Indústria dos jogos eróticos e dobragens | Curiosidades

por Catarina Oliveira
Indústria dos jogos eróticos e dobragens | Curiosidades

Três pessoas conhecedoras da indústria deram recentemente testemunhos sobre o funcionamento, às vezes desanimador, dos jogos eróticos e da sua dobragem.

 

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Indústria dos jogos eróticos e dobragens

 

A 15 de março, Kei Mimasu, fundador e CEO da Akabeisoft 2 (Boku no Hitori Sensō, G Senjō no Maō), determinou as taxas de desistência em várias posições na indústria de jogos eróticos, segundo a sua experiência:

  • Produtores: cerca de 95%.
  • Escritores de guiões: cerca de 75%.
  • Propaganda: cerca de 50%.
  • Produtores de som: cerca de 25%.
  • Artistas de CG: cerca de 15%.
  • Programadores: cerca de 10%.

 

“Estou a omitir os artistas-chave, porque são, normalmente, freelancers. 10% dos produtores que se despedem fazem-no logo na primeira semana de trabalho”.

 

Mimasu atribui o desgaste dos produtores à noção errada que têm do seu poder sobre os artistas e escritores (bem como sobre os seus orçamentos). Na verdade, eles têm de “negociar de joelhos com todos os criadores” e, por vezes, enfrentar a rejeição de artistas que admiram.

 

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No mesmo dia, dois atores de voz deram a sua opinião em relação às práticas obscuras da sua área. Kousuke Takeuchi (Tesshin em Ginga Densetsu Weed e papéis menores em The Prince of Tennis e Eyeshield 21) publicou no twitter que um jovem seu conhecido, que desejava ser um ator de voz, se tinha inscrito numa agência que exigiu que este desse concertos todos os meses e vendesse, em cada um, pelo menos 20 bilhetes, a 2500 ienes cada. Sublinhou: “Por favor, cuidado, todos aqueles que querem ser atores de voz. A maioria das agências que permite inscrição em troca de pagamento é uma fraude”.

Satomi Akesaka (Teruha em Girls Beyond the Wasteland, Futaba em Mitsudomoe, Esdeath em Akame ga KILL!) também concordou em partilhar uma história de quando entrou no negócio. Depois de ser chamada para uma audição com a agência de talentos Space Craft, a sua mãe reparou que o seu contrato era gratuito (mas com taxas de renovação) e ficou chocada, tendo perguntado “Porque é que escolheram a minha menina?”, questionando o seu talento.  Akesaka passou, então, a aconselhar os atores de voz novatos a aceitar qualquer trabalho que pudessem arranjar, porque é um “portão estreito”, mas sugere “pesquisar online e perguntar sobre o tipo de trabalho em que irão colaborar”.

 

Fonte: Anime News Network

 

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