Akame ga Kill! | Primeiras Impressões

por Renato Sousa
Akame ga Kill! - Night Raid

Título: Akame ga Kill!
Adaptação: Manga
Produtora: White Fox
Géneros: Ação, Aventura, Fantasia

 

Akame ga Kill! | Opening

Skyreach – Sora Amamiya

 

 

Enredo

Num mundo fantasioso, Tatsumi é um jovem guerreiro que, certo dia, juntamente com dois amigos, parte em direção à capital da sua região, com o intuito de ganhar dinheiro e assim poder ajudar a sua vila que atravessa graves dificuldades financeiras.

Todavia, ao contrário do que Tatsumi julga, a Capital é um local muito perigoso e que há muito foi assolado pela corrupção. A prova viva disso mesmo surge diante do rapaz logo nos primeiros dias, quando a família que o acolhera é atacada pelos Night Raid – grupo secreto que luta contra a corrupção no local. Após perceber a realidade das coisas, Tatsumi acaba por juntar-se aos Night Raid, prometendo ajudá-los dali em diante no combate ao crime e à corrupção, que parte particularmente dos que pertencem à alta sociedade.

 

Akame ga Kill!

 

O enredo de Akame ga Kill! conseguiu cumprir nestes primeiros minutos aquele que é objetivo principal comum a todas as séries na sua estreia: cativar o espectador! A não ser que ação misturada com crime e alguma fantasia não sejam o nosso estilo, a série é inevitavelmente agradável. O primeiro capítulo acaba com uma reviravolta na história que mesmo aqueles que leram anteriormente a sinopse não conseguiriam prever. A forma como somos iludidos ao longo dos primeiros 20 minutos é fantástica. É mesmo complicado desconfiar, não apenas pela inocência das personagens como também pelos diálogos. A maior prova disso é quando Tatsumi fala com os guardas da casa onde encontrou guarida e estes falam da corrupção que engoliu a Capital. Os ditos soldados fazem parte dessa mesma corrupção, colaboram nos esquemas e, no entanto, dizem aquilo com uma facilidade incrível. Muito bom!

Há também que dar valor à construção das personagens que fazem parte dos “Night Raid”. Todas elas parecem ter o seu próprio estilo e forma de combate, o que poderá vir a enriquecer a série ao longo dos episódios e evitar assim saturação nas lutas. Por outro lado, fica a dúvida sobre que tido de inimigos vão surgir. Sendo por defeito pessoas ricas e com poder, é difícil imaginar pessoas pertencentes deste grupo da sociedade a lutarem contra Akame e companhia. É possível sim, mas inusitado.

O que acabou por me desagradar em termos de desenvolvimento foi a facilidade com um caso sério vira uma brincadeira. Mais do que uma vez, cenas sentimentais e de horror foram basicamente interrompidas por comentários e atitudes das personagens que visam divertir o espectador. Sinceramente, este tipo de intervenção nunca me agradou, não nas cenas mais importantes e dramáticas de um capítulo. Constatar este facto e perceber que vai ser frequente até ao final de Akame ga Kill! deixa-me um pouco desapontado.

 

Akame ga Kill! - Tatsumi

Tatsumi

 

Ambiente

Aqui parece-me pertinente sublinhar a parte do “mundo fantasioso” que referi no início destas primeiras impressões, pois é o termo mais adequado para qualificar o ambiente de Akame ga Kill!. Quero com isto dizer que a forma como as personagens estão desenhadas e tudo o que preenche o redor da cena não parece particularmente real, desvalorizando um pouco os acontecimentos mais sérios e intensos da história. Não existe um grafismo tipo Death Note, Code Geass ou até Steins;Gate e acho que por essa diferença o anime perde um pouco, visto que está inserido num contexto de crime, suspense e com vários homicídios em perspetiva.

Relativamente ao Opening e Ending, os dois estão longe de ser brilhantes. Diria que são muito ao estilo daquilo que são as Aberturas e Encerramentos tradicionais das séries, o que os leva pouco além do satisfatório. A banda sonora em si ainda permanece uma incógnita, pelo que os seus juízos de valor ficarão para mais tarde.

 

Akame ga Kill!

Akame

 

Akame ga Kill! | Potencial

Em suma, fiquei bastante agradado com a premissa inicial de Akame ga Kill! e com os acontecimentos deste primeiro episódio. Na verdade, talvez tenha sido conteúdo a mais para se transmitir em 20 minutos, mas aqui é preciso perceber a necessidade da produção em ir até um momento primário da história que deixe o espectador com interesse em ver o segundo capítulo e acompanhar a produção daí em diante. A meu ver, esse objetivo foi alcançado.

Akame ga Kill! tem tudo para crescer e para nos fazer passar um bom bocado em frente ao ecrã, apesar de, como já disse, o desenho e o grafismo não me parecer o mais adequado para ela. Tal não implica que o dito cujo não seja de qualidade. De facto, é certo que no formato atual não prejudica a série, mas impede-a de ser mais valorizada. Infelizmente, este será um “defeito” permanente até final.

Veremos o que nos reservam os próximos desenvolvimentos em termos de enredo, que se perspetivam muito bons. A pontuação final desta obra irá depender muito disso. A possibilidade de Akame ga Kill! se tornar uma das produções com mais valor do ano 2014 não é nada remota.

 

Akame ga Kill! | Trailer

 

 

 

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