Ni no Kuni II: Revenant Kingdom – Análise Playstation 4

por Ricardo Nogueira
Ni no Kuni II: Revenant Kingdom - Análise Playstation 4

Nome: Ni no Kuni II: Revenant Kingdom
Produtora: Level-5
Distribuidora: Bandai Namco
Plataformas: Playstation 4, Windows
Género: JRPG, Ação, Estratégia
Horas de Jogo: 40

 

Ni no Kuni II: Revenant Kingdom – Análise Playstation 4

A muito aguardada e adiada sequela do mágico Ni no Kuni finalmente está disponível! Ni no Kuni II: Revenant Kingdom é um JRPG cheio de coisas para descobrir e fazer. Será que a Level-5 conseguiu superar-se a si própria neste segundo título?

 

 

Ni no Kuni II: Revenant Kingdom | Enredo

O enredo de Ni no Kuni II: Revenant Kingdom é, numa palavra, infantil. Não no sentido de mau, básico ou acriançado. É infantil como quem diz mágico! O personagem principal, com o fabuloso nome Evan Pettiwhisker Tildrum, é o jovem rei de Ding Dong Dell.

Se o nome vos soa familiar, então é porque jogaram o primeiro jogo. De facto, todo o enredo e história estão cheios de referências ao Ni no Kuni. No entanto, não se preocupem! Não precisam de o ter jogado para perceberem ou desfrutarem de Ni no Kuni II: Revenant Kingdom! 

Neste capítulo, o jovem Evan procura unificar o titular país de Ni no Kuni e reinar sobre toda a gente. Os motivos estão envoltos em spoilers, mas parece a motivação de um vilão, não? Realmente, depois de tudo o que aconteceu, o enredo de Ni no Kuni II: Revenant Kingdom podia perfeitamente ser a história de origem de um final boss!

 

Ni no Kuni II: Revenant Kingdom - Análise

Um mundo onde os furries podem andar à vontade, sem descriminação!

 

Mas graças à encantadora magia dos escritores inspirados pelo estúdio Ghibli (que não esteve envolvido na criação desta vez, contando apenas com alguns ex-membros), a aventura de Evan é repleta de esperança, determinação e da velha luta contra o mal! Com a ajuda de vários companheiros, entre eles o Presidente dos Estados Unidos, Ni no Kuni II: Revenant Kingdom é um conto encantador da ambição de um jovem para melhorar o mundo.

 

Ni no Kuni II: Revenant Kingdom - Análise

Pensavam que eu estava a gozar, não pensavam?

 

Infelizmente, o enredo que começa de forma simples mas forte perde bastante gravitas no fim. Talvez porque esteja habituado a jogos mais “sérios”, mas o final de Ni no Kuni II: Revenant Kingdom é simplesmente… o que se estava à espera. Não há grandes revelações (tirando a identidade de um misterioso rapaz de cabelo azul), nem grandes decisões morais.

No entanto, o final “sem sal” não destrói a experiência! É um jogo com personagens encantadores, momentos fantásticos e engraçados, que me fez sentir como uma criança a olhar para magia pela primeira vez!

 

Ni no Kuni II: Revenant Kingdom | Jogabilidade

Ni no Kuni II: Revenant Kingdom está repleto de coisas para fazer, como o bom JRPG que é! E não só o básico, como side-quests e áreas opcionais para explorar! Como o enredo anda em torno de criar o nosso novo reino, então é mesmo isso que fazemos! Reminiscente a Age of Empires, Ni no Kuni II: Revenant Kingdom incorpora um sistema de criação e gestão do nosso reino! Temos de criar edifícios como lojas, ferreiros e escolas, descobrir cidadãos para povoar o reino e decidir onde é que eles vão trabalhar. Isto tudo, claro está, vai trazer vantagens para o resto do jogo. Equipamento, items e até mesmo cenas extra são as recompensas por expandirmos o nosso reino!

 

Ni no Kuni II: Revenant Kingdom - Análise

Um gato a tomar conta do mercado de peixe. Racistas.

 

Também contamos com um sistema de simulação de batalhas de guerra. Controlámos o nosso Evan em modo chibi a comandar um exército, decidindo que unidades enfrentam quais à base de um simples sistema de vantagens em triângulo, como pedra-papel-tesoura. É assim que conquistámos novas áreas para expandir Evermore, o nosso novo reino!

Uma adição que achei particularmente com charme, foi o Leafbook. Uma óbvia paródia ao Facebook, com o Leafbook podemos ver o que os cidadãos do nosso e dos outros reinos estão a dizer. O que os preocupa, o que está a acontecer, e até mesmo as reações ao desenrolar do enredo. É uma adição muito interessante que dá uma nova vida ao que se passa em segundo plano. Os nossos súbditos não são apenas números, mas sim pessoas com gostos, preocupações e fetiches com monstros selvagens. Como cereja no topo do bolo, até podemos dar Likes nos posts!

 

Ni no Kuni II: Revenant Kingdom - Análise

A maior power move é dar Like no post sobre a vossa própria morte.

 

Ni no Kuni II: Revenant Kingdom | Combate

A pior coisa no primeiro Ni no Kuni, na minha opinião, era o combate. Aquele sistema de batalhas por turnos gerou muita confusão, frustração e insatisfação num jogo que estava muito próximo da perfeição. Felizmente, a Level-5 ouviu os fãs! O combate em Ni no Kuni II: Revenant Kingdom é agora em tempo real. O sistema de combate é muito semelhante ao de Tales of Berseria. Podemos escolher quem controlámos e mudar a meio da batalha, usar ataques de curto ou de longo alcance, e usar magia e ataques especiais. É divertido… de início.

 

Ni no Kuni II: Revenant Kingdom - Análise

A diversão de pensar “Sou o Presidente dos EUA a lutar contra um dragão com uma espada de fogo” demora a passar.

 

O problema da extrema dificuldade do primeiro jogo foi resolvido, mas passamos do 80 para o 8. Em Ni no Kuni II: Revenant Kingdom, é quase impossível de perder.

As batalhas são demasiado fáceis, e a facilidade eventualmente se transforma em aborrecimento. A nossa magia recupera-se rapidamente, somos invulneráveis enquanto rebolámos, e usar items de recuperar a vida é feito instantaneamente, através de um menu de pausa. E não há nenhuma opção de mudar a dificuldade. O jogo é assim, e pronto. Talvez seja para apelar a qualquer jogador, mas é para isso que servem os níveis de dificuldade.

 

Ni no Kuni II: Revenant Kingdom | Estética e Som

Os visuais de Ni no Kuni II: Revenant Kingdom são o que provavelmente fez muita gente se interessar pelo jogo. Segue os passos do primeiro jogo, com o estilo do icónico estúdio Ghibli e o nível de polimento visual que o acompanha. Os locais e mapas são coloridos, luminosos até em sítios tenebrosos, e acrescentam à sensação de estarmos a jogar um conto de fadas. A minha única lamentação é já não haver as cutscenes completamente em anime como no primeiro jogo. Mas é compreensível, pois o estúdio Ghibli não esteve directamente envolvido na sequela.

 

Ni no Kuni II: Revenant Kingdom - Análise

6 braços, 4 mamilos. O resto das raparigas está sequer a tentar?

 

Em relação à musica, só há duas palavras: Joe Hisaishi. 

Se nunca ouviram falar dele, de certeza que já ouviram o trabalho dele! O compositor residente dos estúdios Ghibli dá o seu talento para Ni no Kuni II: Revenant Kingdom. A banda sonora está repleta de flautas melodiosas e pratos dramáticos que encaixam perfeitamente nos visuais e temática do jogo. Nada de menos seria de esperar do compositor de Totoro, Spirited Away, Howl’s Moving Castle, entre outros! Não há nada de mau a apontar no departamento sonoro do jogo!

 

Ni no Kuni II: Revenant Kingdom | Juízo Final

Ni no Kuni II: Revenant Kingdom pode parecer à primeira vista um conto de fadas para miúdos.  E isso é porque o é! Mas isso não quer dizer que não possa, nem deva, ser desfrutado por graúdos! Apesar do final tépido, Ni no Kuni II: Revenant Kingdom é uma experiência mágica que pode agradar a todos! Afinal, o que é mais mágico do que fazer um adulto sentir-se criança outra vez?

E se alguém gozar com vocês por estarem a “jogar um jogo de putos”, existe uma variedade de coisas que lhes podem mandar enfiar em orifícios.

 

Ni no Kuni II: Revenant Kingdom - Análise

Olhem só para o olhar deles. Eles sabem…

 

 

2 comentários

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2 comentários

Skelozard 4 Abril, 2018 - 18:32

Apesar de tudo não achei o jogo tão fácil como tenho visto em várias reviews. Apesar de no início o ser um pouco, achei que o grau de dificuldade vai aumentando gradualmente, ao ponto de ter usar diversos itens. ataques especiais e ajuda dos meus companheiros para ganhar várias batalhas, mas posso ser eu que estou a fazer algo errado.
Para além disso, um aspeto que não apreciei assim tanto foi o overworld com as personagens chibi. Se o jogo estivesse formulado de forma a ser open-world eu creio que seria perfeito

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Ricardo Nogueira 4 Abril, 2018 - 22:28

Usas-te aquele coiso de ajustar as vantagens e desvantagens? Aquele menu que é um conjunto de botões e sliders. Eu mexeriquei com aquilo uma ou duas vezes e achei o jogo bastante fácil… Se calhar foi disso! Sim, os chibis são um bocado vindos do nada, mas não fou coisa que me desagradou. Mas se fossem iguais aos do primeiro NnK, em que eram os modelos em tamanho real, era mais agradável, concordo!

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