Tsurezure Children – Análise

por António Costa
Tsurezure Children – Análise

 

Tsurezure Children – Análise | Raça destes garotos a apaixonarem-se…

 

Podemos todos concordar que a pior parte de anime romântica é tudo o que fica entre o romance, certo? As distrações com personagens secundárias, as aventuras que não têm nada a ver com nada (digamos, episódios em que vão à praia), tempo desperdiçado em “Será que vão, será que não vão” e romances potenciais que obviamente nunca vão resultar porque dá para perceber logo de início quem é que vai ficar com o protagonista, mas temos que vender figuras aos Otakus desesperados por isso vamos dar tempo de antena a essas raparigas.

*Insiram piada sobre literalmente qualquer anime romântica aqui*

 

Então, fica a pergunta: E se cortássemos as partes inúteis? Assim temos Tsurezure Children.

Não vale a pena falar da história de Tsurezure Children porque não há história. A série existe com um propósito: Romance. É sobre uma data de miúdos de liceu (porque são sempre miúdos de liceu) a apaixonarem-se e (eu sei que esta parte vai ser um choque por isso, preparem-se) A NAMORAREM!

 

Tsurezure Children – Análise

Ah… Isto traz-me memórias de… nunca.

 

Sim eu também fiquei chocado quando descobri que as pessoas em anime podem, de facto, namorar. E oiço alguns a perguntar :“Mas como é que uma série tem drama, se corta tudo o que está entre os momentos românticos?”. A minha resposta seria: varia consoante o romance.

Nalguns casos, temos romances que ainda estão na fase das pessoas se conhecerem, noutros vemos o início de namoros. Temos alguns dos únicos casos em anime de relações avançadas que envolvem certas e determinadas conversas sobre certos e determinados assuntos. A relação entre o Chiaki e a Kana quase coloca todos os outros romances em anime num canto, só por causa de uma cena.

 

Tsurezure Children – Análise

Se a primeira vez que tiverem sexo for divertido, é porque estão a fazê-lo mal. Isso é facto da natureza. Vai ser desconfortável e esquisito. Pelo menos, foi o que me disseram.

 

Cada episódio da série dura 12 minutos, garantindo que os momentos nunca têm que ser “esticados” e que as personagens não têm que ser comprometidas pela necessidade de preencher 22 minutos. Um episódio começa, faz o que tem a fazer e sai, sem gordura no meio.

Agora, porque me apetece, os melhores casais (em ordem de melhor para menos melhor):

O Akagi e a Ryōko: Aqui só precisava de pôr #RelationshipGoals e estava feito, mas mais vale pronunciar-me um bocadinho mais. Este é o melhor casal porque: 1. Estão a namorar e 2. Têm, na minha opinião, a relação ideal. Não sei bem porquê mas tenho uma coisa por relações com uma pessoa que se envergonha facilmente e outra que a chateia dizendo-lhe coisas amorosas. Sou um romântico, que posso eu fazer?

 

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O Takeru e a Kamine: PESSOAS TÍMIDAS APAIXONADAS É A COISA MAIS ADORÁVEL DO MUNDO.

 

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O Chiaki e a Kana: O momento do “não sexo” torna-os distintos entre os casais mas, infelizmente, não têm mais momentos assim. A cena da relação deles envolve estarem naquele estado de “awkwardness” perpétua, em que todos os adolescentes estão, mas nunca mais batem em momentos reais de relações adolescentes. O resto é só com beijos e assim.

 

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O Takurō e a Chizuru: Se alguma vez começarem a namorar, vão ficar em segundo lugar na minha lista. Mas se vou ser perpetuamente arrastado num romance “será que sim, será que não”, vêm para o fundo. Eu gosto da ideia de “rapaz normal com rapariga sem emoções” mas quero ver isso posto em prática numa relação. Tenham dó.

 

Tsurezure Children – Análise

 

A animação é exatamente aquilo que precisa de ser. É expressiva e simples mas acerta em coisas como movimento corporal e, digamos, um lábio a tremer antes de um beijo. São coisas pequenas mas eu acho que demonstram o esforço por detrás do projeto, que os animadores se deram ao trabalho de prestar atenção a certos detalhes. A minha maior queixa já vem da manga, que é a questão dos designs que a partir de certa altura começam a misturar-se uns com os outros. Pelo menos aqui temos cores para ajudar a distinguir toda a gente enquanto que na manga tenho que saber a diferença entre “rapaz com cabelo escuro” e “rapaz com cabelo escuro com um penteado ligeiramente diferente”.

A Banda Sonora provavelmente existiu mas, tirando o tema associado ao Katori, nada saltou à vista. A atuação foi boa de todos os envolvidos e a Kana Hanazawa parece determinada a aparecer em todos os animes de sempre.

Tsurezure Children pode ser visto equiparada a uma dose de heroína. É uma injeção rápida mas que oferece um tipo de pedrada muito específica. No caso de Tsurezure Children, essa pedrada é uma emoção chamada romance. É simples mas muito efetivo no seu propósito de “romance”. Uma coisinha para passar um bom bocado e depois avançar para outras coisas mais substanciais. E não há mal nenhum nisso. Todos nós precisamos de um descanso entre séries super “importantes” com montes de coisas a acontecer em cada episódio. Tsurezure Children é fofo, romântico e rápido. Tal como uma dose de heroína mas sem a parte em que ficamos viciados para a vida.

 


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Tsurezure Children – Análise

Enredo - 7
Personagens - 8
Produção Visual - 7
Banda Sonora - 5

6.8

Bom

Avaliação dos Leitores do ptAnime: 2.2 ( 2 votos)
7
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