Chihayafuru | Episódio 19

por Renato Sousa
Chihayafuru - Chihaya Ayase

As the Years Pass

Tal como no episódio anterior, este foi totalmente dedicado ao Saitama Hundred Poets Tournament. Depois de duas finais bastante intensas nas classes B e D, onde os nossos amigos se encontravam a competir, os vencedores foram finalmente conhecidos.

 

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O inicio deste episódio teve em foco a final da Classe D ou seja, o duelo entre Kanade e  Tsutomu, parte na qual tínhamos ficado. A outra final viria mais tarde.

Tsutomu encontrava-se em desvantagem e tinha pela frente uma tarefa quase heróica pela frente já que, tal como Chihaya nos lembrava naquele momento, o rapaz tende a desistir perto do final dos jogos. O próprio apercebeu-se do mesmo e arriscou tudo ao movimentar as cartas do seu lado do campo de jogo todas para o mesmo lado. Isto permitiu-lhe recuperar alguns pontos, mas a estratégia revelou-se ineficiente momentos depois, quando foi lida uma carta do lado de Kanade.

Sentenciada a partida, Tsutomu mostrou-se, no entanto, feliz pela vitória de amiga. Esta altura foi também aproveitada para nos relembrar o esforço e o empenho destas duas personagens nos treinos realizados no clube.

Na plateia, Ayase comoveu-se com o desfecho. Orgulhosa pelos dois, a rapariga derramou lágrimas a par dos finalistas desta classe. Aqui houve um pouco de exagero do meu ponto de vista, principalmente pela parte de Chihaya. A rapariga tem largado lágrimas quase em todos os episódios o que não é bom para a série. Se isto continuar assim, aqueles momentos verdadeiramente emotivos daqui a pouco já não conseguem transmitir o efeito pretendido por esta atitude estar a tornar-se repetitiva.

Parabéns a Kanade pela vitória. A qualquer um dos dois assentaria bem, portanto não há muito a elogiar ou a reclamar. Quanto a Tsutomu, nem tudo são más noticias. No final deste capítulo o jovem descobre que também foi promovido à Classe C de jogadores de Karuta. Ao contrário da classe B, que é para onde segue este texto, na D, para além do vencedor também o 2º e 3º classificados sobem na hierarquia.

Ao mudarmos para a outra final que nos interessa, Chihaya entra completamente em choque. Esta estava tão focada na final mencionada anteriormente que se esqueceu completamente desta. A rapariga estava mesmo concentrada naquilo que estava a fazer. Só assim se poderia ter esquecido de uma coisa tão importante. Característico desta personagem.

Mas não foi só ela! Nós, espectadores, também a perdemos, já que a produção só nos mostrou os últimos momentos deste embate entre Nishida e Taichi. O encontro foi tão renhido que nesta fase só restavam 2 cartas em campo, uma do lado de cada um. Situação que significa que os dois estão sujeitos à chamada “sorte do sorteio“, pois o vencedor será com 99,5% de certeza o que vir lida a sua carta antes da do adversário.

Pelas contas (acertadas) de Taichi, existem ainda cartas por ler e que já não estão em jogo. São as chamadas “cartas mortas”. Ao deduzir este facto, Taichi tenta partir para a ofensiva e surpreender Nishida. O líder dos Mizusawa toma esta atitude porque se recusa, depois de tanto esforço para chegar ali, a ver o seu “destino” ditado pela sorte.

Com a leitura da carta decisiva a aproximar-se, e depois de várias “cartas mortas” lidas, vemos Taichi a questionar-se se mesmo Chihaya seria capaz, através dos seus sentidos, de antecipar a leitura da carta de forma a reagir mais rápido que o adversário. Momentos depois, a sorte dita que o vencedor é Nishida, que viu a carta do seu lado ser lida primeiro e não fraquejou.

Eu, sinceramente, estava à espera da vitória de Taichi, de este ter a sorte do jogo ou de ver uma atitude surpreende do jovem que lhe permitisse atacar a carta do adversário com sucesso. Má sorte para o líder dos Mizusawa que viu mesmo a sorte ou melhor, a má sorte, ditar o seu destino. Em relação a esse aspeto, do jogo ser ditado pela sorte, acaba por ser justo já que ninguém merecia perder, mas também injusto para o derrotado. Perder uma final ditada pela sorte deve ser mil vezes pior que perder por mérito do adversário.

Depois de uma final tão intensa contra um amigo, é normal manter-se aquela tensão entre os dois nos momentos seguintes. Mais do que isso, qualquer um de nós tem tendência a culpar o amigo pela derrota, mesmo tendo consciência de que ele não teve culpa nenhuma e que só fez o seu papel. Esta tensão é superada por um outro ponto de vista de Taichi. O rapaz chega à conclusão que se a sorte ditou o desfecho do jogo então isso só aconteceu porque ele não foi suficientemente bom para vencer o jogo antes. Uma maneira bastante correta de ver as coisas e que por vezes nos escapa.

O episódio termina com três momentos importantes. Primeiro temos uma conversa entre Nishida e Mashima que acaba por aliviar a tensão criada entre os dois. Segundo, a viagem de regresso a casa, onde todos sentem que estão mais fortes como equipa. Como acaba por expressar Ayase, o desejo de voltarem a jogar como equipa é agora ainda maior. Por último, temos Arata a analisar os resultados do torneio onde os nossos amigos estiveram envolvidos e a promessa de entrar brevemente em competição.

Estará para breve um duelo entre Arata e Chihaya?

 

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