A terceira geração do k-pop é capaz de ser uma das mais importantes, pois consolidou o género musical no espetro global. Nesta altura, grupos como BTS e BLACKPINK foram recebidos de braços abertos por uma maior audiência, uma demanda que se tem vindo a refletir nas eras seguintes.
Tornou-se comum ligar a rádio e ouvir êxitos como “Kill This Love” ou “Dynamite” a tocar. Os próprios artistas começaram a ser convidados – e nomeados! – para cerimónias de prémios dos Estados Unidos, como MTV Video Music Awards ou Grammy’s.
Mas tens conhecimento dos responsáveis que trouxeram à vida os temas e danças que definiram esta geração? Em parceria com o ptAnime, a K-Pop Covers Portugal traz-te todas as respostas, na perspetiva de uma compositora e um coreógrafo.
Nos próximos meses, a nossa equipa irá enaltecer as demais eras do género musical, de forma a demonstrar a sua evolução e impacto na comunidade de fãs — tema central da sétima edição da nossa gala anual de prémios, “K-Pop Covers Awards Portugal”, a realizar-se no dia 2 de março de 2024, no Auditório Francisco de Assis, no Porto (bilhetes já disponíveis!).
Damos-te, portanto, as boas-vindas ao STUDIO K-POP de JANEIRO!
Conhece os Mestres da Terceira Geração do K-POP – STUDIO K-POP

BEKUH BOOM
Nascida a 21 de junho de 1994, Rebecca Rose Johnson deu os primeiros passos na música aos 18 anos, quando assinou um acordo de publicação com a editora norte-americana Warner Chapell Music.
A partir desse momento, a cantora e compositora entrou em estúdio com vários músicos, incluindo o dinamarquês Christopher ou Jordin Sparks, vencedora da sexta temporada do programa ‘American Idol’, em 2007.
E como o mundo é pequeno… em 2011, Bekuh Boom havia tentado a sua sorte no formato, mas nunca passou das audições.
Um ano mais tarde, foi conectada à indústria sul-coreana, mais propriamente à empresa YG Entertainment, onde conheceu as trainees que, posteriormente, se tornariam as BLACKPINK.
A cantora é responsável pela maioria da sua discografia, um reportório que inclui canções icónicas como “Boombayah”, “Whistle”, “DDU-DU-DDU-DU”, “Ice Cream”, “Pretty Savage”, “Ready For Love”, entre outros.
Além dos hits do quarteto, Bekuh também trabalhou em outros singles da companhia igualmente bem-sucedidos: “Eyes, Nose, Lips” do Taeyang, “Island” de WINNER e “Fast Forward” de Jeon Somi, como também os solos dos membros Jennie e Lisa, “You & Me” e “Money”.
Fora da YG Entertainment, a compositora envolveu-se no álbum das K/DA – um grupo de k-pop criado com personagens femininas do videojogo ‘League of Legends’ –, que contém os clássicos “The Baddest”, “More”, “Villain” e “Drum Go Drum”.
Em outubro de 2023, Boom terminou o seu contrato de 11 anos com a Warner Chapell Music. A novidade foi anunciada pela própria, no seu Instagram. “Estou animada pelo próximo capítulo da minha vida!”, escreveu nos stories.
“Estou livre para ir e fazer o que eu quiser. Na verdade, é uma loucura. Espero que os próximos 11 anos sejam ainda maiores e mais brilhantes do que os últimos 11 (e espero nunca mais assinar contrato com nenhum sítio por 11 anos)”, acrescentou.
A forma sórdida como anunciou o término não foi bem recebida pelos BLINKS, fãs das BLACKPINK, que não perderam tempo a rebuscar e trazer à baila o facto de Bekuh Boom também ter deixado de seguir Jennie e Rosé nas redes sociais. Rapidamente, surgiram rumores de um possível atrito.
Na verdade, alega-se que a compositora teria ficado insatisfeita com as alterações feitas pelos membros em questão na faixa “Typa Girl”. Em 2022, a artista publicou um TikTok com letras completamente novas. “Sou a pessoa que elas ligam apenas quando precisam de ajuda”, apontou.
Mais recentemente, Boom tirou uma foto com o quarteto, após o fim da digressão ‘Born Pink Tour’, colocando um ponto final nos boatos. “Ver esta foto emociona-me e a minha mente enche-se de memórias (…) Às vezes, não consegues saber o quão significativo é um momento até olhar para trás”, expressou.
SON SEUNG DEUK
Son Seung Deuk é um coreógrafo sul-coreano de 39 anos, conhecido por trabalhar com os BTS desde a estreia do grupo, em 2013. No entanto, a sua carreira começou muito antes disso. Aos 16 anos, o bailarino aventurou-se no mundo da dança de forma independente e assim se manteve durante 10 anos.
A sua vida mudou quando, em novembro de 2009, assinou um contrato com a Big Hit Entertainment para se tornar o Diretor de Performance Criativa da empresa. Foi nesse momento que o artista conheceu os sete jovens que, mais tarde, se apresentariam como Bangtan Sonyeondan.
Os próximos 12 anos da vida do dançarino foram, sem dúvida, inesperados. Com o crescimento da popularidade do septeto, as expetativas estavam mais altas e a fasquia teria de ser aumentada a cada comeback. Em entrevista com o canal de YouTube OK KPOP, o coreógrafo expressou a dificuldade que sentiu nas eras “Fake Love” e “DNA”.
“O meu plano era montar a coreografia para que eu pudesse pegá-la e ensinar aos membros durante o intervalo entre os seus compromissos no Japão. Então, estou sob pressão para progredir, certo? De repente, ouvi dizer que a minha avó tinha falecido e não consegui terminar a coreografia. Corri para o hospital e depois voei para o Japão. De alguma forma, consegui reservar um tempo extra entre a programação deles para praticar e colocá-los no palco”, revelou.
Em contrapartida, houve momentos em que a inspiração surgiu de forma súbita. Quando os BTS preparavam o lançamento de “Spring Day”, em 2017, a ideia inicial não incluía uma dança oficial para o tema. Mas o artista tinha outros planos.
“Não importa o quanto eu pensasse sobre isso, simplesmente não fazia sentido não ter uma coreografia para um single, mesmo depois de ouvir o que o presidente Bang Si Hyuk disse”, explicou. Son Sung Deuk sabe como os fãs, apelidados de ARMY, aguardam pelas performances do grupo. Por isso, convenceu o CEO da Big Hit Entertainment a coreografar este regresso.
Todo o esforço foi recompensado! Em 2015, o bailarino tornou-se no primeiro coreógrafo de k-pop a realizar um Workshop de Dança nos Estados Unidos, em colaboração com a promotora de eventos, MyMusicTaste.
Entre 2018 a 2019, recebeu os seguintes prémios: “Best Performance Director” no Asia Artist Awards, “Best Choreographer of the Year” no Mnet Asian Music Awards, “Style of the Year – Choreography” no Gaon Chart Music Awards e “Favorite Music Choreography – Dynamite” no iHeartRadio Music Awards.
Em março de 2021, Bang Si Hyuk fundou o conglomerado sul-coreano de entretenimento, tecnologia e serviços, HYBE Corporations, para agregar as variadas empresas subsidiárias, incluindo a própria Big Hit, como também ADOR, Source Music, Pledis Entertainment, entre outras.
Apesar de continuar a trabalhar religiosamente com os BTS, Son Sung Deuk subiu de cargo e é agora Criador Executivo da HYBE America. Um dos seus últimos trabalhos foi a estreia a solo de Jungkook, com o êxito “Seven (feat. Latto)”. O artista também se envolveu em outros projetos como o programa Dream Academy.
Esperamos que tenhas gostado do STUDIO K-POP deste mês. Em fevereiro, a K-Pop Covers Portugal regressa para mais músicas e danças de k-pop, com todas as informações, detalhes e curiosidades sobre os mestres que as criaram. Aproveita e segue-nos nas nossas redes sociais, para ficares a par de todas as nossas novidades. Todos os nossos links encontram-se disponíveis aqui.
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