Genocidal Organ – Da Manglobe para o Geno Studio | Entrevista

4 Novembro, 2017  Por João Simões
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Leitura Complementar: Manglobe – Afinal o que aconteceu?


 

Genocidal Organ estava programado, originalmente, para ser o segundo capítulo nas adaptações dos três novels do Project Itoh, do escritor Keikaku Itoh. As coisas começaram a descambar quando a Manglobe, que estava responsável pela produção de Genocidal Organ, se viu obrigada a fechar as portas. Felizmente existiram algumas pessoas que não deixaram este projeto morrer com a Manglobe, e após alguma recalendarização e formação de um novo estúdio, tudo voltou a entrar nas linhas.

 

Data da Entrevista: 23 de novembro de 2016

 

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Genocidal Organ – Da Manglobe para o Geno Studio

 

O Anime Now! teve a oportunidade de conversar com o produtor de Genocidal OrganKoji Yamamoto, para conversar sobre o caminho complicado que este filme teve para ser terminado, bem como para falar sobre o filme em si.

Uma das questões mais abordadas após a falência da Manglobe foi: “em que estágio de produção se encontrava o filme quando tudo aconteceu?” Aparentemente esta foi uma questão muito colocada a Yamamoto no Japão durante todo o processo:

Depois da Manglobe abrir falência, essa questão foi algo muito recorrente quando estavam a decorrer todas as burocracias e legalidades. Tudo isto aconteceu um mês antes da data prevista de estreia do filme, então acho que podemos afirmar que estaria 60% completo, mas para ser honesto, também se poderia afirmar que estaria apenas 30% completo.

 

 

Com a produção de Genocidal Organ deixada no limbo, as coisas não estavam nada fáceis para Yamamoto. A solução passou por ele criar o seu próprio estúdio de produção, Geno Studio, e continuar onde a Manglobe parou. Muita gente se questionou porque não foram contratados os imensos estúdios que estavam interessados no projeto, mas a situação não era assim tão optimista.

A verdade é que nenhum estúdio se voluntariou. Com ou sem falência a Manglobe já estava muito atrasada na produção do filme, então já estávamos em processos de arranjar mais estúdios para ajudar na produção. Mas até o estúdio com mais História, e poder de produção, dentro do Japão só concordaria a trabalhar no projeto se: a) a produção voltasse à estaca zero, onde tudo fosse feito de raíz, e b) tinham que receber os custos originais de produção, então como podem ver não houve muita cooperação. Receber algo que já se encontra a meio da produção é um processo extremamente difícil, então ninguém nos quis ajudar.

 

De acordo com Yamamoto, apesar de, metade da equipa original que se encontrava a trabalhar no filme na Manglobe, ter permanecido, o restantes e mais de metade dos freelancers foram trocados. Tendo isto em conta foi-lhe questionado quais eram as adversidades de criar um estúdio sob estas condições. Ao que ele respondeu de forma bastante realista:

Essencialmente foi uma perda financeira gigantesca.

 

Apesar disso, atualmente, e de acordo com Yamamoto, o Geno Studio está a criar o seu próprio sucesso, contando já com alguns projetos para o futuro.

 

 

Depois disso foram pedidos alguns detalhes sobre o filme a Yamamoto.

 

 

Os dois filmes anteriores, baseados nas obras de Keikaku Itoh, Harmony e Empire of Corpses, demonstraram temas muito fortes no seu núcleo narrativo. Harmony focou-se em conceitos como livre-arbítrio e egoísmo, enquanto que Empire of Corpses abordou a consciência. Quando questionaram Yamamoto sobre a temática de Genocidal Organ, ele respondeu:

Acho que o tema em comum é mesmo consciência. Ou seja, no filme vemos aquele aspeto de “tens mesmo intenção de matar a tua própria espécie?”, acho que o tema se encontra aqui. Harmony também abordou a forma como deixas a tua consciência mais leve, mas acho que Genocidal Organ vai por outro lado e fala do peso de consciência, da forma como tomamos responsabilidade pelas nossas ações. É portanto sobre ter consciência daquilo que nos rodeia, daquilo que somos, etc.

No esquema geral, eu acho que todas estas peças carregam as previsões de Keikaku Itoh para o futuro. Tendo conta que este é um formato visual, tivemos em atenção que a mensagem fosse bem entregue ao público. Mas claro que isto não é tudo, também fizemos de forma a que o público possa interpretar muita coisa da forma que achar mais correto.

 

Relativamente aos rumores da possível versão ocidental produzida por Hollywood, Yamamoto disse:

Eu acho que os problemas serão os mesmos. Basicamente é, como conseguir gerir a narrativa para um formato de duas horas, pois o tema é muito complexo, e como retratar a personagem Clavis Shepherd. Tenho curiosidade e acho que seria interessante ver como conseguiriam reproduzir isto. Acho que adaptar Genocidal Organ é mesmo muito complicado.

 

Para terminar Yamamoto disse:

A animação japonesa está cada vez mais popular a nível global, espero que nos continuem a encorajar e a ajudar.

 


Agradecimentos especiais a Toshi Nakamura do site Anime Now! por ter conduzido e disponibilizado esta entrevista.


 

Fonte: Anime Now!

 


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