Sword Art Online: Fatal Bullet – Análise Playstation 4

por Ricardo Nogueira
Sword Art Online: Fatal Bullet - Análise Playstation 4

Nome: Sword Art Online: Fatal Bullet
Produtora: Dimps
Distribuidora: Bandai Namco
Plataformas: Playstation 4, Xbox One, Microsoft Windows
Género: JRPG, Shooter
Horas de Jogo: 20

 

Sword Art Online: Fatal Bullet – Análise Playstation 4

 

O novo título na já extensa saga de jogos baseados na franchise de SAO, o Sword Art Online: Fatal Bullet, já chegou. E apesar de ser “Online”, (e de ser debatível que há “Art”) pouco há de “Sword”, visto que é baseado na Death Gun arc do anime. Será que ao ver-se livre da fantasia medieval, Sword Art Online: Fatal Bullet consegue ultrapassar os predecessores?   

 

 

Sword Art Online: Fatal Bullet | Enredo

Logo de início, uma grande lufada de ar fresco em Sword Art Online: Fatal Bullet é que não controlamos o Kirito. Sinceramente, já cansava! Não, nesta nossa estreia no mundo do Gun Gale Online, o novo VRMMO da saga, controlamos um personagem criado por nós. O que significa que podemos criar uma beldade. Ou um verdadeiro abutre!

 

Sword Art Online: Fatal Bullet - Análise Playstation 4

Adivinhem o que é que eu escolhi?

 

E isto é uma decisão brilhante por dois motivos! Primeiro, porque ao centrar o foco numa personagem original, e os seus amigos que não fazem parte do anime, podemos ter um enredo fresco, novo e forte! Ao invés dos jogos de SAO anteriores, que estavam presos a enredos tépidos para não afetar muito o canon do anime, ou então que eram apenas re-interpretações da série.

 

Sword Art Online: Fatal Bullet - Análise Playstation 4

Toda a gente sabe, e ao mesmo tempo ninguém quer saber. Vai ser elfo para outro sítio.

 

E segundo, porque já estava farto de olhar para o Kirito. Acho que já referi isso antes, não? Mas não se preocupem fãs do protagonista! Ele aparece bastante no jogo. Até desbloqueamos um Kirito Mode que nos deixa jogar uma versão compactada da arc do anime. Mas não temos é de estar sempre a olhar para ele.

Controlámos então a nossa personagem no primeiro dia em que ela joga o jogo. E como isto não deixa de ser um jogo de anime, logo na primeira quest encontrámos um item super raro. Um ArFA-sys, um NPC com inteligência artificial. Isto faz com que os jogadores veteranos reparem em nós, o novato com uma das armas mais raras do jogo. Toda a gente quer ser nosso amigo. Ou inimigo!
Ao mesmo tempo, a SBC Flugel caiu no mundo do Gun Gale Online. Isto é uma nave espacial que é ao mesmo tempo uma nova área de jogo. E só quem possui um ArFA-sys completo consegue aceder a essa nave.
Começa então o conflito! Alguns jogadores querem ajudar-nos a completar o nosso ArFA-sys e aceder à nave, e outros a quererem ser ladrões. Uns sujos duns ladrões.

 

Sword Art Online: Fatal Bullet - Análise Playstation 4

Se bem que com ArFA-sys como aquelas também eu era ladrão. Ladrão sujo.

 

Sword Art Online: Fatal Bullet | Jogabilidade

Na jogabilidade, Sword Art Online: Fatal Bullet traz mais uma novidade para os fãs da série. O que era antes um RPG hack-and-slash é agora um third person shooter. O que faz sentido, tendo em conta que estamos no universo do Gun Gale Online. Porém, isto é uma faca de dois gumes: por um lado, é bastante refrescante ter este novo sistema. Por outro, é uma aposta arriscada para os fãs da série cujo o encanto era as espadas e a fantasia.

Mas é importante dizer que sendo um shooter, está muito bem conseguido. Os comandos são bastante intuitivos, e as ações básicas como rolar, saltar, zoom, e agachar estão bem implementadas. Contámos também com uma variedade de armas exorbitante! Pistolas, caçadeiras, lança granadas, metralhadoras, bazucas, e até mesmo um lightsaber.

 

Sword Art Online: Fatal Bullet - Análise Playstation 4

O novo OC de Star Wars: Darth Kirito, O Foleiro.

 

Contámos também com um sistema de gancho reminiscente de Just Cause, que nos permite movimentar rapidamente pelo mapa e fazer uns disparos com estilo. O único defeito é a falta de um cover system. A nossa única hipótese é agacharmo-nos atrás de um obstáculo e rezar pelo melhor. Habituamo-nos rápido, mas um shooter em 2018 não ter cover é uma falha grave.

 

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Fora do combate, podemos adquirir roupas para nós e também para o ArFA-sys, ambos completamente customizáveis! Até o sexo podemos mudar! Podemos modificar as nossas armas com buffs, criar relacionamentos com os NPCs e temos uma panóplia de side-quests. São estes pequenos “extras” que dão a Sword Art Online: Fatal Bullet a sua classificação de JRPG.

De facto, sem estas adições o jogo seria bastante linear, sendo a história principal bastante curta. Se são o tipo de jogadores que não gosta de se desviar do principal, vão acabar o jogo num instante e ficar a sentir que não valeu o vosso dinheiro.

 

Sword Art Online: Fatal Bullet | Estética e Som

Sword Art Online: Fatal Bullet é uma lufada de ar fresco no departamento visual quando comparado com os seus antecessores. O mundo de Gun Gale Online, apesar de mais fechado, permite ter mapas mais detalhados. Os ambientes gigantes mas vazios dos jogos de SAO anteriores deprimem rapidamente, e davam um aspeto “barato” aos jogos.

Em Sword Art Online: Fatal Bullet, o ambiente metalizado e futurista mostra um grande trabalho da equipa de design. A indumentária dos personagens, os mapas de combate e os gráficos das armas estão todos perfeitos. Até os monstros, alguns que caem nos clichés de JRPG, são representados de maneira épica. Melhor do que alguns jogos “grandes” de estética semelhante, como Mass Effect.

 

Sword Art Online: Fatal Bullet - Análise Playstation 4

Os robôs ficam confusos por verem um humano de cabelo cor-de-rosa. Vantagem táctica!

 

Mas fora os visuais, a grande falha de Sword Art Online: Fatal Bullet está na sua direção, tanto cinematográfica como sonora. As transições de cutscene para o jogo e vice-versa parecem inacabadas e abruptas. Há partes onde acaba uma cutscene, damos dois passos, e começa nova cutscene.

Algumas personagens falam a um volume normal, enquanto outras sussurram. Cheguei a pensar que me tinha sentado em cima do comando! O som ambiente continua por alguns segundos após entrarmos em cutscene, e depois pára abruptamente.

Já o anterior Sword Art Online vs Accel World tinha problemas de som, e não me parece que foi desta que aprenderam. Tudo isto dá um aspeto amador e inacabado a um jogo que é dos mais divertidos da franchise.

 

Sword Art Online: Fatal Bullet | Juízo Final

A nova abordagem de centrar o enredo numa personagem original é refrescante. Sermos “nós” mas ao mesmo tempo sermos os donos do cobiçado ArFA-sys dá uma sensação de importância semelhante a um personagem da série.

Apesar da chata falta de cover system, o combate em Sword Art Online: Fatal Bullet é bom. Dinâmico, divertido, bem conseguido e refrescante depois de tantas espadas e magia. Recomendo vivamente aos fãs que procuram algo de novo na franchise, e àqueles que gostam de explorar e fazer as side quests.

Porém, o curto enredo principal acompanhado de várias falhas técnicas dão um aspeto inacabado ao que ainda assim é, na minha opinião, o melhor jogo de SAO até à data. Em grande parte porque não somos o Kirito.

 

Sword Art Online: Fatal Bullet - Análise Playstation 4

Porque é que, ultimamente, sempre que jogo um jogo fico com uma waifu nova?



 


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