Giga Wrecker Alt. – Análise

por Xpop

Título: Giga Wrecker Alt.
Developer: Game Freak
Distribuidora: Rising Star Games
Plataforma: Nintendo Switch, PlayStation 4, Xbox One
Data de Lançamento: 2 de maio de 2019
Género: Plataforma

 

Na indústria dos videojogos, é muito fácil associar um jogo com o estúdio que o desenvolveu porque parte disso vem do facto que esses estúdios apenas desenvolvem um tipo específico de jogos.

Muitos estúdios acabam por desenvolver o seu signature style quando só publicam um certo tipo de jogo, mas existem casos em que um estúdio decide desenvolver um jogo fora do seu estilo para testar as águas em algo novo ou simplesmente por aborrecimento.

Um desses casos é a Game Freak que ficou conhecida por criar uma franquia de jogos odiada unanimemente por cristãos e a PETA, e lançou um jogo que não envolve maus tratos a animais irreais.

Em 2017 foi lançado para PC o jogo Giga Wrecker, um jogo completamente diferente de Pokémon, que surpreendeu muita gente pela positiva através das suas mecânicas interessantes.

Em 2019, a Rising Star Games lançou um porte para consolas denominado de Giga Wrecker Alt. e graças a eles iremos apresentar-vos uma análise deste porte.

Aqui fica a análise de Giga Wrecker Alt.

 

Giga Wrecker Alt. – Análise

Giga Wrecker Alt. - Análise

 

Giga Wrecker Alt. é um porte para as consola do Giga Wrecker, um metroidvania que mistura combate em 2D com puzzles que são resolvidos através das físicas do jogo.

Originalmente lançado para PC, Giga Wrecker Alt. traz 20 novos puzzles para o modo história e um novo tipo de dificuldade denominada de “Ironman.

 

Um jogo diferente

Quando uma desenvolvedora investe num jogo completamente diferente daquilo a que está habituada a desenvolver o público tende a ficar com um pé atrás devido a dúvidas se o jogo ficará assim tão bom.

Apesar de a Game Freak ter desenvolvido vários jogos com conteúdo diferente em cada um, ela será sempre lembrada por ser o estúdio dos Pokémons mas nunca deixa de ser interessante de jogar um jogo deles que não envolva enfiar monstros dentro de esferas.

 

Giga Wrecker Alt. - Análise

 

Giga Wrecker vem quebrar esse status quo ao apresentar uma ideia nova para o público.

O jogo tem a história clássica de os robôs formarem um exército e governarem sobre os humanos e terão de ser salvos por uma rapariga que viu o seu corpo combinado com a tecnologia desses robôs.

Inicialmente parece bastante genérica a história, mas o que acaba por dar um pequeno twist é a adição de time travel como mecânica e plot device que por si só pode ser um problema assustador, mas em Giga Wrecker acaba por encaixar de uma forma bastante inteligente.

A história pode não ser uma obra merecedora de um Óscar mas não é algo que impeça o jogador de experienciar o jogo.

 

Giga Wrecker Alt. – Análise | A beleza no 2D

Um dos grandes talentos que a Game Freak sempre demonstrou foi o de conseguir proporcionar aos jogadores uma grande experiência visual independentemente das limitações da consola.

Felizmente as consolas atuais não proporcionam tais limitações, como tal, Game Freak tem a oportunidade de mostrar algo visualmente apelativo.

 

Giga Wrecker Alt. - Análise

 

Giga Wrecker conseguiu realizar isso de forma soberba ao apresentar um artwork bastante bonito e original com uma palete de cores diferentes para cada área e uma trilha sonora simples mas eficaz que permite assim criar uma distinção entre as diferentes zonas em que estamos.

Outro detalhe interessante é o uso de imagens e caixas de diálogo nas cutscenes que dão um estilo único e bastante 2D ao jogo apesar de algumas vezes tornar-se aborrecido estarmos constantemente a ler.

 

Jogabilidade boa, mas sensível

Quando olhamos pela primeira vez para Giga Wrecker conseguimos ver alguns componentes base de muitos jogos do estilo metroidvania, mas é aí que descobrimos que este jogo tem mais do que aparenta ter.

Para além do clássico combate 2D, Giga Wrecker incluí várias secções de puzzles baseadas na física do jogo e é aqui que os problemas começam a surgir.

Um jogo physics-based é um jogo que envolve muito as físicas implementadas no jogo como gravidades, forças, velocidade, etc. e um dos problemas desses jogos é que muitas vezes nós perdemos uma peça essencial do puzzle ou essas peças têm que estar alinhadas de forma perfeita para finalmente completarmos o puzzle.

 

 

Giga Wrecker acaba por cair nesse problema. Quando destruímos um robô ou uma parte do cenário nós conseguimos apanhar sucata para formar um objeto ou uma arma que nos permita completar o puzzle como um cubo, uma lança ou uma broca.

Esses objetos são necessários para completar certos puzzles, mas muitas das vezes não conseguimos alinhar os objetos da forma correta e acabamos forçados a reiniciar o puzzle.

Giga Wrecker Alt. conseguiu fornecer uma forma de facilitar nesta experiência através de uma espécie de portal para reiniciar o puzzle nessa área em específico e de um robô que nos dá pistas de como completar o puzzle da forma correta.

Outro problema que Giga Wrecker apresenta é o excesso de loading scenes que são muitas, e com “muitas” quero dizer “demasiadas” loading scenes (itálico).

Muitas das loading scenes aparecem quando mudamos de área ou reiniciamos um puzzle e isso acaba por ser bastante desagradável para a experiência do jogador ou pior se incluirmos a frustração de ter de reiniciar um puzzle de cada vez que erramos.

Isto são erros que deviam ter sido resolvidos durante o desenvolvimento do porte porque se forem deixados por resolver, a experiência pode ser altamente afetada.

 

Veredito

Quando comecei a jogar Giga Wrecker Alt. eu tinha as expectativas altas mas à medida que ia jogando cada vez mais a minha frustração também aumentava devido às físicas do jogo contudo isso deve-se ao facto de ser um physics-based puzzle game.

O artwork é soberbo e bastante original e a história infelizmente sofre bastante por ser um pouco genérica ao início e por incluir time travel de uma forma mais confusa que um Drowzee numa máquina de lavar a roupa.

No fundo acho que Giga Wrecker Alt. é um bom jogo e que tem potencial para ser melhorado mas não é algo que inspire para ser jogado uma 2° vez.

 

 

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