Junketsu no Maria | Primeiras Impressões

por Renato Sousa
Junketsu no Maria - Production I.G
Título: Junketsu no Maria Adaptação: Manga Produtora: Production I.G. Géneros: Comédia, Ecchi, Fantasia, Seinen, Histórico, Magia Ficha Técnica: Disponível   Junketsu no Maria | Opening Philosophy of Dear World – ZAQ [youtube width="560" height="315" video_id="0p3dgoNtstU"]   Junketsu no Maria | Enredo Esta história acompanha o dia-a-dia de Maria que, como o título americano deixa perceber (“Maria: The…

Junketsu no Maria

Enredo - 7.6
Personagens - 8.3
Produção Visual - 9.4
Banda Sonora - 6

7.8

Potencial

Junketsu no Maria promete fazer bom uso do conteúdo histórico-religioso em que se insere, ao mesmo tempo que intercala os momentos mais tensos com outros mais cómicos e de vertente ecchi.

Avaliação dos Leitores do ptAnime: Sê o primeiro!
8

Título: Junketsu no Maria
Adaptação: Manga
Produtora: Production I.G.
Géneros: Comédia, Ecchi, Fantasia, Seinen, Histórico, Magia
Ficha Técnica: Disponível

 

Junketsu no Maria | Opening

Philosophy of Dear World – ZAQ

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Junketsu no Maria | Enredo

Esta história acompanha o dia-a-dia de Maria que, como o título americano deixa perceber (“Maria: The Virgin Witch”) é uma bruxa ainda virgem. A jovem é uma das bruxas mais poderosas a viver na época da Guerra dos Cem Anos que envolve França e Inglaterra. Como detesta este tipo de conflitos, Maria intervém constantemente com os seus poderes, a fim de pôr término nos conflitos entre gauleses e ingleses.

Quando li, na sinopse disponibilizada antes da estreia da obra, que o Arcanjo Michael iria interferir na vida da jovem por esta estar a alterar constantemente o rumo dos acontecimentos, fiquei tentado a ver o anime. Queria ver como Maria iria reagir a estas alterações. Para além de que a parte histórica da guerra retratada e a magia inerente à protagonista eram também temas que me cativavam.

Com dois episódios já visualizados, a verdade é que encontrei nesta produção vários aspetos bem interessantes. Inicialmente tinha receio que a parte relativa à virgindade poderia levar a série para um ambiente quase exclusivamente ecchi, e assim desvalorizar os meus pontos de maior interesse.

Não que esta vertente mais sensual não desperte o meu olhar. No entanto não é propriamente isso que procuro num anime quando o seleciono para ver. Mas sobre isto falarei melhor na minha análise a Trinity Seven que está para ser publicada em breve. Só para finalizar este assunto, a sensualidade marca presença nas noites de Maria, que dorme sempre nua e, acima de tudo, por força das aparições da sua succubus, Artemis. Esta cobre o corpo apenas com meia dúzia de ligas e a sua existência tem uma razão pertinente.

Artemis é quem aparece à noite no meio dos acampamentos dos soldados da guerra, a fim de obter informações sobre o que se poderá passar a seguir. Algumas destas situações acabam por se revelar cómicas para o espectador, senão vejamos as diferentes reações dos soldados quando veem Artemis. Tudo sempre com um grau de realidade das coisas bem acentuado, confirmando-se assim a manutenção do seinen em prol do ecchi.

 

Junketsu no Maria - Inverno 2015

Maria

 

Até à data foram poucas as personagens que assumiram o protagonismo. Um número que promete não alargar muito. Para além de Maria, Artemis, Priapos, do Arcanjo que vai perseguir Maria, Ann e Joseph, mais ninguém parece sobressair. Claro está que há sempre as outras bruxas que surgem no terreno. Quanto mais não seja a acompanharem os acontecimentos como de um filme se tratasse. Seja como for, os mais importantes prometem ser estes. Será o número indicado para esta série? O número de episódios ainda é desconhecido, portanto a ver vamos. Se for mais de uma temporada de transmissão, com tantas peripécias podem surgir novos intervenientes, quem sabe com especial atenção para os líderes da Guerra dos Cem Anos.

Depois da comédia, sexualidade e dos protagonistas, resta-me então falar dos pontos mais sérios da obra e, quem sabe, os mais importantes. Em causa estão as batalhas travadas e os diálogos cheios de conteúdo moral, capazes de nos deixarem a pensar na melhor forma de intervenção no mundo, e o papel da religião naquela época.

Sobre as batalhas, convém referir que estas apenas deverão receber atenção em alturas que suscitem a intervenção de Maria ou de outra bruxa qualquer. Caso contrário, não fará sentido a sua exibição. Dos momentos desta categoria transmitidos até ao presente, todas essas cenas se ficaram pelo satisfatório, com exceção da cena em que Maria decide invocar um dragão. Um momento de franca qualidade exibicional.

 

Junketsu no Maria - Production I.G

 

Junketsu no Maria | Ambiente

O desenho é francamente bom, limpo e atrativo. Nele é difícil de notar imperfeições e tem como mais-valia as cores vivas e alegres aplicadas que são incapazes de deixar quem quer que seja indiferente.

Em termos de animação a Production I.G também já deixou um ar da sua graça. Volto a trazer para cima da mesa a cena de invocação do dragão por parte de Maria, onde a fluidez é notória e os movimentos das personagens e dos outros intervenientes que complementam as cenas estão bem adaptados à realidade.

Como em parte já é normal em artigos de primeiras impressões, a avaliação à banda sonora terá que ficar para mais tarde. Sobre a abertura e o encerramento, de referir que o o opening se realça pela música e descuida-se um pouco no vídeo. No ending tudo é satisfatório.

 

Maria the Virgin Witch - Temporada Animes Inverno 2015

Artemis (Succubus)

 

Junketsu no Maria | Potencial

Sem dúvida que os primeiros episódios de Junketsu no Maria surpreenderam pela positiva. A história da jovem é interessante. A Guerra dos Cem Anos desperta a atenção a um tipo de público mais caraterístico do ramo. E em vez do conteúdo ecchi que se podia esperar em demasia, fica a ideia que o estúdio responsável pelo anime tentou manter-se na onda do seinen. Na minha opinião, foi a melhor escolha com vista a não perder o rumo principal dos acontecimentos.

Com argumentos destes e uma projeção ambiental de muito bom nível, estão reunidas todas as condições (potencial) para que a obra possa crescer, capítulo após capítulo. Assim, quando terminar, poderá afirmar-se como uma série de grande qualidade. Que a Production I.G continue a trabalhar desta forma é tudo o que se pretende.

 

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