Sword Art Online The Movie: Ordinal Scale – Análise

por Roberto Filho

Sword Art Online é um anime muito, mas muito polémico! Desde a sua primeira temporada que ele divide opiniões. Parece ser uma daquelas situações, ou se ama, ou se odeia. Mesmo assim SAO tem recebido adaptações para jogos e animes ao longo dos anos.

Eu sou um grande admirador da franquia, li até o volume 11 da Light Novel e assisti à primeira e segunda temporada duas vezes. Diferente do meu colega João Simões, eu dou notas um pouco altas para SAO. Então, preparem-se para uma pequena bajulação – talvez não muito merecida – a este anime!

 

Sword Art Online The Movie: Ordinal Scale - Análise - destaque

 

Sword Art Online The Movie: Ordinal Scale – Análise

Ordinal Scale chegou aos cinemas do mundo em 2017, 5 anos depois da primeira temporada. Escrito pelo próprio Reki Kawahara (Sword Art Online, Accel World) e dirigido por Tomohiko Itou (Sword Art Online, Gin no Saji, Boku dake ga Inai Machi).

A sua história passa-se entre os arcs Mother’s Rosary e Alicization, ou seja, entre os volumes 7 e 8. Com uma história totalmente original, ela não adapta nenhuma Light Novel. Ordinal Scale além de apresentar uma aventura completa, serviu de preparação para a terceira temporada.

 

Sword Art Online The Movie: Ordinal Scale - Análise - Gif

 

Ordinal Scale o ARMMORPG

Em 2026, 4 anos depois do trágico incidente no Jogo de Realidade Virtual: Sword Art Online, um novo dispositivo é lançado: o Augma. Augma é basicamente um par de óculos de realidade aumentada. Diferente da realidade virtual (VR) em que a consciência do usuário entra no jogo, a Realidade Aumentada (AR) depende da consciência acordada.

Ordinal Scale é um jogo para essa nova plataforma de AR, um ARMMORPG. Nele os jogadores disputam rankings por derrotar monstros e chefes de eventos. Asuna e todos do seu grupo, menos Kirito, logo entregam-se ao novo jogo. Claro que nem tudo são flores, antigos chefes de SAO começam a aparecer em OS.

Juntamente com esses chefes, Yuna, uma Idol de RA, começa a deixar estranhas mensagens para Kirito. Essas mensagens levam-no a descobrir que OS é muito mais que um simples jogo.

 

Sword Art Online The Movie: Ordinal Scale - Análise - Batalha

 

Um presente para os fãs

Creio que uma das maiores reclamações dos fãs quanto a SAO é que todas as mecânicas criadas em Aincrad morrem depois dos primeiros 15 episódios. Eu entendo essa crítica, ela é extremamente válida. Mas SAO trata-se de diversos jogos, e dessa forma diversas mecânicas. Aqui mesmo, em OS, temos uma nova mecânica apresentada.

Mesmo que, no filme, nós sejamos apresentados a um novo jogo e uma nova mecânica, esta assemelha-se muito o estilo de SAO. Nada de armas de tiro, nada de sabres de luz e principalmente, NADA DE FADAS. OS foca em armas mais simples como espadas e lanças. Esse facto, junto com os chefes de SAO, trazem todo um sentimento de nostalgia aos fãs.

Eu sempre falo: posso estar meio louco aqui. Mas para mim as lutas e animações de OS foram, não somente parecidas com a de SAO, mas as melhores da franquia. E ainda fomos presenteados com uma épica luta final.

 

Sword Art Online The Movie: Ordinal Scale - Análise - Kirito e Asuna

 

Pequenos deslizes

Óbvio que nada é perfeito, há algumas coisas que me incomodaram em OS. Duas cenas e um ponto básico, esse ponto básico pesa bastante. Vamos as cenas:

A primeira é a parte onde Silica canta, não achei necessária, não serviu para nada. Entendo que possam ter aqueles que gostam, mas para mim não serviu.

 

Sword Art Online The Movie: Ordinal Scale - Análise - Dança

 

A segunda é quando Asuna esta a tomar banho. Não havia a mínima necessidade dessa cena, ela não acrescenta em nada à história. Um “fan-service” vazio e desnecessário.

 

Sword Art Online The Movie: Ordinal Scale - Análise - Asuna

 

Ordinal Scale é um jogo vivido em Realidade Aumentada. Muito parecido com Pokemon Go. Nesse caso os personagens deveriam somente realizar movimentos que conseguiriam fazer na vida real. E é claro que isso não acontece. SAO sempre foi baseado no fato de que no mundo da VR, poderia-se fazer qualquer coisa, e na vida real não. Mas em OS temos cenas assim:

 

 

Isso incomodou-me bastante, entendo que para dar graça ao filme era necessário, mas para mim não fez sentido. Ignorando isso, o filme é bom.

 

Sword Art Online The Movie: Ordinal Scale – Análise | O julgamento final

Ordinal Scale é um bom filme, a animação é boa, as lutas ótimas. Mas ele é um SAO que sofre das mesmas coisas que os outros SAOs. O foco em Kirito e a falta de sentido de alguns momentos, faz com que seja uma visualização difícil para os mais críticos. 

Para os fãs, o tão esperado final de Aincrad encontra-se aqui (na verdade não). Pelo menos tivemos um gostinho do que havia sido Aincrad e também um vislumbre de Alicization. Só para atiçar a hype do povo!

Agora, digam-me: já viram Ordinal Scale? Gostaram? Não deixem de partilhar a vossa opinião!!

 

 


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