Mahoutsukai no Yome: Hoshi Matsu Hito – Análise

21 Setembro, 2017  Por Raquel Cupertino
0


Título: Mahoutsukai no Yome: Hoshi Matsu Hito (The Ancient Magus' Bride: Those Awaiting a Star) Adaptação: Manga Produtora: Wit Studio Géneros: Fantasia, Magia Ficha Técnica: Indisponível Primeiras Impressões: Indisponível     The Ancient Magus' Bride: Those Awaiting a Star (Mahoutsukai no Yome: Hoshi Matsu Hito) é uma OVA baseada no manga Mahoutsukai no Yome, de…

Mahoutsukai no Yome: Hoshi Matsu Hito - Análise

Enredo - 8
Personagens - 8
Produção Visual - 9
Banda Sonora - 8.5

8.4

Muito Bom

Pontos Fracos: - -

Pontos Fortes: Animação e Banda Sonora

Avaliação dos Leitores do ptAnime: 4.25 ( 1 votos)
8

Título: Mahoutsukai no Yome: Hoshi Matsu Hito (The Ancient Magus’ Bride: Those Awaiting a Star)
Adaptação: Manga
Produtora: Wit Studio
Géneros: Fantasia, Magia
Ficha Técnica: Indisponível
Primeiras Impressões:
Indisponível

 

 

The Ancient Magus’ Bride: Those Awaiting a Star (Mahoutsukai no Yome: Hoshi Matsu Hito) é uma OVA baseada no manga Mahoutsukai no Yome, de Kore Yamazaki. Trata-se de uma prequela cuja história central é totalmente nova, e aborda a trágica infância de Chise.

 

Mahoutsukai no Yome: Hoshi Matsu Hito - Análise

 

Sou fã incondicional da obra original desde os seus primórdios. É um manga magnífico, tão belo, complexo e original que é difícil de o comparar com as demais obras de fantasia e folclore japonês. E por ser algo tão raro e maravilhoso, deduzi que as minhas expectativas deveriam ser diminutas quanto a este original. Afinal, como seria possível ser melhor ou igual que o original? 

 

Mahoutsukai no Yome: Hoshi Matsu Hito - Análise

E não é que conseguiu equiparar-se!

 

Mahoutsukai no Yome: Hoshi Matsu Hito | Enredo

A mini-série tem início no período em que Chise começa a estudar magia, depois de conhecer Ruth e ter estado com Angelica. Ou seja, em termos de narrativa é totalmente inserida na história original, um spinoff com direito a desenvolver alguns dos painéis do passado de Chise que surgem nos primeiros capítulos.

Para quem não conhece o manga, ao longo dos capítulos são-nos revelados pequenos excertos do passado de Chise. Um deles aborda uma cena em que esta sofre de bullying por parte de duas crianças supostamente da sua família, Mahoutsukai no Yome: Hoshi Matsu Hito pega nestes painéis e cria um encontro mágico entre Chise e uma biblioteca, bem no meio da floresta.

 

 

A história é simples, no entanto, a forma como esta é contada dá um encanto incomensurável! Depois de sermos inseridos no contexto familiar e social da pequena Chise, somos confrontados com todos os problemas que a sua condição lhe provoca. Sentimos desespero, exasperação, surpresa, todo um conjunto de emoções aprimoradas pela magnífica gestão narrativa e visual.

Considero Mahoutsukai no Yome: Hoshi Matsu Hito um pequeno filme com todos os ingredientes para ser uma obra de relevo de animação japonesa. Sem querer spoilar, a história é realmente surpreendente, repleta de pormenores e um crescendo emocional e narrativo digno de obras como Ghibli. Claro que as semelhanças causadas pelo recurso do folclore japonês são uma benesse, mas acredito que, tal como eu, sintam aquela magia típica de grandes clássicos no desenvolvimento dos momentos chave da obra. 

 

Mahoutsukai no Yome: Hoshi Matsu Hito | Ambiente

Se já gostava da franquia, encontro-me rendida ao que o Wit Studio fez. Deram voz, animação e ainda mais magia a uma história já por si mágica. O estúdio já nos tinha dado provas da sua qualidade, afinal um dos meus filmes preferidos foi por eles produzido – Hal, para quem não conhece. 😉

No entanto, o nível atingido nestes três episódios consegue deixar-me completamente estupefacta.

 

Mahoutsukai no Yome: Hoshi Matsu Hito - Análise

 

A banda sonora fez-me lembrar, uma vez mais, a inspiração Ghibli tamanho o leque de sons, melodias e composições orquestradas espalhadas meticulosamente ao longo da OVA. Confesso que a ouvi por mais duas vezes só para saborear aquelas vozes célticas dos créditos e todos aqueles sons míticos embrenhados num universo entre os dois mundos.

 

 

Quanto à animação, bem, não há falhas, não há nada de mau, simplesmente tudo tão bom que fica complicado sequer descrever! Como leitora do manga posso dizer que toda a coloração encaixou na perfeição com o universo criado pela autora. As cores vibrantes dos cenários contrastam na perfeição com o negro dos “monstros”, todos os elementos mágicos do folclore foram transcritos na tela com uma mestria de fazer inveja.

 

Mahoutsukai no Yome: Hoshi Matsu Hito - Análise

 

Outro ponto de destaque foi a cinematografia presente nos vários planos de imagem, nas mudanças de posição da câmara e na fotografia. O sincronismo entre narrativa, animação e design de personagens fizeram com que a primeira fosse explorada a 100%, conseguindo comunicar sem palavras.

 

Mahoutsukai no Yome: Hoshi Matsu Hito - Análise

 

Mahoutsukai no Yome: Hoshi Matsu Hito | Juízo Final

Não aconselho a assistir sem conhecer o manga original e/ou anime por vários motivos. Além de não conhecerem nenhuma das personagens, não compreenderão o peso das suas falas, o seu significado, e muito menos conseguirão saborear a experiência em toda a sua plenitude. Mahoutsukai no Yome: Hoshi Matsu Hito está tão bem inserida na obra original que todas as falas estão relacionadas: uma simples frase a perguntar se é algo doloroso, possui uma carga dramática que apenas quem conhece o sabe.

Escusado será dizer que todos os que já leram o manga podem e devem assistir! Quanto aos restantes, ou lêem os primeiros 3 capítulos, ou esperam um pouco mais para assistirem aos primeiros episódios da série televisiva que estreiam já na próxima Temporada de Outono de 2017.

 

 

Comentários do Facebook









Também deverás gostar de




Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

12 − two =


Outras Histórias
Nova Manga de Masahito Soda em outubro! A edição de outubro da Monthly Shonen Magazine (Kodansha) é quem o afirma. Masahito Soda, criador da manga “Capeta”,...
Partilhas