Dark Souls – Análise

por Jackie Ortho
Dark Souls - Análise

Nota: Como alguns aspetos se repetem ao longo da série, recomendo a leitura da análise de Demon’s Souls, pois poderão não ser mencionados.

 

Dark Souls – Análise

Ah Dark Souls, Dark Souls, Dark Souls… Aquele especial par de palavras que para alguns significa dificuldade inigualável, para outros um ritual de passagem de rapazes para um mundo do verdadeiro homem, ou a resposta ideal a quem procura adrenalina e a sensação de perigo constante.

Um sucessor espiritual de Demon’s Souls, Dark Souls foi desenvolvido pela FromSoftware e publicado pela Bandai Namco Studios, em setembro de 2011, no Japão e no mês seguinte no resto do mundo, para PC, Xbox 360 e PS3.

Dark Souls é responsável por trazer esta fenomenal série à luz, pois até lá o primeiro jogo mantinha uma reputação de jóia oculta. Este jogo traz de volta muitos dos aspetos do seu antecedente, sendo esta análise focada no que o diferencia.

Vale a pena realçar que em 2018 o jogo teve uma atualização para a nova geração na forma de um remaster. Esta versão foi lançada para PC, Xbox One, PS4 e Switch, oferecendo um retoque visual e algumas mudanças ao sistema online, com alguns retoques menores aqui e ali.

 

Dark Souls – Sinopse

Dark Souls - Análise

 

Semelhante a Demon’s Souls, Dark Souls apresenta a sua narrativa de uma forma muito críptica e sucinta, cabendo ao jogador explorar o seu mundo para desvendar os seus mistérios.

Na introdução do jogo é explicado que no início, o mundo era coberto de nevoeiro e dominado por dragões. Por esta altura, um homem chamado Gwyn encontra o que se viria a chamar de Primeira Chama, bem como umas Almas de Lordes. Ele e os seus aliados usam o poder destas descobertas para declarar guerra aos dragões, eventualmente acabando vitoriosos, começando a Idade do Fogo. Com o passar do tempo, a Primeira Chama começa a apagar-se e Gwyn decide sacrificar-se para a manter acesa, prolongando a Idade do Fogo. Este prolongamento artificial acaba por espalhar uma maldição sobre a humanidade, fazendo com que alguns humanos revivam após a morte.

O jogador é um destes amaldiçoados, preso num asilo feito para conter todos aqueles que partilham a sua situação. É então que uma figura misteriosa atira um corpo com uma chave para a porta da cela, sendo aqui que começa a sua jornada pelas terras de Lordran.

 

Dark Souls – Análise | Exploração do mundo

Dark Souls - Análise

 

Dark Souls aproxima a exploração do seu mundo de um modo diferente do seu antecessor, onde em vez de mundos separados que podem ser acedidos através de um espaço comum, todas as áreas deste jogo estão interligadas. Apesar de também ter uma área que serve de base, esta está diretamente ligada a várias diferentes localidades.

 

Dark Souls - Análise gráficos

 

Um tipo particular dessas ligações são os atalhos. Durante a exploração não será incomum encontrar portas que não abrem do lado do jogador. O mais certo é servirem de atalhos de áreas mais avançadas, facilitando a travessia caso seja necessário recuar a partes já visitadas e vice-versa.

 

Jogabilidade

Dark Souls - Análise

 

A jogabilidade é capaz de ser a parte que sofreu mais alterações. Como agora o mundo é aberto e interligado, isso criou uma necessidade de espalhar checkpoints por vários pontos, este caso em forma de fogueiras, ou bonfires. De cada vez que o jogador morre ele irá reviver na bonfire onde descansou por último. Estes preciosos locais também podem ser usados para descanso, regenerando toda a vida, mas trazendo de volta os inimigos derrotados, salvo alguns casos especiais.

Outra mudança foi a remoção da barra de mana. Desta vez cada feitiço tem um número limitado de usos, que volta a encher a cada descanso numa bonfire. De uma forma semelhante, os itens de regeneração foram fundidos num só, o frasco de estus, que também tem usos limitados que se restauram num descanso. Com o progresso no jogo será possível aumentar o número de usos bem como a eficácia de cada um.

 

 

À parte de uns ajustes menores, o combate permanece praticamente o mesmo e os confrontos com os variados bosses igualmente aterradores, se não ainda mais.

 

Multiplayer

 

O multiplayer deste jogo também se mantém largamente intocado. O jogador está na forma de undead por norma, ao consumir um item em particular, volta a humano, sendo esta humanidade perdida ao morrer. Tanto cooperação e invasões são apenas possíveis na forma humana.

Definitivamente não um jogo para todos, mas aqueles que persistem vão encontrar um mundo desolado com mistérios à espera de serem desvendados.

Demon’s Souls pode ter começado esta lenda, mas foi Dark Souls que a trouxe à ribalta. Muitos começam, mas poucos persistem. Qual deles serás?

 

 

 

Leitura complementar:

Dark Souls para Iniciantes

 

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