Guilty Gear Xrd Rev.2 – Análise

por Rúben Pereira
Guilty Gear Xrd Rev.2 – Análise

Guilty Gear é uma série de videojogos de luta criada pelo afro-japonês Daisuke Ishiwatari (ajudou também no design de personagens, enredo, música e deu a voz ao protagonista, Sol Badguy) e desenvolvidos pela nipónica Arc System Works.

O primeiro jogo foi lançado em 1998 e, depois de várias sequelas e anos de progresso, lançou o mais recente da franquia, Guilty Gear Xrd -REVELATOR-. Este estreou-se nas arcades em 2015, recebendo uma versão de PS3 e PS4 um ano depois.

Em 2017, as arcades, as consolas e o PC receberiam uma versão melhorada chamada de Guilty Gear Xrd Rev.2. É nesta versão que a minha análise será baseada.

 

Guilty Gear Xrd Rev.2 – Análise

 

Série Xrd

Guilty Gear sempre foi um jogo de luta em duas dimensões com visuais baseados em anime, mas isso mudou um pouco a partir da série Xrd.

Começando no primeiro da série Xrd, Guilty Gear Xrd -SIGN- (2014), a franquia começou a usar modelos em 3D para as personagens e os estágios, criando o melhor 2.5D que os videojogos já viram!

Mas bem, toda a gente que ouve o nome desta franquia é rapidamente lembrada da magnífica arte dos jogos, que a Arc System Works foi aproveitar no desenvolvimento de DragonBall FighterZ, mas vamos ao que interessa… jogabilidade!

Portanto Heaven or Hell?! Let’s Rock!

 

Guilty Gear Xrd Rev.2 – Análise | Jogabilidade

Guilty Gear Xrd Rev.2 é um jogo de luta de cinco botões: Soco, pontapé, Slash, Heavy Slash e Dust, sendo o último uma ferramenta para criar combinações de golpes mortíferos.

-REVELATOR- tem 20 personagens base e mais três personagens DLC pagas, enquanto que Rev.2 contém essas personagens todas mais duas extra, completando 25 personagens base.

A coisa que sempre me atraiu em Guilty Gear foram as personagens. Não só cada uma tem um design magnífico e personalidades excelentes, como também têm um estilo de jogo próprio, uns mais virados para os novatos enquanto que outros são mais técnicos e difíceis de aprender.

 

Guilty Gear Xrd Rev.2 – Análise

 

A falar nisso, porque não falamos de um dos elefantes na sala? É Guilty Gear um jogo amigável para novatos ou jogadores casuais? Claramente que sim!

O jogo é dividido em dois modos de jogabilidade:

  • Technical, o modo normal onde o jogador terá de executar os combos normalmente como em todos os jogos de luta;
  • Stylish, onde pressionando o mesmo botão de ataque (excluindo o botão Dust) criará um combo automático.

 

Conteúdo Offline

Guilty Gear Xrd Rev.2 tem, no seu total, 13 opções offline divididas em três grandes categorias: Batalha, História e Coleção.

Dentro da Batalha temos duas opções offline: Arcade e Dojo. Em Arcade, temos o modo Episode, que funciona como a nossa clássica arcade com um pouco de história a ligar o -SIGN- com o -REVELATOR-. O modo versus, como o nome indica, é para batalhas singulares contra o computador ou contra outro jogador local. Finalmente, temos o M.O.M que é um modo com batalhas baseadas em estatísticas e itens como um RPG onde o jogador irá ganhar medalhas para melhorar a sua personagem (melhorias que não se mantêm fora deste modo).

Dentro do Dojo, encontramos o nosso tutorial que nos ensina os básicos do jogo e de como o jogar, o modo combos onde o jogador tem de completar o combo fornecido pelo jogo, o modo missão onde o jogador aprende as funções mais técnicas do jogo (como cancels, tick throws, etc…) e o modo treino onde podem relaxar e treinar ao seu tempo e critério.

 

Guilty Gear Xrd Rev.2 – Análise

 

Modo história

O modo história do jogo é apenas um montão de cutscenes divididas em oito capítulos (divididos em partes A e B) e um capítulo final. Também é fornecido um glossário ao jogador (GG World) que explica o significado de certos termos dentro do universo do jogo, personagens, locais, etc…

No caso do Rev.2, este adiciona três capítulos extra intitulados After Story (A, B e C) que criam a ponte literária entre a saga Xrd e o próximo Guilty Gear Strive.

Finalmente, na área da coleção, temos modos de:

  • edição de perfil online,
  • repetições de jogos online,
  • galeria,
  • pesca (modo gacha que desbloqueia avatares para os lobbies online, figuras, etc…),
  • figuras virtuais (onde o jogador poderá criar dioramas com as suas personagens favoritas).

Como podemos ver, o que não falta no Guilty Gear é o que fazer, mas isto torna o menu um pouco confuso de se navegar e pouco intuitivo, um problema que venho a notar em certos jogos da Arc System Works, infelizmente.

 

Conteúdo Online

O que muita gente não quer ouvir, por vezes é a verdade…

Infelizmente o online do Guilty Gear não é o melhor, mas não me levem a mal. O jogo tem os básicos modos de lobby, ranked e até de criação de salas privadas para se jogar com os amigos, mas não só não há quase jogadores nenhuns online (que pode ser resolvido com as comunidades online de Guilty Gear, incluindo a comunidade portuguesa do jogo), mas os lobbies são uma ofensa ao cérebro das pessoas.

 

Guilty Gear Xrd Rev.2 – Análise

 

Os lobbies são áreas gigantes onde os avatares dos jogadores podem passear e, eventualmente, se desafiar mas existem dois grandes problemas com este design.

Um, as pessoas não podem simplesmente saltar para um jogo. Têm de andar a passear de um lado para o outro nas salas para encontrarem alguém livre para jogar com eles. Dois, a desforra contínua é algo que não existe, nem em salas privadas. Acabaste o combate? Boa, volta para o lobby e confirma o combate outra vez. Isto acaba por desperdiçar muito o tempo dos jogadores que só querem fazer umas lutas sem terem de parar.

 

Guilty Gear Xrd Rev.2 – Análise | Juízo Final

É verdade que o palco online do Guilty Gear necessita de uma vassourada, mas o jogo não deixa de ser uma experiência fora do normal e super divertida.

O jogo não só tem uns visuais de arrepiar, como a banda sonora deixa o jogador no auge do seu assento!

Como disse, o problema da base de jogadores online é facilmente resolvido com as comunidades online, sejam no Discord ou em fóruns, portanto este ainda é um título completamente jogável apesar dos anos que tem!

 

 

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