Kiznaiver | Primeiras Impressões

por João Simões
Kiznaiver
Título: Kiznaiver Adaptação: Original Produtora: Trigger Géneros: Ação, Drama, Ficção Cientifica, Suspense Ficha Técnica: Indisponível   Kiznaiver | Opening "Lay Your Hands On Me" - Boom Boom Satellites https://www.youtube.com/watch?v=FjZVwCfT-wU   Kiznaiver | História A história de Kiznaiver desenvolve-se numa cidade fictícia, no Japão, designada por Sugomori City. Apesar de aparentemente normal, esta cidade é na…

Kiznaiver

Enredo - 7.5
Personagens - 6
Produção Visual - 8
Banda Sonora - 8

7.4

Potencial

Pontos Fracos: Exposição Narrativa.

Pontos Fortes: Conceito, temáticas e produção ambiental.

Avaliação dos Leitores do ptAnime: 4.53 ( 3 votos)
7

Título: Kiznaiver
Adaptação: Original
Produtora: Trigger
Géneros: Ação, Drama, Ficção Cientifica, Suspense
Ficha Técnica: Indisponível

 

Kiznaiver | Opening

“Lay Your Hands On Me” – Boom Boom Satellites

https://www.youtube.com/watch?v=FjZVwCfT-wU

 

Kiznaiver | História

A história de Kiznaiver desenvolve-se numa cidade fictícia, no Japão, designada por Sugomori City. Apesar de aparentemente normal, esta cidade é na verdade um laboratório no qual se realizam experiências humanas, de forma contida, mas em larga escala. Para já, a experiência que afecta os personagens principais designa-se por Kizuna System. Este procedimento (incompleto) tem como principal objetivo atingir a paz mundial, através da partilha de dor física. Ou seja, as pessoas que fizerem parte do sistema irão partilhar/dividir a dor infligida a qualquer um dos membros do sistema.

 

Kiznaiver

 

Kiznaiver | Enredo

Possuir o Kizuna System como premissa base é um veículo muito interessante para abordar temáticas sociológicas, como por exemplo o estudo da empatia social, através da empatia literal física, neste caso, a partilha de dor. Através de algumas nuances, o enredo dá-nos a entender que o desentendimento e ausência de compreensão são a génese do conflito global. Mas, e se pudéssemos compreender o próximo como nos compreendemos a nós? E se pudéssemos dar-nos a compreender tal como somos? E se não pudéssemos magoar ninguém, porque isso implicaria magoar-nos a nós mesmo, e às pessoas que gostamos? São estas e muitas outras questões que estão incluídas no pack de Kiznaiver.

 

Kiznaiver

 

Ainda que estejamos perante um conceito promissor, este não nos foi entregue da melhor forma. Ou pelo menos, da forma mais polida possível. A nível de escrita, fez-se sentir um défice de sensibilidade no que diz respeito à quantidade de informação transmitida, que afectou por sua vez o encadeamento global do episódio. A história saltou de momento para momento com a clara intenção de atingir determinados pontos chave, responsáveis pela exposição de informação e pela progressão narrativa. Tudo isto de modo a terminarem o episódio exatamente no ponto certo, para dar abertura à série logo no segundo episódio – algo que poderia ser atingido com mais fluidez, no caso de terem distribuído melhor esta informação entre episódios.

 

Kiznaiver

 

Kiznaiver | Ambiente

A atmosfera visual e sonora de Kiznaiver deixou-nos, desde o primeiro frame, um sabor a distopia, fortalecendo determinados aspetos narrativos.

 

Kiznaiver

 

A nível de direção, enquadramento e animação, temos já um nível bastante promissor. Foi agradável ver que apesar de Kiznaiver ser a estreia do realizador, já existe um grande valor artístico na sua visão – mesmo que ainda não se faça sentir uma grande assinatura pessoal. Nas melhores sequências (introdução, escadaria e entrada no hospital) foi possível observar uma certa inspiração, homenagem e paralelismo shaftiano na composição de planos, provenientes de títulos como Monogatari Series, Madoka, e até Mekakucity Actors. Além desta sensação distópica, existem certas sequências com uma coloração e banda sonora que transpiram o surrealismo fofinho de Mawaru no Penguindrum.

 

Kiznaiver

 

Kiznaiver | Potencial

Da forma como tudo foi construído, dão-nos a entender que Kizanaiver irá realizar uma experiência social, abordando filosofia e sociologia contemporâneas. Algo que no seu núcleo terá fortes semelhanças com a essência de Kokoro Connect, portanto se gostaram desse título, existem fortes probabilidades de apreciarem esta pela mesma razão. Se bem que Kiznaiver poderá ter uma abordagem mais dramática, ou muito possivelmente melodramática, uma vez que quem se encontra nas rédeas da escrita é Mari Okada, responsável por AnoHana.

E aqui temos um problema que poderá ir de encontro a uma contradição, e gerar um resultado menos bom. Portanto, para executar de forma credível a experiência social é necessário que um aspeto muito importante seja bem escrito: as personagens. Porém, um dos problemas do melodrama é precisamente as personagens cliché. Será interessante ver se a Mari Okada tem a capacidade para reconstruir o género neste aspeto, caracterizando e desenvolvendo as personagens que, para já, não passam muito além dos moldes genéricos.

Resumindo e concluindo, Kiznaiver merece, pelo menos, a visualização sobre a regra dos três episódios e, a partir daí, tomar a decisão final.

 

Kiznaiver | Trailer

 

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