Título: Rolling Girls
Adaptação: Original
Produtora: Wit Studio
Géneros: Slice of Life, Comédia, Seinen
Ficha Técnica: Disponível
Opening Rolling Girls
“Tsuki no Bakugekiki” – The Rolling Girls

Rolling Girls | Enredo
Gainax é provavelmente um dos grande pioneiros, ou até o pioneiro deste género, quando nos lançou para cima da mesa uma obra com o formato irreverente de FLCL (Furi Kuri). Ainda que, de certa forma, seja um género ainda inexplorado, a verdade é que quando uma (boa) produtora tenta fazer o seu “FLCL”, tende a executá-lo com qualidade e graciosidade. Mas bem, embora fosse muito agradável ficar aqui a divagar sobre as obras deste género como Panty & Stocking with Garterbelt (Gainax), Dead Leaves (Production I.G), Kill la Kill (Trigger), vamos ao que importa: Rolling☆Girls!
A história desta obra é algo que, para já, será difícil de descortinar. Sabemos à partida que os eventos que estamos a seguir, passam-se uma década após a grande guerra que tomou lugar em Tóquio. Poucos momentos antes desta guerra atingir o seu fim, os grande líderes e poderes, assim como os elementos pertencentes à classe social mais alta, desapareceram sem deixar qualquer tipo de rasto. Assim sendo, o Japão tal como o conhecemos foi dividido em dez estados independentes, que adotaram as suas próprias cores. Porém, esta paz foi demasiado efémera, rapidamente surgiram líderes que ganharam a vontade de conquistar os estados vizinhos para aumentar o território. Com isto surgiram vilões egoístas e heróis altruístas.
Esta é mais ou menos a temática que nos é fornecida, portanto não é possível concluir se vão abordar ou não temas mais complexos, pelo que para já, a desenvoltura do enredo percorre um linha aleatória sem grande direção. Isto podia (e pode) ser visto como um elemento negativo. Contudo, os apreciadores de narrativas aleatórias bem construídas, cozinhadas com boas pitadas de referências a grandes épicos e muita comédia, não vão querer deixar passar este possível clássico ao lado.
Rolling Girls | Ambiente
Para começar, quero esclarecer a quem se possa ter perdido na minha epifania anterior sobre obras com este tipo de atmosfera. Rolling☆Girls não está a ser produzida/criada pela Gainax, Trigger ou Prodution I.G, mas sim pela excelente (e recente) produtora, Wit Studio, que nos trouxe para os ecrãs Attack on Titan.
Posto isto, esperar uma qualidade acima da média no que diz respeito ao departamento técnico, não é realmente pedir muito destes estúdios. Ainda assim, reinventaram-se, e entregam-nos um visual completamente fresco, com um universo preenchido por todas as cores do arco-íris e mais algumas. O design de personagens na sua maioria não é nada de novo, todavia, no que diz respeito às personagens principais, nota-se o destaque, alguma originalidade e mais trabalho no pormenores.
Outro grande ponto forte, e talvez o mais forte de todos os departamentos: a animação! É-nos apresentada num ritmo brutalmente acelerado, principalmente nas cenas de grande ação. As batalhas possuem coreografias incrivelmente polidas, com movimentos perceptíveis criados com auxilio de alguns slow-motion bem épicos.
Rolling Girls | Potencial
O tom da história não se leva demasiado a sério, tentando manter o público interessado enquanto o afasta dessa possibilidade. Ou seja, mostra-se absurdo e sem grande nexo, mas ao mesmo tempo é contido, o que dá origem a uma agradável e relaxante mixórdia.
Segura então o potencial bem acima da média, com bilhete de possibilidade de se tornar um dos grandes da temporada, o que, no entanto, irá depender apenas da forma como prosseguirem com a abordagem narrativa.
Recomendo este anime, como já referi, a todos os fãs e apreciadores de obras semelhantes às acima citadas. Se não conhecem nenhuma daquelas obras, recomendo esta a quem quiser desligar o cérebro e simplesmente apreciar arte que traz sorrisos como bónus.
Análises
Rolling Girls
Excelente animação acompanhada de uma narrativa aparentemente aleatória.
Os Pros
- Produção Visual
- Banda Sonora
Os Contras
- Personagens
- Enredo