God Eater Análise – Um Espetáculo sem Substância

por João Simões

Título: God Eater
Adaptação: Jogo
Estúdio: Ufotable (Fate/Zero, Fate/stay nigh UBW, Kara no Kyoukai)
Demografia | Géneros: Seinen | Supernatural, Fantasia
Ficha Técnica: Disponível
Primeiras Impressões: Disponível

 

Opening

“Feed A” – OLDCODEX

 

God Eater Análise – Um Espetáculo sem Substância | Sinopse

A história desenvolve-se no ano 2071, onde a humanidade se encontra no limiar da extinção. Esta foi provocada pela crescente presença de monstros que se alimentam de humanos, designados por “Aragami”. Estes novos seres-vivos possuem uma estranha imunidade contra armas comuns, levando a humanidade a criar as God Arc que só podem ser utilizadas pelos God Eaters.

Com o surgimento de Lenka Utsugi (personagem principal), um novo tipo de God Eater, a humanidade vê a sua esperança renovada com vista na possibilidade de exterminar os “Aragami”.

 

God Eater Amiente 3D

 

God Eater – Enredo

Penso que a pequena sinopse já demonstra que o enredo é fundamentalmente genérico, sendo que a sua base é uma mistura de muitas coisas familiares que já vimos em muito lado.

Não é que isso seja um problema, pois tudo depende da execução dos ditos elementos. Na narrativa de God Eater estes simplesmente existem em favor da progressão da história, não havendo desenvolvimento das temáticas e assuntos que vão sendo apresentados ao longo da obra.

O pouco que existe é a saltar de lado para lado simplesmente para poder avançar com a narrativa, como se estivessem a riscar itens de uma lista. Embora até acho que é um problema relativamente comum quando se fala em adaptações de RPGs.

 

God Eater Enredo

 

As personagens sofrem bastante com a ausência de tratamento do conteúdo narrativo. São muito finas e pouco sabemos delas. Algumas têm direito a uma reduzida informação sobre os seus backgrounds, que lhes confere uma caracterização mínima… mas fica-se por aí. Os diálogos pobres constroem interações muito superficiais, que pouco acrescentam às personagens e à história.

Para os fãs dos jogos estes aspetos negativos são, provavelmente, secundários. Porém, para alguém que não se encontra familiarizado com aquele mundo, vai-se sentir perdido nas histórias, vai sentir que as personagens têm défice de caracterização e ausência de desenvolvimento – sendo que a única coisa que os torna tão cool são os character designs e as batalhas.

Ainda assim, acho importante deixar claro que estes problemas não incomodam a visualização de God Eater, pelo que considero uma adição valiosa para fãs de Animação e para os fãs dos Jogos.

 

God Eater Personagem Principal

 

God Eater – Produção Visual

A animação e modelação 3D são uma maravilha para os olhos. Conseguem-se misturar sem dificuldade no ambiente da obra, sendo que a única coisa que as denuncia é a ligeira quebra de frames e os movimentos pouco orgânicos.

A animação 2D teve uma falha ou outra em movimentos menos importantes, não dando espaço para poder afirmar que foi perfeita. Ainda assim, quando foi necessário mostrar o seu poderio nas sequências de maior ação, a animação mostrou-se na sua melhor forma.

 

God Eater Amiente 3D

 

Grande destaque para o design, pintura, iluminação e sombreamento de toda a estética.

O visual é completamente incomum: tanto os cenários como as personagens possuem um design mais realista e robusto, uma pintura mais variada, através de uma iluminação com inúmeras camadas de sombreamento e uma coloração cheia de gradientes.

Isto torna tudo menos bidimensional em termos de imagem, fornecendo-lhe mais contornos, dando até a sensação de que estamos a olhar para personagens criadas através de modelação 3D.

Está aqui muito, muito trabalho.

 

God Eater

 

Embora tenham abusado um pouco nos slow-motion, a edição está no ponto na maior parte das vezes, fugindo também um pouco à montagem mais comum de um Anime.

Esta é já uma imagem de marca do jogo, pelo que se forem ver os openings dos jogos, vão encontrar vários detalhes que estão presentes no anime.

 

God Eater

 

God Eater

 

God Eater Análise – Um Espetáculo sem Substância | Pensamentos Finais

A adaptação de God Eater para o público em geral é essencialmente esquecível, mas não dispensável. É um tempo bem passado sem ir além disso. É daquele tipo de séries que a única coisa que vos vai ficar na memória é a animação incrível e os designs inovativos. Na medida que quando a tiverem que recomendar a alguém vão ter dificuldade em lembrarem-se da história.

Por outro lado acredito que para fãs do jogo, e da franquia em geral, esta série tenha um impacto e valor acrescentados. Vão poder finalmente ver ataques, monstros, lutas e personagens com quem possuem uma ligação, no pequeno ecrã, com uma animação de alta qualidade.

Resumindo e concluindo se procuras algo para umas horas de ação e animação bem produzida, recomendo. Se procuras algo com uma história sólida, então desaconselho completamente.

Uma coisa é certa: fiquei com vontade de espreitar os jogos!

 

 

 

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