The Angel Next Door Spoils Me Rotten ou Otonari no Tenshi-sama ni Itsunomanika Dame Ningen ni Sareteita Ken passou-me ao lado no início da temporada. Li a sinopse e não me cativou, vi o poster e achei super genérico. Não houve nada que me fizesse clicar até que fui ver as classificações do MAL (só para estar mais ou menos a par do que andava popular na temporada) e não é que estava super bem classificado?!
Mais, a classificação andava no 8,5! Como assim uma classificação tão alta numa suposta comédia romântica de vida escolar?
Fui ver o primeiro episódio e…
ADOREI!

The Angel Next Door Spoils Me Rotten Não é Assim Tão Bom!
Achei o conceito bastante ao estilo Iyashikei, relaxante e doce. Tudo o que eu gosto. Mas então, se gostei assim tanto, porquê o título do meu artigo? Porque eu ter gostado do anime não significa que ele seja bom! Esta é a história de uma série que poderia ser muito e ficou no mediano bom.
The Angel Next Door Spoils Me Rotten – Sinopse
A história acompanha Mahiru Shiina, o conhecido “Anjo” da escola: notas perfeitas, maneiras/etiqueta perfeitas, de aparência perfeita. O sonho de qualquer aluno é ter ao seu lado o anjo Mahiru. Em contraste, temos Amane Fujimiya: o seu vizinho da porta ao lado. Um jovem recatado, que gosta de se manter nas sombras da sala, sem chamar muita atenção e sem se relacionar com os colegas. Os seus únicos amigos são Itsuki e a namorada deste, Chitose.
Apesar de viverem lado a lado, nunca trocaram uma palavra sequer… Isto até ao dia em que Amane vê Mahiru sozinha, a chorar num baloiço, sobre uma chuva torrencial.
Como resultado de ajudar a Mahiru (deu-lhe o guarda-chuva), Amane acaba com gripe, completamente sozinho em casa e incapaz de cuidar de si. Eis que surge um anjo (quase que literalmente) à sua porta: Mahiru decide retribuir o favor a Amane da melhor forma que sabe: mimá-lo e cuidar dele.
Eis que começa assim o dia-a-dia destes dois jovens vizinhos, agora a cooperarem um com o outro…
Mahiro é Best Girl ou será mais Waifu?
Como já deu para perceber a história é genérica, um plot básico de romance escolar sem nenhum atrativo aparente. Mas, como é claro, a euforia inicial da série teve alguma razão de ser e as personagens apimentaram-na um pouco.
O que mais me atraiu em The Angel Next Door Spoils Me Rotten foi o quão frontais eram os personagens. Apesar do aspeto todo Charlotte e o ambiente assim com aquele feeling mais Clannad, Mahiru não era nenhuma tontinha, e isso agradou-me muito.
Mahiru carrega a história – de diferentes formas e objetivos – e isso se provou ainda mais relevante no desfecho desta temporada. Ela não tem papas na língua e age de forma muito inteligente. Ela sabe que é idolatrada, sabe o que quer, de quem gosta, e não tem medo (excepto vergonha de adolescente vah) de avançar e admitir os seus desejos.
Claro que tudo isto com a aura de “anjo”, mas é difícil não nos apaixonarmos pela Mahiru. Afinal, toda a série é feita com esse intuito…
E eis o primeiro grande problema da série: um visual novel para nos apaixonarmos por Mahiru e torná-la nossa waifu.
Se tivesse mais que um interesse feminino jurava que seria uma adaptação de visual novel e não de light novel!
Basicamente, temos um “pãozinho sem sal” (Amane) a ser apaparicado, mimado de todas as formas, a ter a vida perfeita que qualquer jovem japonês sonha. Alguém que cuide dele, que cozinhe para ele, que arrume a casa, que lhe limpa os ouvidos e ainda lhe faz festinhas na cabeça.
Muitas situações são criadas com o propósito de nos fazer desejar estar no lugar do Amane. Vejamos a cena do tirar a cera dos ouvidos algo tão venerado socialmente no Japão. Qual a necessidade? Nenhuma. E este é apenas um dos exemplos. O pior é quando este tipo de cenas nos transmitem a sensação de serem forçadas. Do tipo: olha já que estamos aqui no sofá sentados sem nada para fazer… vamos fazer algo que sei que todos os homens gostam… Porquê gente???
E os diálogos? Vão do genérico ao genial num estalar de dedos – deve ser a componente light novel a bater de frente com a de visual novel. É, no mínimo, frustrante vermos o potencial de dialogos e de assuntos entre as personagens principais e secundárias e nada disso a acontecer. Há, inclusive, a adição de uma personagem a dada altura contudo fica tudo tão insípido que no final nem percebo o porquê de tanto trabalho a inseri-la…
Isto para não falar do passado dos nossos protagonistas que até me agradou – e eu que nem sou fã de drama – e que QUERIA ter visto mais, muito mais!
The Angel Next Door Spoils Me Rotten – Uma animação que vai do decente ao indecente
Para piorar a imersão foi impossível com esta animação…
Que raio de animação é esta gente? Tipo já não via uma poupança de frames tal desde aquelas adaptações manhosas de Visual Novels Otomes que sairam há uns anos (e depois lembro-me que Diabolik Lovers consegue ter uma animação melhor e é só triste…).
Sabem aquelas partes em que, para poupar frame, basicamente vemos o movimento de câmara deslizar sobre uma imagem fixa? Pronto, isso acontece em todos os episódios, por vezes mais que uma vez. Para não falar de má gestão de background/personagens, câmara, etc. Parece que se focaram em bons prints para promoção e de resto mantiveram o episódio a um nível que, atualmente, é abaixo da média.
Frustra-me porque até para mim foi incomodativo e se eu que não ligo muito a animação – nem percebo assim tanto – e consegui-me aperceber de diversas falhas, imaginem!
The Angel Next Door Spoils Me Rotten Não é Assim Tão Bom!
Vale a pena assistir a The Angel Next Door Spoils Me Rotten?
Eu gostei do anime. Por eu ter gostado do anime é que me irritou muito tudo o que foi mau aproveitado nele. Tinha o potencial para ser um doce iyashikei de romance onde acompanhamos o dia-a-dia dos nossos protagonistas, ou até um drama suave de dois jovens a curarem as feridas do passado com a ajuda um do outro e dos seus amigos que, lentamente, ganhavam confiança como vimos a ser feito (e tão bem feito) com Miyamura em Horimiya. Mas não.
As expectativas devem ser comedidas e deve-se saber com o que contar. O pacing é suave e muito agradável para quem procura um anime relaxante. O tom de voz é quase uma experiência de asmr, e há diálogos muito bons, sobretudo no que diz respeito aos protagonistas. A Mahiru tem falas que são um “drop the mic” incríveis e a história do Amane é muito interessante. Justifica muito bem a personalidade dele, o porquê de viver naquela casa, do não se relacionar, a falta de zêlo e confiança para consigo mesmo, etc etc.
O romance é um doce (não ao nível de Tsuki ga Kirei), com muita cena interessante e de nos colar ao ecrã.
E é por estas qualidades que vale a pena assistir e que, apesar de não ser assim tão bom, é um anime que – se conseguirem-se abstrair de tudo o que de menos bom tem o anime – será uma série relaxante e doki doki a adicionar aos catálogos de anime.
Análises
The Angel Next Door Spoils Me Rotten
A história acompanha Mahiru Shiina, o conhecido "Anjo" da escola: notas perfeitas, maneiras/etiqueta perfeitas, de aparência perfeita e Amane Fujimiya, o seu vizinho da porta ao lado e colega de escola.
Os Pros
- Personagens interessantes
- Background dos protagonistas
Os Contras
- Animação
- Falta de desenvolvimento da história
- Potencial das personagens pouco aproveitado