Indústria Anime – Metade dos Animadores recebe suporte Familiar

por João Simões
Indústria Anime - Metade dos Animadores recebe suporte Familiar Arata Relife

A AEYAC, uma nova organização sem fins lucrativos dedicada a gerar suporte para jovens criadores de anime, conduziu um inquérito que visa perceber a vida dos jovens animadores durante o ano fiscal de 2016.

O resultado foi pouco surpreendente – tendo em conta a poeira que se foi levantando ao longo do ano sobre as condições precárias dos animadores – mas, ainda assim, bastante alarmante: mais de metade dos inquiridos respondeu que recebe suporte financeiro, proveniente da família, enquanto trabalha.

Eles decidiram realizar o inquérito por eles mesmos, mas como são uma organização recente atingiram uma amostra muito reduzida. Ainda assim é suficiente para reflectir o Modus Operandi da indústria. O inquérito envolveu 153 animadores com 3 anos de experiência, entre estes 29% são homens, 69% são mulheres, e 2% identificaram-se como “outro”.

 

Indústria Anime - Metade dos Animadores recebe suporte Familiar

 

Indústria Anime – Metade dos Animadores recebe suporte Familiar

 

Um total de 53% dos animadores respondeu que recebeu, pelo menos, algum tipo de ajuda financeira familiar: 35% destes afirmou que vive com a família, e 18% afirmou que vive fora de casa mas que ainda recebe mesada. Dentro dos 35%, acima citados, conclui-se que os seus salários não eram a fonte de rendimento familiar.

Um total de 58% dos animadores, que não vive com os familiares, afirma que tiveram que recorrer a poupanças para conseguir sobreviver ao longo dos dias. Dentro da percentagem de animadores que têm que pagar renda, 32% respondeu que tem que pagar entre 250€ e 420€ mensais para manter a casa.

 

 

Não existem Animadores suficientes para tantas séries Anime!

Animador em Anime – Shirobako

 

O inquérito demonstrou que este problema não tem génese apenas nos baixos salários que os animadores recebem, mas também no facto dos recém licenciados ainda estarem a pagar empréstimos que fizeram quando estavam a estudar. Portanto aqui, possivelmente, existe também um problema com o sistema de bolsas universitárias japonesas e com os valores altos de propinas.

 

De qualquer das formas o inquérito só estará completo em fevereiro de 2017, de maneiras que só por essa altura teremos resultados mais concretos com informações mais alargadas.

 


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Fonte: Anime News Network

 


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