MONSTA X – EP “Take.2: We Are Here” Análise K-Pop

por Baltas

Chegamos à altura de mais uma análise de álbuns de K-pop! Como já foi explicado no artigo anterior, esta análise é feita aos olhos de um ouvinte e apreciador de K-Pop. Não sou músico, nem tenho qualquer formação em música.

Nesta análise irei dar a minha opinião quanto às várias músicas presentes neste EP e, caso exista, do MV da música. Após análise individual a cada música, será feita uma geral ao EP.

Neste artigo, o EP selecionado é o “Take.2: We Are Here” dos MONSTA X.

 

MONSTA X – EP “Take.2: We Are Here” Análise K-Pop

 

01. INTRO: WE ARE HERE

 

Um início algo interessante. Pelo que me parece, é o I.M a falar durante este intro.  Este monólogo profundo fala um pouco sobre um sentimento de união entre os membros e os fãs e pode notar-se mesmo quando o I.M diz “you are never alone, we are, always together

Quanto à música em si, penso que está razoavelmente boa, apenas não gostei dos pequenos “clips” de voz, presumidamente, dos membros, que foram acrescentados ao som em si, considero que não traz nada de novo, ou de bom, à música.

 

02. Alligator

 

A faixa principal deste álbum. Sou honesto quando digo que demorou um pouco até que eu começasse a gostar desta música. A primeira vez que a ouvi, fiquei algo confuso sobre se gostava ou não mas com o passar do tempo, aquele efeito surpresa passou e foi crescendo aquele gosto pela música, muito ajudado pelo meu gosto pelos MONSTA X.

O MV está muito ao estilo do que os MONSTA X nos têm habituado ultimamente, vídeos sombrios, elegantes e com intriga. Consistentemente, os MONSTA X têm conseguido trazer-nos MVs de grande qualidade. Todos os membros têm bom tempo de vídeo e gosto especialmente do desempenho do Wonho e do Shownu na coreografia, não é por nada que eles são os melhores dançarinos do grupo. Gosto bastante do cenário da dança a solo do Wonho com a água, que se enquadra no tema da música e no próprio título “Alligator”.

A letra encaixa na perfeição no tema da música e, penso que quem a escreveu, fez um ótimo trabalho ao englobar vários tópicos relacionados com os jacarés. Basicamente a letra retrata um interesse mútuo que vai crescendo com o tempo (e avançando com a progressão da música) até que no refrão, cada um quer puxar o outro para o seu pântano, que por outras palavras, é o seu mundo. Falam também de um desejo crescente e que, tal como um jacaré, uma vez que põe os olhos na sua presa, avança, não muda de ideias e que num piscar de olhos, ao mínimo descuido, pode assumir o controlo.

 

03. 악몽 (Ghost)

 

Nesta música, os membros parecem estar a viver num pesadelo com uma entidade obscura que aparentemente está a começar a assumir o controlo deles e da qual eles querem escapar e pôr um fim a este horror. Os membros pedem também que a pessoa que os acompanha não os siga mais, com receio que esta também seja apanhada e devorada pelo pesadelo, pedindo ainda que os esqueça e fuja.

Esta faixa, tem um som obscuro, quase assustador, que se enquadra com a letra da música e o próprio título “Ghost”. Honestamente, gostava de conhecer mais sobre composição/criação musical para poder expressar melhor o que sinto quanto a esta música, mas o que vos posso dizer é que esta interpreta bem o tema sobrenatural ao optar por instrumentos, ou criações sonoras, mais obscuras que nos deixam mais “inquietos”.

Gosto do desempenho vocal do Kihyun no refrão e penso que esta música consegue demonstrar bem o alcance vocal dele o que, para um Monbebe, já não é novidade alguma, mas para quem seja novo aos MONSTA X, pode surpreender e com razão. Não é por acaso que o Kihyun é o vocalista principal deste grupo.

 

04. Play It Cool (Steve Aoki)

 

Ora aqui está uma música que adoro tanto a versão coreana (esta) como a versão inglesa, algo que não é muito comum quando grupos coreanos fazem as músicas nos dois idiomas.

Esta colaboração com o Steve Aoki está fantástica. Esta é a típica faixa de dança e de festa que qualquer um estaria à espera quando se ouve dizer que o Steve Aoki está associado à música. Curiosamente, acho que isto não estaria muito longe de algo que os MONSTA X poderiam fazer, mesmo sem a colaboração do Steve Aoki.

A letra na versão coreana é muito mais complexa do que a versão americana (que tem MV), apesar de falarem, mais ou menos, sobre o mesmo assunto. Ambas as versões abordam o interesse mútuo entre duas pessoas, mas enquanto que, na versão coreana, os membros pedem atenção exclusiva ao mencionar “from now on we’re on airplane mode”, na versão americana é muito mais simples e direta ao assunto e fala de um ambiente de festa em que os membros tentam manter a compostura à medida que a outra pessoa dança com/para eles.

 

05. No Reason

 

Não estava à espera de ouvir uma música deste género pelos MONSTA X. Não é de todo o género deles, pelo menos a meu ver. Podem haver outras opiniões.

Fiquei surpreendido pelo estilo da música e pelo quão rápido o refrão surgiu! Normalmente há algum tempo de crescendo durante a música até à altura do refrão mas nesta parece que surgiu tudo bastante depressa.

Penso que esta faixa faz um ótimo trabalho a mostrar o alcance vocal dos membros, principalmente dos vocalistas que, sem dúvida são quem mais brilham nesta música. Digo isto porque há músicas em que os rappers têm um papel superior ou conseguem exibir-se de uma forma melhor que os vocalistas.

Será que esta música surgiu por… no reason ? Certamente não. Acredito que todas as músicas têm um objetivo ou uma mensagem a transmitir e isso é sem dúvida o que acontece, tal como já mencionei acima.

 

06. Give Me Dat

 

Uma batida mais “pesada” já mais ao estilo dos MONSTA X. Um ritmo que mesmo na parte inicial começa a ser algo elevado e é uma espécie de aviso para o que está para vir.

O I.M e o Jooheon têm momentos de rap que considero que até foram bastante longos e bons! Em contraste, penso que um membro que, para mim, teve surpreendentemente pouco tempo de fala, foi o Shownu. Normalmente e infelizmente, quem tem pouco tempo de fala é o Hyungwon, algo que não acho que esteja bem. Penso que as letras das músicas poderiam estar distribuídas de uma forma mais uniforme, que permitisse a todos os membros mostrarem-se. O facto do Shownu ter pouco tempo de fala nesta música pode, talvez, significar que a música não encaixava bem na sua voz e, nesse sentido, optaram por diminuir seu o tempo de canto nesta faixa.

Esta música, tal como o título nos diz, expressa o desejo por algo. Os membros identificam uma pessoa como alguém semelhante a eles e que os atrai com as suas facetas e pormenores únicos.

 

07. 난기류 (Turbulence)

 

Adoro o ritmo acelerado logo desde o primeiro segundo, juntamente com a batida influenciada por um som mais electrónico, a qual que conta, também ,com o que me parece uma “sirene” a passar por várias notas musicais.

A música não tem muitos momentos em que abranda, mas mesmo quando isso acontece, mantém a qualidade elevada, o que é importante numa faixa, uma vez que músicas predominantemente aceleradas e ideais para se “abanar o capacete”, vêem o seu mood ser estragado quando um súbito abrandar de ritmo aparece. Tal acontecimento parece que nos retira da vibe que estávamos a sentir e parece que nos impede de gostar tanto da música quando o ritmo volta a subir. Acho que isso é algo que não acontece nesta faixa, já que conseguem temporizar bem as quebras e compensá-las de uma ótima forma.

Ora aqui está uma música em que eu já gosto da forma como a letra está distribuída de uma forma mais equilibrada por todos os membros, permitindo que todos tenham a sua altura para poderem brilhar.

 

08. Rodeo

 

Os primeiros segundos enganam muito! Aquela guitarra que subitamente muda para o som forte do baixo e a música a ganhar bastante andamento dentro dos primeiros 10 segundos da música, foi algo que me apanhou completamente desprevenido! Após o “susto” inicial, comecei a adquirir um gosto pela batida e acho que o drop, acompanhado pelo refrão, está bastante bom! A diferença entre o som dos versos em si e, especificamente, do refrão, não varia muito, mas continua a ser agradável a transição entre essas partes da música.

Tal como o ritmo e o estilo da música, os membros falam num “rodeo”, em algo que nos deixa loucos, que cresce e se torna mais violento. Isso é algo com o qual eu estou totalmente de acordo. Esta é, sem dúvida, uma música de festa, mas é uma música pesada! Não é exatamente uma música de dança, é mais uma música para “abanar o capacete” e “perder a cabeça”.

Quanto à letra, os membros falam numa noite de festa, na qual eles perdem o controlo à medida que a música avança e eles se deixam levar pela loucura.

 

09. Stealer

 

Uma abertura muito estranha, o som do batimento cardíaco, o carregar da arma, o disparo e depois o tom mais obscuro da música em si. Honestamente não sabia o que esperar nesta música.

Ao chegar ao refrão podemos verificar uma pesada influência de EDM que rapidamente abranda e passa novamente ao tom obscuro. São mudanças um pouco abruptas, mas que conseguem misturar-se de forma a criar uma música de festa que é capaz de tomar conta das discotecas e pôr toda a gente a dançar!

Na parte da bridge, a produção desta música consegue acrescentar uma “terceira fase” ao tema, que se trata de uma espécie de um meio termo entre o ritmo e estilo do refrão, e o ritmo e estilo do resto da música.

 

10. Party Time

 

Esta faixa opta por um estilo mais descontraído, mais chill e um ritmo consideravelmente mais baixo do que a grande maioria das músicas presentes neste álbum dos MONSTA X. Penso que é uma boa ideia abrandar o ritmo na última música do álbum, acho que isso transmite uma sensação de fecho, de que “a festa está a acabar” o que talvez possa levar a que os fãs fiquem a “chorar por mais” ou que voltem a ouvir o álbum desde o início.

 

O EP a Nível Geral – Conclusão

Um álbum bem ao estilo dos MONSTA X, tirando uma ou outra faixa que, na minha opinião, não se enquadrou tão bem no tema e estilo do álbum como um todo.

Na minha opinião, os MONSTA X têm-se definido como um grupo que opta por músicas com ritmos elevados, quer seja para festas ou aquele tipo de música pesada para abanar o capacete. Optam por sons mais obscuros e acho que isso se enquadra bem com o grupo em si, e os membros conseguem transmitir através de gestos, expressões faciais e movimentos corporais, esses temas.

Como o K-Pop é mais do que só a música em si, conseguir transparecer uma ideia ou atingir um objetivo não só através da música como também através do vídeo, da coreografia e do próprio corpo é sempre algo a ter em conta e é algo que consegue definir realmente um grupo, principalmente quando o grupo já tem um tema e estilo mais ou menos definidos.

Penso que o álbum em si está bem constituído, tem uma base que é o estilo musical próprio pelo qual os MONSTA X têm vindo a ser conhecidos e seguem esse estilo durante a grande maioria do álbum, existindo poucas faixas em que isso se altera, talvez para tentar alargar o leque de oferta e a quantidade de fãs a que este álbum possa agradar.

 

As minhas músicas favoritas?

  • Alligator
  • 악몽 (Ghost)
  • Play It Cool
  • Turbulence

 

 

E vocês, o que acharam deste EP? Quais foram as vossas músicas preferidas? Comentem abaixo!

 

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