Strider (2014) – Análise

por Xpop
Strider (2014) – Análise

Título: Strider
Developer: Double Helix Games
Distribuidora: Capcom
Plataforma: PC, PlayStation 3, PlayStation 4, Xbox 360, Xbox One
Data de Lançamento: 19 de fevereiro de 2014
Género: Metroidvania

 

A Capcom tem estado numa fase de alto sucesso recentemente e tudo graças ao rejuvenescimento das suas franquias mais conhecidas e na aposta da satisfação dos jogadores invés de tentar ganhar dinheiro. Contudo, antes de 2017, a sua posição financeira era completamente diferente e tudo isso devido ao investimento em outsourcing.

Durante alguns anos, a Capcom deu a vários estúdios a oportunidade de desenvolver jogos dos seus títulos mais populares e esses anos levaram a várias perdas de lucro e a jogos que insultaram o amor e lealdade dos fãs.

Mas no meio deste mar de jogos “incríveis” existem sempre algumas jóias que, apesar de serem ignoradas, acabaram por ganhar o seu devido destaque e valem a pena de se experimentar.

Um desses jogos foi o reboot da série Strider, uma franquia que por si só já sofreu de problemas com a sequelas indesejadas, que foi desenvolvido por um estúdio não pertencente à Capcom, mas que tenta recriar um jogo fiel ao original.

Aqui fica a análise a Strider.

 

Strider (2014) – Análise

Strider (2014) – Hiryu atrás do logotipo

 

Strider é um reboot da franquia original do mesmo nome que foi desenvolvido pela Double Helix Games e publicado pela Capcom e que mistura um combate hack & slash num cenário ao estilo Metroidvania.

 

Uma história semelhante, mas pouco interessante

Uma das características que muitos jogos que foram lançados no tempo da NES e Mega Drive têm em comum, quando comparados com os jogos atuais, é que história desses jogos era sempre muito simples.

Isso é algo visível durante Strider porque a história é bastante básica e não está recheada de drama ou plot twists. No entanto parece que essa simplicidade é intencional, porque faz com que o jogador se foque mais na jogabilidade.

 

 

Por um lado, a falta de desenvolvimento na história permite ao jogador focar-se mais em certos elementos do jogo, mas, em contraste ,quando olhamos para as personagens presentes em Strider, o jogador acaba por querer saber mais sobre o ambiente e o que o rodeia.

A história do jogo em si não é má, é apenas um pouco inspiradora por não ter mais informação sobre as personagens e os acontecimentos do jogo. Ainda assim, tal não é suficiente para impedir o jogador de se divertir.

 

Combate com estilo entre ninjas

Se tivesse que usar uma palavra descrever a jogabilidade de Strider – e é possível que recorra a ela inúmeras vezes nesta análise – seria “frenética”, pois a partir do momento em que começamos a jogar com o Hiryu, quase que sentimos que somos uma parte da personagem.

A jogabilidade de Strider é uma mistura perfeita das melhores partes de todo o conteúdo já criado para a série, num estilo de jogo que consegue agradar aos fãs mais antigos e aos mais novos.

 

 

Mas nem sempre isso é suficiente e existem alguns momentos em que o jogo consegue ser um pouco frustrante, especialmente quando enfrentamos um certo boss e o AI parece que se lembrou de recriar a dificuldade de Cuphead.

Essa dificuldade consegue irritar o jogador, mas tirando isso o jogo consegue radiar um certo estilo, enquanto nos envolvemos neste combate rápido e acrobático semelhante ao de Spider-Man.

 

Ambiente e som combinados de forma ideal

A tecnologia é o elemento principal do jogo e está bastante presente em todos os elementos do ambiente e banda sonora e que vão desde os visualmente mais óbvios aos pequenos detalhes que só se conseguem reparar com uma certa atenção.

Cada área do jogo tem um tema diferente – desde a prisão, os esgotos e até templos egípcios – mas todos eles partilham aspeto tecnológico e futurístico para haver sinergia com o tema principal do jogo.

 

Strider (2014) – Hiryu a combater contra soldado

 

A banda sonora do jogo também sofre do mesmo que o ambiente, com várias músicas distintas entre si, mas que conseguem afetar o jogador e indicar o que está a ocorrer, embora o seu volume seja um um pouco baixo.

O ambiente futurístico do jogo consegue encaixar como uma luva de forma perfeita na jogabilidade frenética que Strider proporciona elevando assim a qualidade do jogo.

 

Veredito

Strider já estava na minha lista de jogos para jogar há algum tempo e, quando finalmente tive a oportunidade, foi como se nunca tivesse experimentado algo assim na minha vida.

A história pode não ser nada de especial, mas é suficiente para acompanhar a jogabilidade impactante e o bonito ambiente.

Assim sendo, Strider é uma jóia pouco conhecida dos jogos Metroidvania que, apesar de não ser perfeito, consegue fornecer bastantes horas de entretenimento e merece ser experienciado.

 


Se estiverem interessados em saber mais sobre Strider (2014) poderão clicar AQUI para verem alguns vídeos que publiquei sobre o jogo.


 

 

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