Nanatsu no Taizai | Primeiras Impressões

por Raquel Cupertino
Nanatsu no Taizai | Primeiras Impressões

Título: Nanatsu no Taizai
Adaptação: Manga
Produtora: Aniplex, Dentsu, A-1 Pictures
Géneros: Shounen, Ação, Aventura, Fantasia

 

Enredo

Uma lenda assombrava o Reino de Britannia, sete cruéis guerreiros que outrora foram aniquilados pelos guardiões de Britannia, os Holy Knights, parecem ter-se reerguido das cinzas. Simultaneamente a todo o alarido na busca pelos malvados “Sete Pecados Mortais”, o reino sofria uma mudança de governação. Aparentemente doente, o rei cedeu o cargo aos protetores do reino. Serão assim tão genuínos os acontecimentos sucedidos?

 

Nanatsu no Taizai | Primeiras Impressões

Nanatsu no Taizai – Prólogo

 

A premissa é apresentada na forma de prólogo.

Recuando 10 anos atrás, ao derradeiro acontecimento que promoveu toda reviravolta em Britannia, vemos um cenário de morte e guerra, supostamente promovido por sete guerreiros que se revoltaram contra o reino e destruíram tudo o que lhes surgia pela frente. A guerra entre os designados Sete Pecados Mortais, terminou com a vitória dos Holy Knights. Pouco se sabe sobre o que realmente aconteceu aos amaldiçoados guerreiros, mas anos após o incidente, os seus nomes continuam nas manchetes de assassinos mais procurados.

 

Nanatsu no Taizai | Primeiras Impressões

Os Sete Pecados Mortais – Procurados

 

Somos embrenhados num clima de dúvida e contestação. Sem sabermos ao certo em quem confiar é nos apresentado o protagonista da narrativa, Meliodas. Um jovem com aparência de criança, descontraído e sem qualquer aptidão para a cozinha, é proprietário de uma cervejaria. A narrativa inicia-se com o aparecimento da protagonista feminina, Elizabeth.

 

Nanatsu no Taizai | Primeiras Impressões

Meliodas conhece Elizabeth

 

A procura pelos sete demoníacos guerreiros surge como premissa óbvia. As surpresas ficam reservadas para as personagens e a sua construção. Vemos as nossas suspeitas serem progressivamente destituídas e muitas outras dúvidas serem formadas.

Durante a obra vários são os elementos estranhamente familiares, desde a sensação de surpresa narrativa, seguida de uma espetacular batalha ou clímax emocional, e ainda uma pequena revelação, que aguça cada vez mais a nossa curiosidade em relação a toda a obra, basicamente o recordar do que é assistir a um puro Shounen.

 

Nanatsu no Taizai | Primeiras Impressões

Meliodas

Ambiente

O design irreverente das personagens aliado a um jogo de cores e padrões fortes cativam desde logo a nossa atenção. O ditado “primeiro estranha-se e depois entranha-se” ajusta-se de forma exata nesta produção. Com as típicas formas femininas exageradas e os corpos esculpidos dos guerreiros, não há margem para dúvidas quanto à classificação e público alvo de Nanatsu no Taizai. No entanto, nada é exagerado nem desadequado, tanto nas personagens como no acontecimento em si, vemos divertidas cenas ecchi perfeitamente adequadas e cenas de humor relativamente bem colocadas.

 

Nanatsu no Taizai | Primeiras Impressões

Ecchi – Meliodas e Elizabeth

 

Não estávamos errados, portanto, quando caraterizamos Nanatsu no Taizai como um verdadeiro shounen. Os cenários progressivos e interligados, o ambiente simples mas simultaneamente bem ornamentado, e todos os pormenores e coreografias bélicas progressivamente bem desenvolvidas, remonta-nos, sem margem para dúvidas, a obras como Naruto e Bleach.

A excelência da animação, aliada aos efeitos produzidos aquando as grandes demonstrações de poder elevam as expetativas de uma forma global.

 

Nanatsu no Taizai | Primeiras Impressões

Meliodas vs Twigo

 

Quanto à banda sonora de Nanatsu no Taizai, nada foge aos típicos shounen, com uma equipa de Seiyuu de luxo, sons extremamente bem colocados e uma banda sonora que só aumenta o frenesim, a receita para o sucesso parece estar completa. Afinal, existe melhor pronuncio para o êxito que a grande Ikimono-gakari a interpretar o opening?

 

Nanatsu no Taizai | Primeiras Impressões

Apresentação de Meliodas

 

Nanatsu no Taizai | Potencial

O potencial de Nanatsu no Taizai parece aumentar a cada episódio. Já com dois episódios lançados, a qualidade quer em aspetos técnicos como de narrativa viu-se aumentada exponencialmente. A sua construção parece não deter margem para erro, o que aliado aos grandes estúdios envolvidos na sua produção, pode servir como garantia de continuidade na qualidade apresentada até agora.

Em suma, aconselho vivamente esta obra. Antes de mais, porque com o término de grandes shounens, “Os sete pecados mortais” surge-nos como uma verdadeira lufada de ar fresco dentro do género, depois porque a simples mas cativante narrativa envolta em mistério e todas as carismáticas personagens assim o merecem.

 

 


Queres saber mais sobre Os Sete Pecados Mortais?

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