • Príncipe Vorkken: O antagonista. Ele é o antigo Príncipe do Cometa Rhullo, se utiliza do poder do Unite Morph igual aos nossos heróis.

 

 

As ótimas referências

Wonderful 101 é acima de tudo um jogo divertido, não somente ao jogar, mas em como ele se apresenta. É um jogo que não se leva a sério! Faz piada com ele mesmo e com o universo aonde é criado. O primeiro detalhe que acho incrível é que, apesar de termos sete Wonderful Ones principais, o jogo trás uma ficha técnica com a história e detalhes de todos os 100 Wonderful Ones. O que representa o cuidado, carinho e dedicação que a equipa técnica teve ao criar o jogo.

Outra coisa muito boa é a piada com o Tokusatsu! Wonderful 101 é claramente inspirado em tokusatsus, temos cenas de transformação, nomes para técnicas especiais, robôs gigantes, SIM TEMOS ROBÔS GIGANTES. Este próprio robô tem o nome de Platinum Robo e conta com o logo da Platinum Games na sua testa. É por este tipo de coisas que eu digo: o jogo não se leva a sério.

 

 

Há também os detalhes com outros jogos da Platinum e de Kamiya. Além dos 100 Wonderful Ones normais temos os Wonder-Bayonetta, Wonder-Rodin e Wonder-Jeanne, retirados diretamente do jogo Bayonetta. Wonder-Director que é o próprio Kamiya no jogo. Poseman que é uma direta referência aos tokusatsus!

 

 

Wonderful 101  – Os defeitos

Claro que nem tudo é maravilhoso em Wonderful 101. Tive alguns problemas com o a jogabilidade, essas dificuldades foram muito frustantes e atrapalharam-me bastante. Em primeiro lugar o gameplay, como um todo, é deveras repetitivo. Há momentos diferentes com shut’m’up ou lutas de boxe como Punch-out. Mesmo assim o gameplay tradicional do jogo tornou-se muito repetitivo para mim.

O segundo problema foi a quantidade de informação na tela. Pensem comigo: temos 100 heróis, 3 inimigos gigantes diferentes, 15 minions, mais o ambiente, seja uma cidade, uma caverna, ou vulcão. Tudo isso explodindo ao mesmo momentos enquanto tentas fazer a forma correta que é necessária para invocar a arma certa para vencer os inimigos. Para agravar a situação, algumas armas têm movimentos parecidos, Unite Hand e Unite Bomb, assim como, Unite Whip e Unite Claw. No calor do momento chega a ser frustrante quando precisas de um e aparece outro.

O último defeito, a meu ver, são os momentos em que enfrentamos um poder igual o nosso, pois não há paridade de poder. Por exemplo, quando lutamos contra o Príncipe Vorkken ele se utiliza dos mesmos poderes *este utiliza os mesmos poderes que nós, quando tentamos nos defender da sua Unite Sword, a nossa defesa sede. Porém, quando tentamos usar a nossa Unite Sword, apesar dele usar a mesma defesa que nós, não temos sucesso no ataque. Não basta ele ser mais forte, as regras não são as mesmas.

 

 

O julgamento final

Wonderful 101 é um jogo excelente, muito divertido e diferente de qualquer outro jogo que eu já joguei. Apesar de toda a raiva e frustração que passei no processo, acredito que minha segunda jogatina será bem mais proveitosa. Acredito sim que há alguns detalhes que poderiam ser melhorados para evitar a repetição, mas o jogo como um todo mereceu o remaster!

A qualquer um que me perguntar se eu recomendo Wonderful 101 eu direi: sim! Mas vai com paciência e não tenhas pressa! Aproveita cada segundo do jogo, pois ele tem ótimos segredos e revela-se melhor para aqueles que o jogam com cuidado!

 

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