BTS – Álbum “Map of the Soul: 7” Análise K-Pop

por Baltas
BTS - Álbum "Map of the Soul: 7" Análise K-Pop

Mais uma análise de álbuns de K-pop a caminho! Como já foi explicado no artigo anterior, esta análise é feita aos olhos de um ouvinte e apreciador de K-Pop. Não sou músico, nem tenho qualquer formação em música.

Nesta análise darei a minha opinião quanto às várias músicas presentes neste álbum completo e, caso exista, do MV da música. Como fiz com o álbum single “XII” da Chungha, irei mostrar o álbum em si e o conteúdo que traz! Após análise individual a cada uma, será feita uma geral ao mesmo.

Neste artigo, o álbum selecionado foi um dos mais antecipados de 2020, o “Map of the Soul: 7” dos BTS.

 

BTS – Álbum “Map of the Soul: 7” Análise K-Pop

BTS - EP "Map of the Soul: 7" Análise K-Pop

 

Conteúdo do Álbum

Este álbum foi lançado no dia 21 de fevereiro de 2020. Na seguinte imagem podem ver a parte da frente do álbum e esta pode ser enganadora pois ele tem um tamanho maior do que aparenta. Eu escolhi a versão 2 pois é aquela cujo conceito me agradou mais.

 

BTS - EP "Map of the Soul: 7" Análise K-Pop BTS - Álbum "Map of the Soul: 7" Análise K-Pop

 

O CD é bastante semelhante à capa do álbum, diz-nos o nome e a versão do mesmo.

 

BTS - Álbum "Map of the Soul: 7" Análise K-Pop

 

Este álbum traz um poster que vem dobrado, não gosto quando isso acontece mas realmente não vejo outra maneira deo incluir.

 

BTS - Álbum "Map of the Soul: 7" Análise K-Pop

 

Estão presentes as notas que os BTS já nos têm habituado nos seus álbuns, um livrete com a letra das músicas e uma folha que é para colorir. Sim, leram bem, uma folha para colorir.

 

BTS - Álbum "Map of the Soul: 7" Análise K-Pop

 

A parte que pode interessar a mais gente, o photocard e postcard (se houver). No meu caso, calhou-me um photocard do RM e um postcard de um dos 4 conceitos já divulgados. É incluída também uma folha com imensos autocolantes para quem gostar de dar uso a isso.

 

BTS - Álbum "Map of the Soul: 7" Análise K-Pop

 

Em seguida, será mostrado um conjunto de fotos do livrete típico, mas ao mesmo tempo atípico, com as sessões de fotos do conceito em causa. Digo que este livrete é atípico porque não é o comum, em formato de livro agrafado mas, ao contrário, são folhas soltas, dando uma imagem de posteres de pequena dimensão, dobrados ao meio, dando a parecer que se trata de um livrete.

 

BTS - EP "Map of the Soul: 7" Análise K-Pop

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Estando concluída a exibição do conteúdo físico do álbum, passemos então para a análise às faixas que o compõem.

 

BTS - Álbum "Map of the Soul: 7" Análise K-Pop

 

01. Intro: Persona

 

A quantidade de flasbacks que esta música traz é impressionante. Esta é uma das músicas que os BTS trouxeram do seu álbum anterior “Map of the Soul: PERSONA” e é uma escolha particular e curiosa.

O MV faz referência a muitos dos anteriores lançamentos dos BTS, fazendo menções tão para trás, chegando à altura do debut do grupo,  especialmente se prestarem atenção ao quadro que está atrás do Namjoon. A própria sala de aulas onde o RM está, lembra-me um pouco dos primeiros anos do grupo, com faixas como “No More Dream” e “Boy In Luv“.

Falando um pouco sobre a letra, o RM questiona quem ele é realmente e se consegue manter o ritmo em relação à sua figura pública, enquanto líder e rapper dos BTS.

Esta intro para álbum tem um som bastante influenciado pelo hip-hop (sem surpresas aí). Tem uma batida muito própria para o rap do RM, num ritmo acelerado e animado que é complementado com o estilo também animado dos versos do Namjoon. (Penso que será escusado explicar porque uso RM e Namjoon).

 

02. Boy With Luv

 

Uma música que é totalmente dedicada aos fãs, um autêntico presente dos BTS. A faixaprincipal do primeiro álbum da saga “Map of the Soul” e anterior álbum do grupo “Map of the Soul: PERSONA“, que conta com a participação da cantora norte-americana, Halsey.

Comecemos pela coreografia, algo que é de notar, pois esta pode parecer mais simples quando comparada com o vasto reportório de coreografias dos BTS e conhecendo a capacidade dos membros do grupo, no entanto, isto acontece de propósito pois eles queriam dar aos fãs uma coreografia que toda a gente pudesse aprender, de forma a que todos dançassem juntos, BTS e ARMY.

Quanto ao instrumental, tenho a dizer que fiquei extremamente hyped quando vi o trailer desta música e foi mostrado um pequeno excerto. Gosto bastante deste instrumental, é sem dúvida algo com o estilo pop escrito em todo o lado, disso não tenhamos dúvidas, esta música foi mais um assalto do grupo ao mercado norte-americano que, pelo que temos visto, pareceu ter sido um sucesso. Uma das minhas partes preferidas desta faixa é o rap break do Suga, está soberbo o flow dele e o estilo que ele espalha no MV.

Quanto ao MV, muita gente poderá ter ficado desiludida com a participação (ou falta dela) da Halsey, mas devo lembrar que esta música tem uma versão no YouTube e uma versão do Spotify (esta última em que a Halsey tem uma participação mais ativa). Devo ainda referir que o Jimin está a arrasar neste vídeo, tanto a nível de visuals, o carisma que transmite e a sua contribuição geral para o MV.

 

03. Make It Right

 

Esta foi uma das músicas que eu mais gostei do anterior álbum do grupo e na qual o Ed Sheeran participou ao nível da produção.

Adoro o bass deste instrumental, parece tão distorcido mas que assenta muito bem e com as restantes partes do mesmo. Uma música muito chill, também capaz de nos fazer dançar, embora não tenha propriamente o som para isso. Gosto da participação de todos os membros, acho que não há nenhum que se destaque dos restantes.

Posteriormente ao lançamento do álbum “Map of the Soul: PERSONA“, surgiu uma nova versão desta canção, com a participação do cantor Lauv. Também recomendo ouvirem essa, no entanto, continuo a gostar mais da versão original.

A letra desta música retrata tópicos como o amor, a amizade e as memórias.

 

04. Jamais Vu

 

Um grande exemplo que demonstra como os BTS também sabem fazer baladas capazes de nos deixar a chorar rios, a Jamais Vu” já tinha sido uma das minhas favoritas no álbum anterior e fico muito contente por poder voltar a ouvi-la neste álbum.

Uma faixa composta apenas por 3 dos 7 membros, o Jin, o J-Hope e o Jungkook, sendo que o Jin e o Jungkook tratam nos fazer chorar com os vocals mágicos e o J-Hope move corações com o sentimento que transmite nos seus versos emocionais.

Num instrumental aparentemente calmo, já carregado de emoção, após o primeiro refrão, aquando da parte do J-Hope surge um bass e a restante instrumental que me deixou de coração caído e, capaz de melhorar ainda mais algo que, bem no meu coração, eu já considerava perfeito.

Quase um ano a ouvir esta faixa e continuo a ficar absolutamente arrepiado com isto, isso é o verdadeiro sinal do impacto de uma música numa pessoa.

 

05. Dionysus

 

Um autêntico hino de festa dos BTS e uma faixa que alvo de inúmeras atuações memoráveis, quer nos music shows, quer nos espetáculos de entrega de prémios de final de ano.

Vestidos a rigor, os membros trazem também o seu A-game para esta música, demonstrando algum swagger que é totalmente natural neste estilo e até necessário para transmitir a imagem correta, as expressões faciais incríveis, uma coreografia de deixar muitos queixos caídos e uma letra que retrata um autêntico banquete festivo pela noite dentro.

 

06. Interlude: Shadow

 

Esta foi uma das 3 faixas que foi partilhada antes do lançamento do álbum. Um música a solo do Suga que demonstra todas as suas qualidades enquanto parte do grande trio de rappers dos BTS. Sempre considerei o Suga como um rapper com grande capacidade de cativar através da sua entrega, na emoção que expressa através dos seus versos e “Interlude: Shadow” é um exemplo perfeito disto. Para além do seu rap, podemos ouvir um pouco das habilidades vocais dele – que gostei!

Através de um instrumental profundo e algo sentimental, o Suga consegue falar-nos um pouco da sua história enquanto membro dos BTS, os seus desejos quando começou e os de agora.

Esta faixa passa por uma mutação significativa nos momentos finais, passando para algo mais agressivo e violento mas, mesmo assim, de grande qualidade, mostrando também a variedade e capacidade de adaptação deste rapper.

 

07. Black Swan

 

O single principal deste álbum, a faixa completa que o grupo partilhou com os seus fãs e com todo o mundo antes do lançamento do álbum.

Através de um bass profundo e impactante, uma instrumental algo simples mas eficaz e sons asiáticos criados através do instrumento de cordas utilizado, o grupo conseguiu moldar uma melodia viciante, muito relaxada mas capaz de nos fazer dançar subtilmente ao mesmo tempo.

Aconselho a quem tenha gostado bastante de “Black Swan” (como eu), que veja a atuação que o grupo fez no programa “The Late Late Show with James Corden“, podendo fazê-lo aqui ou a ver a coreografia de uma forma mais pormenorizada, aqui!

Quanto ao MV oficial, que foi lançado há pouco tempo, tenho a dizer que estou absolutamente pasmado com o conceito que o grupo optou por utilizar. Um conceito elegante, um pelo qual eu já esperei durante muito tempo que os BTS lançassem e só veio reforçar a minha ideia de que estes rapazes são lindos como tudo. Conseguiram conjugar a dança já vista anteriormente, um improv do Jimin que demonstrou nesta coreografia, uma das suas especialidades que é a dança contemporânea, uns visuals absolutamente deslumbrantes e um cenário muito bonito, um enorme salão de espetáculos, que foi usado em todo o seu potencial.

É bom ver a capacidade de variar o ritmo das músicas que o grupo tem ao produzir esta faixa muito mais calma, relativamente à sua última, Boy With Luv“.

 

08. Filter

 

Cá está mais uma das faixas a solo e desta vez, o membro em destaque é o Jimin, com “Filter“.

Começando somente acompanhado pelas cordas de uma guitarra, criando uma espécie de vibe latina ao início, até mesmo pela forma como estava a cantar. Surge, posteriormente, o restante instrumental, acrescentando pouco (não num sentido pejorativo) à música no que toca a profundidade da faixa.

Com uma letra um pouco “picante”, principalmente no primeiro verso, o Jimin pede que seja focada a atenção da outra pessoa nele e expressando que ele será o filtro que pode mudar o mundo da outra pessoa. Sinto que através dos vocais do Jimin ele foi capaz de apimentar a música por causa da emoção com que cantou e transmitiu através da sua voz.

 

09. My Time

 

Chegamos a uma das faixas que pessoalmente antecipei muito e não fiquei desiludido.

Esta música é bastante groovy, um instrumental um pouco mais complexo, com um bass profundo e com o Jungkook a variar um pouco na forma como canta.

Fiquei muito contente e revelo, algo emocionado à medida que lia a letra. Esta faixa reflete um pouco da progressão do Jungkook como membro dos BTS, em como este mundo parecia muito grande ao início, no entanto ele continuou a correr em frente – e está a construir o seu próprio futuro.

Nas minhas análises eu tento manter-me o mais imparcial possível, mas devo admitir que sinto um carinho especial quanto ao Jungkook e esta música ganhou um lugar especial no meu coração.

 

10. Louder than bombs

 

Uma batida obscura durante o início , deixou-me bastante intrigado e a estranhar um bocado.

Pensei que o ambiente fosse aliviar um bocado mas manteve-se tenso (não no sentido pejorativo) durante toda a faixa, algo que, como já disse, foi estranho ao início mas depois comecei a gostar. A instrumental desta música está muito boa, um bom bass que não é tão agressivo mas mais profundo, dando e passo a redundância, uma sensação de profundidade.

Uma das coisas que me chamou bastante à atenção foi a forma como o refrão foi cantado: em conjunto e de uma forma bastante única.

Os 3 rappers acrescentam tanto à música mesmo parecendo que estão a sussurar, é impressionante como todos estes fatores se conseguem conciliar para criar esta melodia.

 

11. ON

 

A faixa-principal deste álbum.

Desde o início da música, o que salta à vista (neste caso ao ouvido), é o orgão que faz parte da instrumental, que acrescenta uma sensação de grandeza, que a eleva para algo maior do que tudo o resto.

Quanto à música em si, devo dizer que a minha parte favorita é, sem sombra de dúvida, o rap break do J-Hope, até mesmo pelo swagger que ele traz, a própria forma como ele anda, no MV, a forma como dança, cada movimento calculado e feito com a maior das qualidades, reforça a noção de que estamos perante um dos melhores dançarinos em todo o K-Pop nos dias de hoje.

Quanto ao MV, faço uma vénia à Big Hit pelo trabalho feito, que mesmo parecendo algo extremamente simples, por causa de ser tudo realizado num só cenário, com o grupo, os dançarinos e uma banda, foi TUDO pensado ao mais pequeno detalhe. O dance break está absolutamente soberbo, englobando não apenas os membros com habilidades de dança melhor desenvolvidas, mas todos eles.

Um dance break que foi seguido por um segmento onde o Jungkook rasga tudo o que é escalada de classificação vocal, com o que considero ser uma das suas melhores partes em qualquer vídeo dos BTS. A entrega que ele tem para com a sua parte, a emoção que ele deposita em cada palavra, as expressões faciais durante todo o momento, é realmente a obra de uma estrela estabelecida mas que também que continua em ascensão, que com os restantes membros compõem o grupo sensação que está a levar todo o mundo à loucura, arrastando marés atrás para onde quer que vão.

 

12. UGH!

 

Mais uma música do trio de rappers mais famoso atualmente em todo o K-Pop.

Este é exatamente o som que eu estava à espera quando vi que isto tratava-se de uma unit track (música específica a apenas alguns dos membros do grupo). Um som mais agressivo, um ritmo muito acelerado, perfeito para os versos rápidos, nos quais qualquer um dos rappers dos BTS são exímios executantes.

Acredito que esta música venha trazer bastante variedade a este álbum, pois estou certo que pouca gente estivesse à espera que os BTS regressassem a este estilo de música.

A raiva parece ser o principal tema motivador desta música. Os rappers descrevem como a raiva pode motivar (maioritariamente de forma negativa) as pessoas e as suas intenções. Comentam como o mundo parece estar consumido por ela e como parece que, hoje em dia, já ninguém vive sem essa emoção.

 

13. 00:00 (Zero O’Clock)

 

E porque não fazia sentido dar uma unit track só aos rappers, aqui está outra, para os vocals.

Uma instrumental, mais uma vez, perfeita para quem a vai “usar”. Não é muito complexa nem usa níveis de som muito elevado pois acredito que o pretendido seja dar prioridade à própria voz do Jungkook, Jin, Jimin e V.

Um pequeno aspeto que, pelo menos para mim, faz uma diferença imensa, no início da música, a forma como é acrescentada uma pequena distorção ao que parece ser um instrumento de cordas a tocar no plano de fundo, que causa muito impacto na música e em quem a ouve.

Algo que também quero referir sobre a instrumental é que, por causa da forma como foi composta, dá uma sensação de profundidade, espaço vazio onde ecoa, um espaço criado para transformar as vozes dos membros em algo mais poderoso, algo angelical.

A letra retrata uma situação completamente relacionável. Um dia que independentemente do que seja feito, parece impossível que corra bem, sentimos-nos tristes, sem saber para onde nos virar, o que fazer, sentimos-nos desesperados. Dias como estes acontecem a qualquer um, mas devemos entender que melhores dias virão e como os membros dizem na letra “and you’re gonna be happy“.

 

14. Inner Child

 

Mais um palco para o V demonstrar a sua voz única.

O instrumental desta música é razoavelmente simples, com poucos instrumentos usados e poucos sons acrescentados ao compor-se a faixa; tirando o refrão, em que obviamente é onde se aglomera tudo para que seja causado o maior impacto possível no ouvinte. A minha parte favorita desta música é mesmo o refrão, sinto que está carregado de emoção e o V possui uma voz muito caraterística, que considero ser mesmo boa para este tipo de músicas.

Após de a ter ouvido cerca de 3 vezes seguidas, considero que seja uma faixa sentimental mas não especificamente triste; aquele sentimental que nos deixa com um pequeno sorriso, mesmo que com a lágrima no canto do olho.

 

15. Friends

 

Logo a partir da pequena contagem decrescente do Jimin, percebi que esta seria uma de duas: uma faixa mais jazzy ou então algo mais alegre mas com um undertone relaxado e, realmente, ficou-se por esta última.

Acho que as vozes do V e do Jimin complementam-se muito bem, pois o V tem a sua voz muito caraterística em que consegue atingir um “som” muito profundo, enquanto que a voz do Jimin é especialmente propícia a atingir notas altas.

Esta música é um hino à amizade. Acho que todos pensamos que teria algo a ver com esse tópico, quando vimos o título e realmente confirma-se. Retrata as várias fases pela qual uma amizade passa, os momentos maus e os bons também. Um dia dois amigos odeiam-se e, no outro, não conseguem passar um sem o outro.

Adoro o facto de serem incluídos aspetos pessoais da amizade entre os dois membros (presumo eu!), pois cria um sentimento de empatia para quem ouve a música.

 

16. Moon

 

Vou ser honesto: quando vi que o Jin tinha uma música a solo neste álbum, veio-me logo à cabeça a “Epiphany” do álbum “Love Yourself: Answer“, ou seja, uma faixa triste, carregada de emoção… mas não! Esta é alegre e, se é que percebi bem a letra da música, uma pequena dedicatória do membro dos BTS para o fandom do grupo! (Sem dúvida, um gesto muito bonito por parte do Jin)

Esta canção tem um instrumental que eu acho muito curioso, pois possui aquela vibe de música que pode perfeitamente ser tocada numa noite de verão, num grupo de amigos, à volta de uma fogueira (espero que estejam a imaginar esse mesmo cenário, tal como eu!).

 

17. Respect

 

Como assim uma música dos rappers em que o J-Hope não está incluído!?

Ri-me bastante quando ouvi aquele record scratch típico de uma música hip-hop dos anos 90 e fiquei logo a gostar dela. Tem uma vibe muito chill e alegre. Possui todos os aspetos de uma boa música hip-hop, um bom flow por parte dos rappers, o instrumental porreiro e viciante, os adlibs totalmente normais em algo deste género e não nos podemos esquecer do clássico record scratch.

Pelo que entendi, ao ler a letra, “respeito” é uma palavra que é dita muitas vezes hoje em dia, mas também bastantes vezes é utilizada sem se saber o significado ou sem ser dita com a devida intenção. Acho também que esta música retrata o respeito mútuo entre estes dois grandes rappers e companheiros de grupo.

 

18. We Are Bulletproof: the Eternal

 

Os mais atentos vão reparar que parte do título faz referência a uma antiga música dos BTS com o mesmo nome, no entanto, a referência que é feita fica-se apenas pelo título, pois a instrumental e a vibe nada têm a ver.

Só o título desta música dá-me a sensação que é o culminar de todos os anos de desafios, dificuldades e felicidades que o grupo viveu, algo que se confirma com a letra.  Tudo o que os membros passaram, as noites acordados a trabalhar, em como no início eram apenas sete, mas agora são milhões, juntos.

Tenho a dizer que esta música tocou-me no coração. Tento manter-me imparcial nas minhas análise, mas como um grande fã que sou dos BTS, não consigo sê-lo depois de ouvir uma música destas e de ler a letra. A única coisa que eu não gosto sobre esta faixa é parecer-se imenso com uma despedida, porque de resto, está impecável.

 

19. Outro: Ego

 

A outra música que foi partilhada antes do lançamento do álbum, juntamente com “Shadow” e “Black Swan“, a “Ego” é mais uma faixa a solo, colocando os holofotes no J-Hope.

Um som bem típico do J-Hope, que faz-me lembrar muito da sua mixtape, no sentido em que tem o mesmo vibe que as músicas que lá estão presentes. Uma instrumental alegre, cheia de energia e com a vibe típica do J-Hope com o seu estilo de rap. Um autêntica festa, tanto na música quanto onde quer que ela seja tocada, é inevitável que aconteça.

Para quem prestar atenção o início do MV, é feito um rewind desde o “agora” até ao início do grupo, com o MV “No More Dream”. Tenho de dar nota dos visuals do J-Hope neste vídeo, estão incríveis e cumprimentos para quem tratou do guarda-roupa. É impossível uma pessoa não ficar animada com aquela cena do perfil lateral do J-Hope em que ele olha para a câmara e sorri, é contagiante.

 

20. ON (Feat. Sia)

 

Não irei tecer uma análise muito expressiva desta faixa, visto que já o fiz anteriormente, na versão principal da “ON e uma vez que também que o que é alterado nesta versão, é a inclusão da Sia, que considero uma grande artista, com uma enorme capacidade vocal.

 

As minhas músicas favoritas?

  • ON
  • My Time
  • 00:00 (Zero O’Clock)
  • We Are Bulletproof: The Eternal

 

E vocês, o que acharam deste álbum? Quais foram as vossas músicas preferidas? Comentem abaixo!

 

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