Shuumatsu no Izetta – Análise

por Cátia Coelho
Shuumatsu no Izetta Análise

Título: Shuumatsu no Izetta (Izetta: The Last Witch)
Adaptação: Original
Produtora: Aija-Do
Género/Demografia: Ação, Histórico, Militar
Ficha Técnica: Indisponível
Primeiras Impressões: Disponível

 

Indiscutivelmente, para mim, o anime com a melhor banda sonora da Temporada de Outono 2016.

 

Shuumatsu no Izetta | Opening

“Cross the line” – AKINO com bless4

 

Shuumatsu no Izetta | Enredo

A história de Shuumatsu no Izetta ou Izetta: The Last Witch ocorre no período da Segunda Guerra Mundial, em 1939. O Império da Germania invadiu repentinamente a Livónia. Com isto o Reino da Britânia e a República do Termidor responderam declarando guerra.

 

Shuumatsu no Izetta - Análise

Império da Germania

 

Em 1940, as investidas de ataque da Germania, através de aviões e tanques, arrasaram os seus vizinhos mais pequenos, acabando até por derrotar a República do Termidor (que se julgava ser uma ameaça). Após isto, a intenção do Império voltou-se para o Principado de Elystadt, um pequeno país nos Alpes abundante em água e flora.

 

Shuumatsu no Izetta - Análise

Bruxas a voar em vassouras é coisa do passado.

 

Como já havia aflorado nas Primeiras Impressões do anime, Shuumatsu no Izetta não apresenta uma história completamente original, aliás, a mesma baseia-se em factos históricos ocorridos na Segunda Guerra Mundial (apesar de haver pequenas divergências, em especial no nome de certos países). Porém, a obra mostra-nos algumas novidades, como a existência de magia e, o mais importante (brincando com a situação), o novo meio de transporte das bruxas modernas, um Rifle PTRS-41.

 

Shuumatsu no Izetta - Análise

Bandeira de Elystadt

 

Shuumatsu no Izetta | Consistência

O anime parece ter os pontos-chaves para conseguir desenvolver-se da melhor maneira e realmente isso é feito com a consistência que a obra vai tendo ao longo dos vários capítulos.

Os fãs de anime podem acusar Shuumatsu no Izetta de muita coisa, mas a consistência dos episódios não é uma delas. A qualidade do enredo, a ambientação e banda sonora vai seguindo uma linha muito própria, tendo sim os seus altos e baixos (principalmente com o final que foi o mais cliché possível!!!), mas no global não se nota nenhuma quebra assim tão gritante.

 

Shuumatsu no Izetta - Análise

 

O mesmo também é visto no desenvolvimento entre as duas protagonistas da história: a princesa e a bruxa. A maioria das pessoas apostou que ia haver um romance yuri entre as duas (e o anime dá quase esse entender em várias situações), porém a “consistência” da sua relação foi mantida até ao final e, para mim, nada passou de uma amizade entre as mesmas.

 

Outro ponto positivo, são as personagens.

 

Shuumatsu no Izetta | Personagens

Shuumatsu no Izetta - Análise

 

As personagens, tal como a banda sonora são o must deste anime. Digo isto pelas seguintes razões:

  • As personagens são bem desenvolvidas, têm qualidades e defeitos;
  • As personagens secundárias também têm o seu desenvolvimento;
  • Nem os figurantes são esquecidos;
  • Os vilões são humanizados e não simples caricaturas do mal;
  • É muito fácil ganhar empatia com várias personagens da obra;
  • Conseguem apresentar de forma sólida a personalidade de alguém em poucos episódios e ainda nos fazer gostar dele;

 

Para quem preza por uma boa narrativa em que as personagens não são vazias e andam ali apenas a marcar presença, Shuumatsu no Izetta tem bastante mérito nesse aspeto. Bem sabemos que numa guerra não existe apenas um lado bom e um lado mau, em que as pessoas se dividem nessas duas categorias. Existem boas e más pessoas dos dois lados e gostei de ver como isso foi aqui aplicado.

 

Shuumatsu no Izetta | Ambiente e Banda Sonora

Shuumatsu no Izetta - Análise

 

A animação realizada não é um dos pontos fortes da obra, sendo realmente mediano. Temos partes que são fluídas e dão gosto de acompanhar, mas também existem muitas outras que apresentam inconsistência e falta de acabamento (será que a produção ficou sem dinheiro?). De resto, o tipo de animação adequa-se ao tema exposto, e existe um contraponto interessante entre as cores escuras utilizadas em batalhas e as cores garridas utilizadas nos momentos mais relaxantes ou mesmo quando as duas personagens principais têm tempo de antena.

Já face à Banda Sonora, é uma das melhores partes técnicas de Shuumatsu no Izetta! Está muito bem conseguida a mistura de magia, misticismo, o fantástico… além disso, as músicas são selecionadas a dedo e “colocadas” nos momentos certos.

 

Shuumatsu no Izetta | Falhas Técnicas

Todos sabemos que quando uma obra se baseia em factos históricos, tem que ter a noção que os entendidos e fãs do assunto vão estar “de olho aberto” a apontar cada falha – o que faz com que a atenção aos detalhes por parte a direção tenha de ser ainda maior. E este anime acerta e peca ao mesmo tempo.

O acerto passa pelas táticas utilizadas pelos militares (lembro-me assim por alto da Blitzkrieg  Guerra Relâmpago – usada pelos alemães), pela realidade da guerra e dos seus intervenientes e pelo tipo de material manuseado por cada frente (como os Tanques Panzer III dos alemães). Mas também apresenta alguns lapsos que vou apontar em baixo.

 

Shuumatsu no Izetta - Análise Panzer III Tanque Alemão

Tanques Alemães: Panzer III

 

Sendo muito breve, e porque não vou discorrer sobre este assunto, pois deve ser o que menos vos interessa nesta análise:

  • Os pilotos não utilizam máscaras de voo;
  • Os sons das armas são pouco realistas, principalmente as calibre 30 dos bombardeiros Junkers Ju 87 dos alemães, tal como as metralhadoras MG42 (pelo menos para uma arma que dispara 1200 munições por minuto);
  • As explosões não reverberam como deviam;
  • O Rifle PTRS-41 que ao ser disparado em pleno voo pela Izetta, não a atirou para o lado contrário como um foguete (apesar de este fator ser relevado pelo facto de ela ser uma bruxa e usar magia);

 

E ainda existem mais detalhes, como as armas mudarem de uma altura para a outra no mesmo episódio (por exemplo, no episódio 6 as armas Kar98 passam a M1 Garand).

Na verdade, estas falhas técnicas não são o principal em Shuumatsu no Izetta e, sinceramente, não se dá por elas a não ser que se esteja a prestar atenção a isso. Daí, estes problemas são um mero detalhe para vosso conhecimento.

 

Shuumatsu no Izetta | Juízo Final

Shuumatsu no Izetta foi um dos animes da Temporada de Outono de 2016 que eu gostei de acompanhar e que esperava cada semana pelo próximo episódio – apesar de mais para o final aquilo ter virado uma enorme salganhada.

A narrativa é consistente e realista (retirando o final que foi o mais cliché possível e que realmente me desiludiu), as personagens são humanas e “gostáveis”, tanto de um lado como do outro, e a parte histórica está bem construída.

Logo, se vocês gostam de animes com referências à Segunda Guerra Mundial, de histórias de batalhas com magia… devem dar uma oportunidade a Shuumatsu no Izetta porque vão ficar satisfeitos com o resultado global!

 

 

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