My Roommate is a Cat – Análise

por Raquel Cupertino
My Roommate is a Cat - Análise

Título: Doukyonin wa Hiza, Tokidoki, Atama no Ue. | My Housemate Is on My Lap, But Sometimes on My Head
Adaptação: Web Manga
Estúdio: Zero G
Demografia | Género: Slice of Life, Comédia

 

My Roomate is a Cat é o que chamo de combinação perfeita para relaxar! Durante a Temporada de Inverno de 2019 decidi não assistir a muitas séries. Em boa verdade apenas esta e The Promised Neverland, uma que acompanho o manga e outra que li os primeiros capítulos quando saiu. A primeira foi a minha escolha como “anime da temporada” e não me arrependo nem um bocadinho e, espero, conseguir transmitir um bocadinho do que podem encontrar em My Roomate is a Cat.

 

My Roommate is a Cat - Análise - Subaru e HAru

 

My Roommate is a Cat – Análise

De seu nome original Doukyonin wa Hiza, Tokidoki, Atama no Ue., trata-se de uma história terna sobre um jovem adulto órfão de pai e mãe, que trabalha no ramo literário como autor. Sem qualquer ideia sobre o próximo livro, vai visitar a campa dos pais em busca de alguma inspiração e/ou ajuda da parte dos seus ente-queridos. A ajuda “divina” veio na forma de uma gata vadia que iluminou o autor de ideias que o levariam a mais um bestseller!

E assim começa a história de duas personagens sem qualquer capacidade de lidarem com o mundo à sua volta, com medo de se ligarem emocionalmente e cujo o passado de arrependimentos os corrói. Parece triste e dramático não é? E de certa forma é, se analisarmos do ponto de vista de conteúdo o enredo possui momentos pesados e com uma mensagem forte. Todavia a forma como a narrativa é exposta é o verdadeiro segredo deste anime

 

My Roommate is a Cat - Análise - lovely scenne

 

Passo a Passo…

Não há pressas em My Roomate is a Cat. Não há cenas frenéticas, nem momentos de tensão que provocam reviravoltas inesquecíveis aos participantes. Tudo é contado num ritmo natural, orgânico, quotidiano. O que faz todo o sentido e se enquadra com o plot original, afinal estamos a falar de uma pessoa anti-social cujo o isolamento desde criança fez com que o mesmo não tivesse qualquer habilidade ou compreensão de como as ligações humanas funcionam. E isso não se aprende de um momento para o outro.

 

My Roommate is a Cat - Análise - Subaru

 

Perspetiva de um e do outro

Tal como contei nas primeiras impressões, esta obra é caracterizada pela alternância das versões/perspetivas de cada protagonista. Por um lado temos a versão do Subaru (o humano) e pelo outro a da Haru (a gata) sobre a mesma situação.

O episódio é dividido e vemos a mesma cena na perspetiva de um e depois na do outro em formato de analepse. Escusado será dizer que é adorável e promete imensas gargalhadas quando comparamos as duas versões. A parte da Haru continua a ser a minha preferida, claro, até porque enquanto dona de 3 gatas é inevitável relacionar alguns dos comportamentos e apreciar a justificação que o autor dá para eles. Devo dizer que são bastante precisos!

 

My Roommate is a Cat - Análise - Haru Chateada

 

My Roomate is a Cat – Ambiente

Tudo isto narrado por sons, imagens e vozes perfeitamente adequadas às personagens criam um cenário idílico para o tom e mensagem de My Roomate is a Cat.

É um anime doce. Uma série criada para nos relaxar e isso sente-se na escolha da coloração, animação e expressões faciais das personagens. Confesso que fiquei um pouco preocupada com a adaptação uma vez que mudaram um pouco o design das personagens, mas já dizia o ditado: primeiro estranha-se e depois entranha-se!

 

My Roommate is a Cat - Análise - Anime x Manga

 

O ambiente foi competente como um todo e a animação apesar de não ter sido nada de “wouo” ou tenha tido momentos de maior exigência, foi boa o suficiente. Não me posso queixar honestamente.

A banda sonora essa sim foi particularmente boa, sobretudo o opening que de tão adequado que é à série acabamos por abanar a cabeça ao movimento da cauda da Haru (vejam e ouçam e compreenderão xD).

 

My Roommate is a Cat - Análise - Ambiente

 

My Roomate is a Cat – Juízo Final

My Roomate is a Cat é o tipo de anime que aconselho a quem goste de séries como Flying Witch ou Fune Wo Amu.  É um puro slice of life, ou seja uma série que acompanha o quotidiano dos protagonistas, caracterizado por um ritmo narrativo suave, pausado e de “digestão lenta”, por assim dizer. O tipo de série para se assistir após um longo dia de trabalho que não nos corre assim tão bem.

 

My Roommate is a Cat - Análise - Haru no Banho

 

Cenas como a de cima acabam sempre por nos soltar um sorriso. A Haru é adorável e a personalização da gata em uma personagem independente e ingénua é tão genuíno que acabamos por olhar para os animais presentes na série como se de humanos se tratassem.

Outro ponto a favor nesta obra é o quão orgânicas as personagens são. Claro que a série é curta e apenas tem duas personagens trabalhadas como deve ser, Haru e Subaru, todavia o facto destas duas serem devidamente exploradas é, por si só, de se tirar o chapéu!

Infelizmente, o manga está longe de terminar e com apenas 12 episódios não conseguimos ter grande vislumbre quer das restantes personagens, quer do futuro de Subaru. Acabamos por ficar com aquela sensação que as personagens aparecem do nada e não conseguimos nos ligar às mesmas. Ainda assim, apenas isto como ponto menos bom não é nada comparado com tudo o resto.

Se forem fãs do género este é um must see demasiado fofo para não assistirem! Ah e fãs de gatos, fãs de gatos vão adorar xD

 

 

4 comentários

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4 comentários

Roberto Filho 9 Abril, 2019 - 18:56

Certo… agora terei que assistir…. eu tenho que parar de ir atras de recomendações….

Amo um bom Slice of Life e amo animais, não tem por que não gostar desse não é mesmo?

Como sempre ótimo texto 😉

Responder
Raquel Cupertino 9 Abril, 2019 - 23:19

Vê! é tão bom <3 Obrigada pelo comentário de coração! Dei o meu melhor para transmitir tudo o que senti... é que achei este anime incrível =) Mais uma para a lista eheheh

Responder
LEANDRO SANTOS 18 Abril, 2019 - 20:30

bem..

isto de recomendar animes é uma desgraça 😀
não sou muito do género slice, mas ocasionalmente vou vendo alguns, e depois de ler parte do teu texto la fui eu ver o anime, e apesar de ainda não o ter acabado, vou no epis. 9, posso dizer que é muito bom.
as diferentes perspectivas são engraçadas e “pesadas” quando têm que ser, isso serve não só para dar outro tom ao anime como para dar profundidade aos personagens. o crescimento e a forma como o fazem é gratificante e muito natural.
a visão que a haru tem do mundo é deliciosa, dá sempre para rir e por vezes aquelas pinceladas de drama ficam mesmo bem, e a voz e o timming da actriz é excelente.

tal como dizes é pena que os restantes personagens sejam pouco explorados, veremos se existirá nova temporada, mas duvido
o teu texto como sempre é muito bom.

Responder
Raquel Cupertino 19 Abril, 2019 - 0:24

Olá Leando! Mais uma vez um excelente comentário, obrigada =)
Eu adorei o anime e considero-o uma hidden gem da temporada. É uma história rica que nos relaxa sem perder conteúdo!
As perspectivas diferentes são qualquer coisa de adorável, sobretudo a da Haru, mas penso que muito do objetivo do autor parte pela criação de uma espécie de fábula com uma mensagem final mais “pesada”.
Em suma, vale mesmo a pena ver! Infelizmente também tenho o mesmo feeling que tu, duvido que haja uma segunda temporada…
até à próxima!

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