Attack on Titan: Wings of Freedom – Análise

por Renato Sousa
Attack on Titan: Wings of Freedom - Análise

Já faltam poucos meses para a transmissão da temporada final de Attack on Titan. Ou não! A chegada do COVID-19 parece estar a colocar tudo em hiato, pelo que instalou-se a incerteza. Seja como for, certo é que não haverá mais ou menos acontecimentos na história por causa disso e, pelo menos no anime, até à data, mantém-se o mistério em torno de Annie Leonhart.

Em 2015, apresentei aqui a minha análise ao primeiro filme desta franquia, intitulado “Attack on Titan: Crimsom Bow and Arrow”. Depois disso, nunca mais conjuguei tempo e interesse para ver a longa-metragem seguinte. Só há poucos dias atrás me decidi a ver “Attack on Titan: Wings of Freedom”. Não tive uma vontade louca de o fazer! Antes uma espécie de mini-nostalgia, combinada com o facto de, no centro das atenções, estar a “bela adormecida” da trama, que continua sem despertar.

 

Attack on Titan: Wings of Freedom - Análise

 

Attack on Titan: Wings of Freedom – Um resumo bem feito?!

Assim sendo, rever, por estes dias, tais acontecimentos, quiçá na esperança de descortinar alguma coisa nova sobre Annie, pareceu-me uma boa ideia. Acontece que, como era mais provável, não descobri nada de novo. Ainda assim, e também por mérito dos responsáveis pelo filme, com atenção e alegria recordei o impacto de Annie Leonhart nos primeiros tempos de Shingeki no Kyojin. Uma personagem que, arrisco dizer, forçosamente recuperará a sua importância no futuro.

Como é normal neste tipo de filmes-resumo, não há muito para avaliar em termos de enredo, há excepção das escolhas da produção sobre os conteúdos a incluir. Do meu ponto de vista, apesar das cenas seleccionadas serem poucas, elas são boas.

O filme está divido em quatro grandes peças. Tudo começa com o julgamento de Eren, cuja atitude de Levi é suficiente para a produção ganhar ritmo e o espectador manter-se atento. Segue-se o “estágio” do jovem Yeager nos Survey Corps, – que será o momento mais aborrecido da trama – para depois os holofotes recaírem em detalhe na missão fora da Muralhas, culminando com a revelação de Annie.

Em suma, e à base destes quatro pilares, “Attack on Titan: Wings of Freedom” é um tempo bem passado em frente ao ecrã e uma boa alternativa a rever os episódios da trama que esta produção resume. Não esquecer que o momento da história albergado pelo filme é mais virado para a acção do que para o desenvolvimento da narrativa, o que terá facilitado o trabalho dos responsáveis pelo projecto. Claro que não há tempo para se entrar em detalhes, mas, quando explicações são necessárias, elas aparecem! Bons exemplos são as referências aos Titãs experimentais de Hange Zoe e toda a dedução de Armin sobre Annie.

 

Attack on Titan: Wings of Freedom - Análise

 

Arte, Animação e Banda Sonora

Não sendo capaz de me deixar mal disposto ou de estragar o entretenimento, – até porque o leque musical da franquia é óptimo de um modo geral – esperava um pouco mais da banda sonora do filme. Isto é, a reprodução de músicas mais sensíveis ao espectador.

Por seu lado, a animação pareceu-me de bom nível. Num filme repleto de cenas de combate bastante exigentes, isto significa muito. Apenas uma nota para alguns momentos das lutas que podiam ser mais incisivos. Quero dizer, sem mudança de panorama antes de determinados golpes das personagens estarem concluídos.

Relativamente à arte, ficou a ideia de um traço excessivamente carregado no desenho das personagens, o que de alguma maneira pareceu estranho. Em particular nos primeiros minutos, até passar tempo suficiente para o espectador se habituar a ele. Mas estou em crer que um traço mais fino, como por exemplo o que surgiu em Attack on Titan 3, seria uma escolha mais apropriada.

 

Attack on Titan: Wings of Freedom - Análise

 

Juízo Final

Concluindo, como é típico nestes projectos, só se aventurará por uma produção assim alguém que já tenha visto os episódios anteriores da história (ou, em alternativa, o primeiro filme da franquia), ou o espectador que queira rever ou reviver a adrenalina associada a esta parte da narrativa. Por quaisquer outros motivos que não estes, a visualização deixará de fazer sentido. Nos primeiros casos, parece-me justo dizer que o espectador é bem servido, tendo em conta as circunstâncias e as condições de um trabalho como este.

Por último, e tendo em conta que os protagonistas vão alternando consoante a cronologia narrativa de Shingeki no Kyojin, este filme, de nome original “Shingeki no Kyojin Movie 2: Jiyuu no Tsubasa” tem a benesse de reunir muitos desses protagonistas nas cenas que o constituem. Ainda que Eren Yeager e Annie Leonhart sejam os principais focos de atenção, há tempo para os holofotes passarem por Erwin, Levi, os responsáveis pelas outras facções militares existentes no interior das Muralhas, e claro, os outros recrutas do grupo de Eren. Ou seja, no que toca a personagens favoritas, e por força das circunstâncias, esta longa-metragem vai ao encontro de todo o tipo de fãs de Attack on Titan.

 

Attack on Titan: Wings of Freedom | Trailer

 

 

 

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